30 Janeiro 2019
Equipe de Guedes estuda contribuição patronal em capitalização da Previdência

Equipe de Guedes estuda contribuição patronal em capitalização da Previdência

Da Coluna Estadão -  A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, está perto de encontrar uma fórmula para que o sistema de capitalização a ser criado com a reforma da Previdência não repita integralmente o modelo chileno. Guedes estuda incluir um aporte patronal no acúmulo das contribuições individuais. Em tradução livre para quem não fala “economês”: o empregador pagará um porcentual sobre o quinhão do trabalhador. No Chile, onde os patrões não contribuem, as pensões acabam sendo menores do que as esperadas pelos aposentados.

Modelo. Na capitalização, o segurado contribui para uma conta individual. O benefício é calculado em cima desses depósitos. O regime complementar dos servidores públicos, que tem aporte da União (empregadora), funciona mais ou menos assim no Brasil.

Sem peso. Para não sobrecarregar as empresas, uma das proposta é reduzir a contribuição delas no regime geral (a regra atual da iniciativa privada). Paulo Guedes tem falado sobre a importância de desonerá-las.

Mão dupla. Também está em estudo como será a transição para esse sistema de capitalização. Um possibilidade é emitir títulos públicos para cobrir a complementação da aposentadoria de quem já passou anos pagando só pelo regime geral.

O escolhido. O Ministério da Defesa mapeia quem poderia ser o relator da reforma da Previdência dos militares. Identificou sete deputados militares que teriam mais capacidade de compreensão das suas demandas. O preferido é o General Peternelli (PSL-SP).