Roberto Jefferson diz que PE e Recife estão nas mãos de um cabeça de touro e espírito de porco respectivamente
Autor
Adriano Roberto

Roberto Jefferson diz que PE e Recife estão nas mãos de um cabeça de touro e espírito de porco respectivamente

Será hoje, logo mais as 18 horas, que você vai acompanhar o depoimento exclusivo que o presidente do PTB, Roberto Jefferson deu para o Coronel Meira e ao pré-candidato a vereador por Olinda, Alessandro Sarmento, no programa Ponto de Vista. 

Na sua fala o ex-deputado não economiza nas palavras bem ácidas ao prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara, chamando o primeiro de espírito do porco em alusão aos respiradores de porcos comprados pelo prefeito do Recife e de boiadeiro cabeça de touro, o governador.

Afirmou que enquanto o estado estiver com esse tipo de gente no comando só vai ver desequilibrio mental e emocional de pessoas que não tem os valores da moral e da família como norte de vida e roubalheira como o desvio do dinheiro da saude.

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Presidente do PTB nacional vai ao Recife pedir que Armando apoie conservadores de PE
Autor
Adriano Roberto

Presidente do PTB nacional vai ao Recife pedir que Armando apoie conservadores de PE

Em conversa com o pré-candidato a vereador no Recife, Cel Meira, para o programa Ponto de Vista, o presidente nacional do PTB, Roberto Jerfferson, disse que vai ao Recife conversar com Armando Monteiro para pedir apoio aos bolsonaristas de Pernambuco.

Jefferson disse que Armando é um dos melhores quadros do PTB nacional e sabe que ele também faz parte do quadro de homens de bem que defende os valores da família e da moral, por isso, não tem dificuldade em saber que o ex-senador, pode sim, se posicionar favorável aos conservadores de Pernambuco.

Logo mais no programa Ponto de Vista estaremos colocando na íntegra a conversa do Cel Meira e Roberto Jefferson.



Bolsonaro e Queiroz são pendências do Judiciário com fim do recesso
Autor
Adriano Roberto

Bolsonaro e Queiroz são pendências do Judiciário com fim do recesso

O Judiciário retoma as atividades nesta segunda-feira (3), após o recesso de julho, precisando enfrentar pendências que afetam diretamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados. Os julgamentos têm potencial de gerar novas crises para o governo.

Os assuntos que precisarão ser analisados também têm impacto na Operação Lava Jato e em processos criminais contra políticos como o ex-presidente Lula e o senador José Serra (PSDB-SP).

A corte poderá ainda rediscutir seu entendimento sobre temas como o foro especial e rever decisões polêmicas, como as tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news.

O STF (Supremo Tribunal Federal) deve se manifestar ainda a respeito de um eventual depoimento do presidente.

A oitiva foi requisitada pela Polícia Federal na investigação instaurada para averiguar a acusação do ex-ministro Sergio Moro (Justiça) de que Bolsonaro tentou intervir indevidamente na corporação. O mandatário nega.

No início de julho, o ministro Celso de Mello (STF) prorrogou por mais 30 dias a apuração. Também pediu a manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, a respeito do depoimento do presidente.

Aras defendeu que Bolsonaro deveria ser consultado para informar se preferia manifestar seu direito ao silêncio, depor por escrito ou então escolher local e horário para sua fala aos investigadores.

Interlocutores do governo avaliam que uma decisão favorável ao depoimento de Bolsonaro pode abrir nova crise entre Planalto e Supremo.

A relação tem sido conturbada por conta de uma série de episódios, entre eles a participação do presidente em atos que pediam o fechamento do Congresso e do STF e as decisões do ministro Alexandre de Moraes bloqueando contas em redes sociais de militantes bolsonaristas.

Na mais recente, Moraes determinou o bloqueio internacional das contas de militantes bolsonaristas. Redes sociais, como Facebook e Twitter, anunciaram que iriam recorrer, o que pode ensejar um julgamento no plenário.

O próprio presidente, por intermédio da AGU (Advocacia Geral da União), ingressou no dia 25 com uma ação direta de inconstitucionalidade pedindo a suspensão de decisões judiciais que impuseram as restrições.

Em outra decisão que pode respingar no presidente e sua família, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) vai decidir se revoga ou não a prisão domiciliar do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e de sua esposa, Márcia Aguiar.

A decisão em favor de Queiroz foi proferida pelo presidente do STJ, João Otávio Noronha, no dia 9 do mês passado, durante o plantão da corte. A defesa alegou risco de contágio pelo novo coronavírus na cadeia.

O caso agora volta para o seu relator original, o ministro Felix Fischer, que vai decidir se mantém ou reverte a decisão de Noronha.

Reportagem da Folha mostrou que Fischer negou 97% dos habeas corpus impetrados em favor de presos que alegaram riscos em razão do novo coronavírus.

Ainda no caso envolvendo a suposta prática de rachadinha no gabinete do então deputado estadual e agora senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o ministro do STF Gilmar Mendes vai analisar recurso do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro contra a decisão que determinou que o caso saísse da primeira instância e fosse para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, concedendo foro especial ao filho do presidente.

Gilmar Mendes já indicou que deve levar a questão para ser analisada pela 2ª Turma do STF, para que o caso tenha uma decisão colegiada.

Gilmar também deve analisar ação que requer a suspeição do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, que rompeu com Bolsonaro e deixou o governo.

