29 Janeiro 2018
PSDB de SP, Marília e STF os fantasmas do palanque da oposição em PE

PSDB de SP, Marília e STF os fantasmas do palanque da oposição em PE

O palanque levantado pela oposição em Pernambuco seguiu neste final de semana levando o discurso de desmonte do atual Governo no Estado, mas desmontado está a união dos integrantes deste mesmo palanque. Esta fragilidade se mostra nas alianças que estão sendo firmadas no plano político nacional, envolvendo partidos oposicionistas em PE e a repercussão do crescimento da pré-candidata petista, Marília Arraes.

Nas movimentações nacionais em torno do PSDB de SP temos a aproximação do PSB ao PSDB que pode rifar o partido da oposição local para consolidar o plano de candidatura governamental no maior colégio eleitoral do Brasil, São Paulo. Veja na matéria exclusiva que coloquei neste domingo.  Essa aliança de uma tacada só tira os partidos PSDB, de Bruno Araujo e PTB de Armando Monteiro do palanque. Bruno terá que escolher onde quer ficar, pois o apoio pessedessista ao governador, Paulo Câmara, é mais do que certo. 

No caso de Armando, um acontecimento divulgado pelo próprio presidenciável, Geraldo Alckmin, pode gerar a saída natural do PTB da oposição em PE. O atual governador paulista escalou o deputado, Campos Machado (PTB-SP), para lançar nesta semana uma mobilização nacional entre lideranças da sigla visando apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência. Machado quer reunir as 21 correntes internas do partido na divulgação da campanha. Segundo o parlamentar, um dos maiores aliados do governador de São Paulo, a ideia é realizar eventos públicos, principalmente no Nordeste. Não por coincidência, Alckmin segue com intenção de voto pífia nessa região e a cobrança do PTB para apoios locais fatalmente serão cobrados pela executiva nacional.

Quanto ao anfitrião do evento deste final de semana, senador Fernando Bezerra Coelho, o clima pesa por dois lados. De um lado o fato de ainda não ter conseguido o domínio total do MDB local, o que deixa muitos prefeitos em cima do muro, na incerteza quanto ao futuro do partido. Muitos já não se agradam da forma como o partido está sendo tomado. Por outro lado, o senador faz campanha e integra o palanque oposicionista de olho na gaveta do ministro do Supremo, Ricardo Lewandoski, que investiga um convênio entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Prefeitura de Petrolina, em 2002 – quando Bezerra Coelho era prefeito, ficando ele na iminência de uma condenação e perda de direitos políticos.

Pra completar vem as movimentações feitas pela pré-candidata do PT ao governo de PE, Marília Arraes. No próprio evento do sábado, em Petrolina, alguns participantes estavam lá de olho nas informações de Serra Talhada. O sucesso do evento no Pajeú chamou a atenção de várias lideranças e prefeitos que começaram a monitorar o desempenho da petista. Mas aí pesa as decisões dos caciques do partido. Humberto Costa e João Paulo cederiam a leganda à Marília ou integram a base governista de Paulo em troca de cargos num possivel segundo governo do PSB?