17 Abril 2018
PSB divulga vídeo com biografia de Joaquim Barbosa

PSB divulga vídeo com biografia de Joaquim Barbosa

Antes mesmo do anúncio oficial de uma possível candidatura a presidente da República pelo partido, dirigentes do PSB começaram a distribuir ontem um vídeo com um perfil do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que aparece na pesquisa Datafolha, divulgada hoje, com 9% de intenções de votos em cenário sem Lula na disputa. O percentual de Joaquim é maior do que o do pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, com 7%.

O vídeo “conheça muito sobre Joaquim Barbosa em apenas um minuto”, sobre o ex-ministro do STF que ganhou fama no julgamento do Mensalão do PT, começa com uma foto 3X4 em preto e branco do ministro ainda criança, depois fala de sua origem humilde, a ascenção pela meritocracia e a data de seu aniversário de 64 anos no dia em que acontecerá o primeiro turno das eleições de outubro. O vídeo ressalta que Joaquim Barbosa se filiou ao PSB e poderá disputar a presidência da República nas eleições de 2018.

Só não disputa se nao quiser

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa só não será o candidato do PSB a presidente da República se não quiser. Resistências pontuais a seu nome, consideradas irrelevantes e por “falta de conversa” pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, não deverão ser impedimento para um provável anúncio oficial nos próximos dias. O resultado de até 9% de intenção de votos na pesquisa Datafolha, sem ser ainda conhecido da maioria do eleitorado, foi considerado espetacular pelo dirigente do PSB .

Siqueira diz que o ex-ministro do Supremo, que ganhou fama pelo rigor no julgamento de petistas no escândalo do Mensalão, ainda não mostrou seu real potencial, e pode crescer muito se se expor oficialmente como o candidato que representa “o novo”, o candidato fora da política tradicional , de vida limpa, preparado para a disputa.

No dia que ele assinou a ficha de filiação no PSB, houve um acordo . O combinado é que ele entrava sem a garantia da legenda de que seria o candidato a presidente, e o ministro teria mais tempo para refletir se aceitaria ser o candidato . A hipótese de ser é muito grande. Eu não apostaria na possibilidade de não ser. O único senão reside na dúvida de setores pontuais, que ainda têm certas interrogações em relação a essa candidatura, pelo fato de não o conhecerem suficientemente - diz Carlos Siqueira.

O presidente do PSB não revela quem no partido resiste ao nome de Barbosa, mas diz que não representa a maioria. A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e o senador João Alberto Capiberibe (PSB-AP), diz, vêem Barbosa como um bom nome, mas sentem a necessidade de conversar mais. Os termos do PSB para dar a legenda para Barbosa, diz, se referem à aceitação de temas programáticos do partido que tem 70 anos e um perfil de centro-esquerda.

Carlos Siqueira não concorda , por exemplo, que Joaquim Barbosa tenha perfil autoritário e que, eleito, tivesse um comportamento centralizador, de escantear o PSB.

- O fato do ministro ter pedido um tempo para refletir demonstra a seriedade dele de não assumir uma candidatura de maneira açodada, e do partido de querer discutir os termos dessa eventual candidatura - diz Carlos Siqueira.

Sobre um outro cenário, na hipótese de Barbosa não assumir a candidatura, o presidente nacional do PSB descarta a ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade) como alternativa. A candidatura de Marina pelo PSB em 2014, como vice de Eduardo Campos, e depois como candidata após a morte do ex-governador, deixou sequelas no partido. - Marina seguirá outro caminho. Está fora de cogitação. Tanto é que o partido dela é oposição aos nossos três governadores.

O ex-deputado federal Beto Albuquerque, que foi vice de Marina em 2014, disse que maio deve ser o prazo para se definir uma chapa.

- Eu diria que o mês de maio , para preparar a campanha , acertar programa, montar as condições todas, não pode deixar as coisas chegarem muito em cima do laço . Maio é o limite da tolerância para ter de fato uma candidatura presidencial competitiva - disse Beto Albuquerque.