29 Março 2018
Prisões são mais um capítulo da briga entre Temer e Barroso

Prisões são mais um capítulo da briga entre Temer e Barroso

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (29), em São Paulo, o advogado José Yunes, melhor amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, Antônio Grecco, dono da Rodrimar e Ex-ministro Wagner Rossi. Todos muito ligados ao atual presidente e ao partido dele o MDB.

Mais do que simples investigação e prisão a decisão foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) que foi ameaçado de impeachment pela tropa de choque de Temer no congresso o que parece mais uma espécie de retaaliação.

Yunes

No caso de Yunes, segundo o advogado dele, José Luis de Oliveira Lima, trata-se de uma prisão temporária de cinco dias. Yunes é apontado pelo operador financeiro Lúcio Funaro, delator da Operação Lava Jato, como um dos responsáveis por administrar propinas supostamente pagas ao presidente. De acordo com Funaro, para lavar o dinheiro e disfarçar a origem, Yunes investia valores ilícitos em sua incorporadora imobiliária.

Antônio Grecco

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (29) o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar. A empresa, que atua no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, é suspeita de ter sido beneficiada por um decreto de 2017 de Michel Temer em troca de suposto recebimento de propina.

Wagner Rossi

O ex-ministro Wagner Rossi foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em uma das ações da Operação Skala, deflagrada pela Polícia Federal.

Ex-deputado federal, Wagner Rossi foi ministro da Agricultura nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em 2010 e 2011. Em 1999 e 2000, Rossi presidiu a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal administradora do porto de Santos. Rossi é pai do deputado Baleia Rossi, líder do MDB na Câmara.

Lembrando sempre que a operação foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga se Temer, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário em troca de suposto recebimento de propina. Com informações do G1.