19 Novembro 2018
Começa dar resultado decisão de soltura de mães presas pelo STF

Começa dar resultado decisão de soltura de mães presas pelo STF

Quem via uma mulher de 28 anos com sua filha pequena, de 5, em uma caminhonete S10 circulando pela MS-164 jamais poderia imaginar, mas dentro do veículo ela carregava um fuzil AK-47, arma usada por exércitos e conhecida por ser a favorita de traficantes, além de 19 carregadores e cerca de 2.500 munições de calibres variados, inclusive de ponto 50, apropriado para guerras e capaz de derrubar até helicóptero.

Foi o flagrante realizado na manhã deste domingo (18) por uma equipe da Polícia Militar Rodoviária, na altura do km 14, em frente da base operacional de Vista Alegre, na região de Maracaju.

Para piorar a situação, o carro usado pela mãe tinha problemas, a começar pelo motor, com a numeração raspada propositalmente para dificultar sua identificação. Além disso, a placa era de Jataí (GO), mas na verdade dentro da caminhonete existiam duas outras placas, ambas de Jussara, cidade também do interir goiano, que no registro consta como pertencentes a veículos da mesma marca e modelo.

Levada à delegacia de Maracaju, a suspeita contou sua versão. Mora em Campo Grande e disse que fora visitar a mãe em  Ponta Porã, quando recebeu uma ligação com uma oferta que parecuia tentadora: voltaria à Capital de carro, fazendo em troca a gentileza de levar o veículo recheado. 

Assim que chegasse em Campo Grande, a mamãe deveria esperar por um novo contato. Levaria o veículo a um hipotético comprados, em lugar a ser marcado. Faria o trabalho de graça, apenas pela oportunidade de uma viagem mais rápida e a economia na passagem de ônibus.

Ainda em seu depoimento, a suspeita disse desconhecer que haviam as armas no interior da caminhonete e que lhe fora informado que a documentação do carro estava em ordem. Único ponto verdadeiro aliás, visto que a ausência de queixas de roubo, furto ou afins. Ela foi indiciado e permaneceria presa.