17 Dezembro 2018
PT lidera desvios da Alerg seguido do PSOL e PSC, diz o COAF

PT lidera desvios da Alerg seguido do PSOL e PSC, diz o COAF

O relatório do Coaf que revelou movimentação atípica em conta do ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) mencionou funcionários de outros 20 deputados da Alerj - Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Fazem parte da lista assessores de parlamentares de diferentes partidos, informou a Folha.

Entre eles está Márcio Pacheco (PSC), futuro líder do governo na gestão Wilson Witzel (PSC) e o deputado Eliomar Coelho (PSOL). O presidente interino da Assembleia, André Ceciliano (PT), pré-candidato à reeleição ao cargo, também aparece no documento. Todos estão juntos na lista com o presidente afastado da Alerj, Jorge Picciani (MDB).

A maior movimentação de valores envolveu quatro pessoas ligadas ao gabinete do presidente em exercício da Assembleia, André Ceciliano, do PT, R$ 49 milhões.

Cinco pessoas ligadas ao gabinete do deputado Paulo Ramos, do PDT, movimentaram R$ 30 milhões.

Nove pessoas do gabinete do deputado Márcio Pacheco, do PSC, candidato à presidência da Alerj, R$ 25 milhões.

Oito pessoas do gabinete do deputado Luiz Martins, do PDT, que foi preso em novembro, R$ 18,5 milhões.

Cinco pessoas ligadas ao gabinete do deputado Doutor Deodalto, do DEM, movimentaram R$ 16,3 milhões.

E cinco pessoas ligadas ao gabinete do deputado Carlos Minc, do PSB, que já foi ministro do Meio Ambiente, R$ 16 milhões.

O Ministério Público Federal ressaltou que nem todos os nomes citados no relatório do Coaf foram incluídos nas apurações e que nem todas as movimentações suspeitas são, necessariamente, ilícitas. Como o relatório indicava a existência de movimentações atípicas de outras pessoas que não foram alvos da operação federal, os procuradores encaminharam essa parte da documentação para o Ministério Público estadual.

O MP do Rio abriu uma investigação, que corre em sigilo. Com informações do G1.