02 Fevereiro 2018
Vice-Governador França e o PSB com a bola toda em SP

Vice-Governador França e o PSB com a bola toda em SP

Por Ricardo Noblat - A quem lhe pergunta se Geraldo Alckmin (PSDB) apoiará sua candidatura em outubro ao governo de São Paulo, o vice Márcio França (PSDB) responde com outra pergunta: “Você acha que eu poderia fazer o que estou fazendo se não contasse com a concordância dele?”

França costura o apoio de outros partidos à sua candidatura e ameaça demitir do governo os nomes do PSDB que se recusem a apoiá-lo. No final de março próximo, ele assumirá o governo de São Paulo à saída de Alckmin para concorrer à vaga do presidente Michel Temer. E quer, em seguida, disputar a reeleição.

O PSDB ocupa o governo de São Paulo há mais de 20 anos. Em troca do apoio do partido à sua candidatura, França acena com o apoio do partido dele à candidatura de Alckmin. Uma vez que o acordo seja selado, Alckmin ganhará o tempo de propaganda eleitoral do PSB no rádio e na televisão, mercadoria preciosa.

“Em uma campanha curta como será a deste ano, de não mais do que 45 dias, mais tempo de televisão poderá fazer uma enorme diferença”, costuma dizer Alckmin a amigos. De resto, o PSB tem governadores e prefeitos em uma região onde Alckmin amarga baixo índice de intenção de votos – o Nordeste.

Já foi maior a reação do PSDB à ideia de abrir mão do governo de São Paulo para reforçar a candidatura de Alckmin a presidente. Mas ela ainda existe, estimulada principalmente pelo prefeito João Dória que almeja suceder Alckmin como inquilino do Palácio dos Bandeirantes. O nó só será desatado depois do carnaval.

No momento, França está com pinta de cavalo vencedor. Guarda na manga para o PSDB a vaga de vice em sua chapa.