31 Março 2018
Perseguição dos Ferreiras mostra a cara até na Paixão de Cristo de Jaboatão

Perseguição dos Ferreiras mostra a cara até na Paixão de Cristo de Jaboatão

Uma encenação da Paixão de Cristo sem o apoio da prefeitura Jaboatão, organizado pela juventude da igreja católica e que acontece dentro do estacionamento da paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Cajueiro Sêco em Jaboatão dos Guararapes, teve sua apresentação abruptamente encerrada neste feriado da semana santa. Segundo testemunhas, sem nenhum documento oficial, a prefeitura solicitou, e foi atendida, a presença da Polícia Militar para acabar com o evento.

Integrantes da direção do espetáculo e o vereador, Ênio Batista, estiveram no 6°Batalhão da Polícia Militar que confirmou a ordem da prefeitura para acabar com a apresentação deixando frustradas as dezenas de pessoas que investiram nos custos da própria encenação com tempo, materiais e roupas. A revolta foi grande, pois todos sabem que não há este tipo ação da PM sem que o acontecimento traga algum tipo de ameaça a segurança da população, ainda mais encenado dentro do estacionamento da paróquia.

O próprio pároco da igreja, frei Joaquim, foi ao microfone confessar que havia errado ao não ter enviado um ofício ao batalhão da PM local, mas testemunhas afirmam que a igreja católica do Curado também fez e encenação, sem mandar ofício para a PM e não sofreu nenhum tipo de impedimento.

Em rápida consulta feita com um oficial da PM constatei que em casos de eventos sem solicitação prévia à PM pode realmente ser interrompido ou cancelado se o comando achar que vai trazer algum tipo de perigo para a comunidade, quando citei esse caso, em especial, o comandante me disse. “Algumas vezes o bom senso revolve, mas neste caso algum - ingrediente a mais - pode ter feito a diferença para terminar desta forma Adriano”.

O deputado Feitosa já apresentou um projeto e que virou lei (infelizmente não foi até hoje regulamentado), onde previa todas as providências a esse respeito, especialmente nos principais feriados (Carnaval, Páscoa, São João), procurando se reunir antes com os organizadores e estabelecer as providências previstas em lei antes até do evento, remetendo ao Ministério Público a situação da festa.

Isso tudo nos leva a crer que neste caso realmente trata-se de mais um ato de perseguição feito pelo prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, cujo os mentores são seu pai e toda família, para retaliar qualquer pessoa que se posicione contra eles. Dou testemunho disso com tanta convicção, porque eu mesmo tenho conhecimento e experiência própria desta perseguição dos Ferreiras. Vale lembrar também que na semana passada vários vereadores se colocaram contra alguns absurdos que o prefeito vem cometendo em sua gestão e agora parece que a perseguição aumentou.

Veja o testemunho dos organizadores do espetáculo no vídeo abaixo: