11 Julho 2019
Alepe aprova por unanimidade Carlos Neves para o TCE

Alepe aprova por unanimidade Carlos Neves para o TCE

O nome do advogado Carlos Neves foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa de Pernambuco para ocupar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Dos 42 deputados presentes à sessão plenária nesta quinta-feira (11), 41 se posicionaram favoráveis. Houve cinco ausências e dois deputados estão licenciados. O presidente da Casa, deputado Eriberto Medeiros (PP), não votou porque presidiu a sessão. 

Após a decretação do resultado, o presidente da Alepe pontuou como positiva a decisão do governador Paulo Câmara (PSB) de indicar Carlos Neves para ocupar um cargo de destaque no papel de fiscalizador do estado. 
“No momento em que reunimos 42 deputados, sem custo algum para os cofres públicos, a Assembleia reconhece a pessoa do governador Paulo Câmara no envio de um nome maduro, dedicado e experiente em seus mais de 20 anos de advocacia. Sabemos que quando Vossa Senhoria assumir o cargo de conselheiro do TCE, que é um órgão auxiliar dessa Casa, terá como sempre teve imparcialidade em suas decisões”, afirmou o Eriberto Medeiros. 

O presidente da Assembleia destacou, ainda, que a partir da “visão pedagógica” do novo conselheiro, ele buscará construir pontes com as demais instituições em favor do povo pernambucano. 

Antes da votação no plenário, o novo conselheiro do TCE foi sabatinado na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ) da Alepe. Em auditório lotado, Carlos Neves ouviu as considerações de alguns parlamentares inscritos para falar como o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros.

“Nosso entendimento é que o Tribunal tenha um trabalho muito mais preventivo do que punitivo. Não admitimos é que um simples relatório de auditoria, muitas vezes sequer comunicado aos gestores públicos, possa expor vidas de forma indevida. Acreditamos, diante de tudo que foi discorrido da sua maturidade e da sua experiência, que haverá imparcialidade em suas decisões”, ressaltou Eriberto.

Carlos Neves fez questão de frisar seu compromisso, como conselheiro do TCE, de ”sempre levar à reflexão as considerações vindas da Assembleia”.

 “Nada é dispensável, vindo principalmente daqueles que têm a missão de representar o povo de Pernambuco. Uma palavra que é muito cara é representar, porque em sua origem significa ‘representar quem não estar’. E esse respeito à política, contrapondo-se à demonização da política, não impede que eu tenha o cuidado com as coisas públicas. Não terei nenhuma dificuldade de ouvi-los para construir soluções consensuadas”, disse o novo conselheiro do TCE que assume a vaga de João Campos, falecido no mês passado.