24 Junho 2018
Evento com PM e BM em Minas termina com gritos de Bolsonaro e Anastazia

Evento com PM e BM em Minas termina com gritos de Bolsonaro e Anastazia

Um evento de cabos e soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros na capital mineira neste sábado, 23, foi encerrado aos gritos de "Anastasia e Bolsonaro". Os cerca de 200 participantes estavam lá para evento com o pré-candidato ao governo de Minas Gerais, senador Antonio Anastasia (PSDB), quando "criaram" a nova dobradinha com o presidenciável do PSL, deputado federal Jair Bolsonaro.

O PSDB tem candidato próprio ao Palácio do Planalto - o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Enquanto Bolsonaro lidera com 19% de intenção de votos, segundo a pesquisa do Datafolha divulgada no início do mês, o tucano continua no patamar de 7%. Mesmo em São Paulo, Estado que Alckmin governou por mais de 13 anos, Bolsonaro tem mais votos que Alckmin, segundo a pesquisa do Ibope.

Questionado sobre os gritos que o colocavam ao lado de Bolsonaro, o pré-candidato ao governo mineiro lembrou que seu partido tem nome para a disputa ao Planalto, mas disse que o cidadão é "livre para escolher seus candidatos". "Cada ambiente tem os seus preferidos. Isso é uma coisa que é incontrolável, pois todo cidadão é livre para escolher os seus candidatos", concluiu.

"São os que mais estão alinhados com a nossa ideologia de um Brasil com mais segurança, com mais seriedade e honestidade", afirmou o policial da reserva, Juliano Amaro Oliveira, 55. Seriedade, compromisso com a segurança foram alguns dos motivos citados pelos presentes ao Estado para justificar o voto no PSDB e PSL.

Para o cabo aposentado da Polícia Militar Vander de Castro, Anastasia e Bolsonaro se parecem "pela seriedade". "Não estão enchendo de promessas falsas, eles sabem a situação do Brasil como está. Eles fazem as propostas deles em cima do que está acontecendo no país”, disse depois do evento.

Dilma. Sobre a possibilidade de concorrer com a ex-presidente Dilma Rousseff, Anastasia disse que “qualquer um deles (adversários do PT) vamos enfrentar com tranquilidade”. O senador questionou essa possibilidade, apontando que o PT atacou o candidato tucano de 2014, Pimenta da Veiga, alegando que ele estaria ausente do Estado. “Pelo o que eu saiba, a ex-presidente já mudou de Minas há mais de quarenta anos”, criticou.

Na última semana, os líderes do PT passaram a considerar a possibilidade da ex-presidente Dilma ser um “plano B” para a pré-candidatura do atual governador. Pimentel enfrenta diversos desgastes que poderiam dificultar a reeleição. Além de ser réu em ação no Superior Tribunal de Justiça por suposto caixa dois na campanha de 2014, o petista passa por atritos com o funcionalismo público, por conta de atrasos nos salários.

Críticas. Anastasia aproveitou seu discurso para atacar o atual governador, Fernando Pimentel (PT). À plateia de policiais, o pré-candidato criticou a atuação do petista durante a crise de segurança pública no Estado, principalmente o fato de o governador ter assumido que os ataques em Minas foram ordenados “por uma facção criminosa”.

“Depois de tantas décadas de trabalho na área de segurança, é uma coisa que nos ofende, nos humilha. Tudo isso por conta de desmando, desgoverno, falta de prioridades, falta de lideranças”, disse o senador. Durante a crise, o Estado teve diferentes episódios de ônibus foram incendiados em cidades mineiras.