23 Janeiro 2019
Manifestações contra Madura  tomam as ruas na Venezuela

Manifestações contra Madura tomam as ruas na Venezuela

A pressão contra Nicolás Maduro aumentou às vésperas da marcha convocada pela oposição venezuelana para esta quarta-feira. Durante a noite de segunda-feira, 22, foram registrados em Caracas cerca de trinta protestos de rua, de acordo dados da ONG Observatório Venezuelano de Conflitividade Social. Muitas atraíram multidões, a maioria delas violentas. Ao menos quatro pessoas morreram durante os distúrbios.

Moradores enfurecidos confrontaram as forças de segurança queimando pneus e tomando as ruas. As manifestações foram contidas com vigor pela Polícia Nacional Bolivariana. Outros milhares de pessoas o fizeram de suas casas, batendo panelas longamente. Todos reclamaram do caos econômico, do colapso dos serviços, da dissolução dos salários e exigiram a renúncia do presidente.


Em meio ao clima de tensão, Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional, que está nas mãos da oposição, jurou como presidente interino da Venezuela, informou a Reuters. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, o parabenizou via Twitter. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já reconheceu Gualdó.

A dimensão e a duração desses protestos, que não foram convocados previamente, deixaram a opinião pública atônita. Boa parte dos enfrentamentos ocorreu em bairros empobrecidos que eram bastiões do chavismo, como Ruiz Pineda, Las Adjuntas, Petare, comércios, La Pastora ou San Agustín.

Uma estátua de Hugo Chávez foi queimada por turbas enfurecidas na avenida Dalla Costa, em San Félix, a 800 quilômetros ao sul de Caracas. Por volta das 17h, em algumas estações do Metrô de Caracas, transeuntes entoavam cantos contra o Governo de Maduro.