13 Maio 2019
Onyx afirma que Moro e Guedes compartilharão dados do Coaf

Onyx afirma que Moro e Guedes compartilharão dados do Coaf

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta 6ª feira (10.mai.2019), em entrevista à Rádio Gaúcha, que o governo do presidente Jair Bolsonaro está preparando uma portaria interministerial para que os ministérios da Justiça e Segurança Pública e o da Economia compartilhem informações do Coaf (Conselho de Controle e de Atividades Financeiras), responsável por apurar casos de lavagem de dinheiro.

A declaração foi feita 1 dia após o governo ser derrotado pela comissão mista que analisa a Medida Provisória 870, que trata sobre reforma administrativa dos ministérios do governo do presidente Jair Bolsonaro. O parecer aprovado, do relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), foi pela manutenção do Coaf para Economia.

“Tenho dialogado com Moro e Guedes, que já declarou que toda a equipe do Moro fica intacta. Vamos preparar uma portaria de compartilhamento entre as Pastas. Tudo aquilo que é possível ser feito compartilhamento, vai ter uma portaria interministerial entre o Ministério da Justiça e o Ministério da Economia para permitir este compartilhamento“, disse Onyx.

O ministro da Casa Civil disse não enxergar como derrota a decisão da comissão mista. Segundo ele, o governo continuará a lutar para que o Coaf fique sob o comando Ministério da Justiça.

“A realocação é competência do Parlamento. Nós estamos lutando, lutamos na comissão e ainda temos instâncias. O plenário dessas duas Casas, a gente continuará lutando“, disse, confirmando a declaração do porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, feitas na 5ª feira (9.mai.2019).

No início do ano, ao reestruturar a Esplanada dos Ministérios, reduzindo o número de pastas do governo, Bolsonaro havia transferido o Coaf do então ministério da Fazenda para o ministério da Justiça.

Onyx ainda criticou o antigo sistema de “toma lá, da cá”, existente em governos anteriores, classificando-o como “portaria fechada para roubar“.

“O presidente nomeou seus 22 ministros com absoluta independência. Estamos reconstruindo a forma de fazer relação entre Parlamento e o Poder Executivo. Foram 30 anos de uma forma que terminou no Petrolão. Ninguém mais quer isso. Presidente Bolsonaro diz sempre que jamais vai jogar dominó com Lula em Curitiba“, afirmou.