12 Fevereiro 2019
Deputados evangélicos na expectativa para Comissão de Direitos Humanos da Alepe

Deputados evangélicos na expectativa para Comissão de Direitos Humanos da Alepe

O clima na ALEPE promete esquentar nesta terça-feira (12) com a eleição da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Os deputado: pastor Cleiton Collins (PP), Adalto Santos (PSB), João Paulo (PCdoB), Jô (PSOL) e Clarissa Tércio (PSC), são os cinco membros titulares que integram a Comissão. 

Pleiteada pela deputada Jô (do Coletivo Juntas), a definição da Comissão está longe de um entendimento harmonioso. O imbróglio teve início quando vazou um suposto acordo entre as bancadas do Governo e da Oposição para deixar a deputada Jô no comando da Comissão. Porém, a representante do PSOL resolveu trilhar um caminho independente e não integra a bancada de oposição na Casa. Com isso, a Comissão não deveria ser presidida por ela e nem pelos deputados aliados do Governador (Collins e Adalto). Como o PCdoB do ex-prefeito do Recife, João Paulo também faz parte do Governo. Restaria o nome da estreante Clarissa Tércio como única representante da bancada da Oposição. 

No entanto, Clarissa nega que houve movimento para dar qualquer tipo de 'golpe' na indicação do Juntas. “Acredito que o termo (golpe) surgiu da imaginação delas. Não existe nenhum acordo. Existe sim, uma imposição da liderança do Governo. Não queríamos que fosse dessa forma. Entregar a CDH nas mãos de um grupo radical. Apenas isso", esclarece Clarissa, líder do PSC na ALEPE. 

A curiosidade é que dos cinco membros titulares, três são evangélicos e poderiam fazer a diferença na escolha. De acordo com informações de bastidores, o Palácio está influenciado diretamente na indicação da parlamentar Jônatas do PSOL e isso poderia trazer certo desconforto para os dois aliados do Governador com base no reduto evangélico (Cleiton e Adalto). 

A matemática é simples. Se votarem 'Juntos', os três evangélicos podem derrotar o coletivo Juntas e eleger a deputada Clarissa para comandar a CDH. Resta saber se a recomendação do Palácio terá mais força que convicções de unidade e fé.