04 Junho 2020
SINPOL denuncia mais um capítulo na perseguição de Paulo Câmara ao presidente do sindicato

SINPOL denuncia mais um capítulo na perseguição de Paulo Câmara ao presidente do sindicato

Mesmo em meio a uma pandemia sem precedentes, que tem afetado o mundo inteiro, o abuso de pode por parte do Estado de Pernambuco não para. Tomamos conhecimento, ontem (1), que o Presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, recebeu uma punição de 20 dias de suspensão em um processo administrativo totalmente ilegal, simplesmente por ter criticado o Governador, em 2018, durante um ato que reivindicava o direito a liberdade sindical. A resposta do governo foi dada com mais um ato de perseguição, ironicamente.

Além da punição de 20 dias de suspensão no salário, o Governador ainda instaurou mais um processo administrativo contra Áureo. Dessa vez, o “motivo” foi o início campanha salarial dos Policiais Civis em 2020; e por denúncias que apontavam, novamente, a falta de estrutura nas Delegacias/Institutos e Departamentos da PCPE. É simplesmente revoltante que o Governo Estadual em vez de sentar, conversar e negociar com os trabalhadores que estão enfrentando a violência na ponta, prefira a truculência contra os servidores públicos.  

Para Áureo, "é lamentável que em plena pandemia o governo do estado esteja se ocupando em perseguir um servidor público que exerce representação sindical. Estou sendo punido por cumprir o meu papel como presidente do Sinpol, cobrando melhores condições de trabalho para minha categoria. Pior, fui condenado em um processo totalmente viciado, sem o direito a ampla defesa ou contraditório. 

Em nenhum momento fui intimado, não sei quem são as testemunhas e muito menos tive direto a me defender desse verdadeiro absurdo. Fala-se muito que Bolsonaro é fascista, mas quero lembrar o governador de que perseguir críticos é uma expressão fascista, cometida por representantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB). No mínimo contraditório", avalia.

Aproveitando o ensejo, o Sinpol anuncia que em breve, no final do ano, Áureo Cisneiros não será mais presidente do sindicato e que não mais concorrerá ao cargo, já que por iniciativa dele mesmo o estatuto da entidade só permite uma reeleição, para evitar o que acontece em boa parte dos sindicatos, quando pessoas se perpetuam no poder indefinidamente. 

Por isso, a defesa de Áureo não é apenas a defesa do servidor público, pessoa física, mas é a defesa simbólica da Instituição Sindical que representa os Policiais Civis no estado de Pernambuco.

É a garantia de que os próximos presidentes e diretores do SINPOL terão “proteção” para proteger e denunciar as precariedades das estruturas na PCPE e por brigar por melhores salários. Um ataque ao presidente do SINPOL é um ataque a todo funcionalismo público de Pernambuco e do Brasil. 

Não podemos deixar que o Sindicato fique refém de um governo que não respeita quem defende a sociedade da criminalidade. Áureo já acumula 17 PADS e ainda tem um de demissão na mesa do Governador. A luta vai continuar!