11 Outubro 2020
Em tempos de pandemia prefeito de Cortês quer aumento salarial de 10 para 12 mil reais

Em tempos de pandemia prefeito de Cortês quer aumento salarial de 10 para 12 mil reais

Tramitação do projeto do executivo segue na Câmara dos Vereadores para votação na próxima terça-feira (13.10). 

Na sessão do último dia 6, um projeto de emenda parlamentar do legislativo tentou barrar o aumento, ao apresentar a redução do salário, mas foi reprovado e houve tumulto na Casa Raimundo Leite. 

O município de Cortês, na Mata Sul de Pernambuco, distante a 86 km capital do estado (Recife), 
tem 67 anos de emancipação política, e ainda não acordou para a realidade local, principalmente no período do novo coronavírus - com uma recessão econômica, alta taxa de desempregados e pouca expansão do comércio, no seu centro. 

A população de Cortês não passa das 13 mil pessoas, com um Produto Interno Bruto de R$ 8.378,91, segundo o Portal Cidades do IBGE, e ainda sendo um pequeno município com uma verba apertada nesse momento de pandemia mundial e no ano eleitoral, o atual prefeito Reginaldo Moraes (PP) {foto} apresentou Projeto de Lei à Câmara de Vereadores sobre a fixação de subsídio no salário do prefeito, saindo de 10 para 12 mil, um aumento salarial explícito.

Antes, ele havia negado aumento para os servidores municipais o que gerou revolta na cidade. Ele também é acusado pelo Ministério Público de várias irregularidades.

Dessa forma, também estariam com um aumento salarial, o vice-prefeito de 6.500 para 8 mil reais; vereador de 5 a 7 mil reais; e secretários de município de 3.500 a 4 mil reais, conforme o Projeto de Lei original 008/2020. 

Na próxima terça-feira (13.10), a Câmara dos Vereadores volta a debater o projeto e dar sequência aos trâmites de votação.

Ainda em tramitação na Câmara dos Vereadores de Cortês, o projeto de lei do aumento salarial passa por discussões na Casa Raimundo Leite, que tem nove vereadores, sendo apenas uma mulher. 

Na última terça-feira (06.10), o vereador Salatiel de Oliveira apresentou emendas parlamentares para a redução dos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários, mas não houve êxito, as emendas foram reprovadas por maioria dos parlamentares presentes. 

A emenda parlamentar  que foi reprovada defendia uma redução nos salários do prefeito para 5 mil, vice-prefeito 2.500, secretário 2.000 e a permanência do salário do vereador de 5 mil reais. 

Rompido com o atual gestor, o vice prefeito Eduardo Farias também condenou a iniciativa. " É uma situação vexatória", afirmou. Informações do blood de Ricardo Antunes.