A defesa do ex-presidente Lula ingressou com o pedido para anular as condenações proferidas por Moro no âmbito da Lava Jato.

Com base nas conversas obtidas pelo Intercept Brasil e publicadas por outros veículos, como a Folha, além de outros argumentos, os advogados do petista sustentam que Moro atuou em conjunto com a acusação, sem observar o dever de imparcialidade.

Gilmar já afirmou que pretende encaminhar o caso a julgamento antes da aposentadoria do decano Celso de Mello, dia 1º de novembro. Seu substituto será indicado por Bolsonaro, desafeto de Moro.

A Lava Jato também está no foco de outra polêmica a ser enfrentada pelo Supremo após o recesso.

O atual presidente Dias Toffoli determinou no mês passado, em caráter liminar, que os procuradores das forças-tarefas da operação no Paraná e outros estados encaminhem à PGR (Procuradoria-Geral da República) todos os dados de investigações em seu poder.

Além de desagradar aos procuradores, a decisão provocou desconforto entre ministros, especialmente entre a ala mais alinhada com a Lava Jato.

Como a Folha mostrou, uma das possibilidades para contornar a decisão de Toffoli, articulada por esse grupo, seria o relator da Lava Jato na corte, Edson Fachin, incluir o caso na pauta de julgamentos do plenário virtual. Nesse caso, não é necessário que o presidente do STF o faça.

Agosto será o último mês de Dias Toffoli na presidência do Supremo. Em setembro, assume Luiz Fux para comandar a corte pelos próximos dois anos.

Diferentemente de Toffoli, cujas decisões feriram interesses da Lava Jato, o futuro presidente é tido como alinhado às forças-tarefas da operação.

Em uma das conversas de aplicativos de mensagem vazadas ao site Intercept, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, relata que manteve contato com Fux para angariar apoio para as ações da operação no Supremo. Após o relato, o então juiz Sergio Moro respondeu: "In Fux we trust [em Fux nós confiamos]".

Na presidência do Supremo, caberá a Fux pautar ou ou não casos de interesse das forças-tarefas.

O STF também deve enfrentar outro tema que dividiu a corte, expondo divergências a respeito do foro privilegiado. No dia 21 de julho, o presidente Dias Toffoli manteve a legalidade de operação que apura suspeita de caixa 2 à campanha do atual senador José Serra (PSDB-SP), mas impediu busca e apreensão no gabinete do parlamentar em Brasília.

A situação das operações em gabinetes volta a ser analisada, inicialmente pelo ministro Gilmar Mendes, que vai decidir se mantém ou não a decisão de Toffoli -a liminar foi concedida por ele porque o presidente do STF analisa pedidos urgentes durante o recesso.

Independentemente da decisão, a corte pode se ver forçada a rediscutir a questão do foro especial, delimitando melhor a atuação de magistrados de primeira instância em investigações contra parlamentares.

Toffoli também tomou decisões que barraram duas investigações contra Serra. Em uma delas, o senador é acusado de lavagem de dinheiro transnacional. A Lava Jato o acusa de usar cargo e influência para receber da Odebrecht pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do trecho sul do Rodoanel.

A outra apuração suspensa diz respeito à suspeita de caixa dois nas eleições de 2014, a mesma em que Toffoli já havia barrado buscas no gabinete do senador. Serra nega irregularidades.Com a volta do recesso, ambos casos voltarão para o ministro Gilmar Mendes, que vai analisar se mantém as decisões do presidente da corte.

PENDÊNCIAS DO JUDICIÁRIO NA VOLTA DO RECESSO

Depoimento de Bolsonaro

O ministro do STF Celso de Mello analisa pedido da Polícia Federal para que Jair Bolsonaro preste depoimento no inquérito instaurado após o ex-ministro Sergio Moro acusar o presidente de tentar interferir na PF. O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu que Bolsonaro defina como vai prestar os esclarecimentos: se indicará hora e local para ser ouvido ou se responderá aos questionamentos por escrito. Outra possibilidade é de o presidente optar por ficar em silêncio.

Prisão domiciliar de Fabrício Queiroz

Após decisão do presidente do STJ, João Otávio de Noronha, ter concedido no plantão da corte prisão domiciliar ao ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e a sua esposa Márcia Aguiar, o caso agora será analisado pelo relator do caso, ministro Felix Fischer. Queiroz é ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e amigo do presidente Jair Bolsonaro. Ele é investigado por participação em suposto esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Esse tipo de esquema ocorre quando funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários. O filho de Jair Bolsonaro foi deputado estadual de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

Foro de Flávio BolsonaroO ministro do STF Gilmar Mendes deve analisar recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro contra a decisão que levou da primeira instância para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio o processo que investiga a prática de "rachadinha" no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O STF aguarda manifestação do TJ e da PGR.Compartilhamento de dados da Lava Jato

O presidente do STF, Dias Toffoli, determinou no plantão da corte o compartilhamento de todos os dados de investigações das forças-tarefas da Operação Lava Jato com a Procurador-Geral da República. O ministro relator, Edson Fachin, contudo, pode incluir a pauta no plenário virtual e propiciar uma reavaliação do caso.

Lula e a suspeição de Sergio Moro

O ministro Gilmar Mendes aguarda o retorno das sessões presenciais no STF para levar a julgamento o habeas corpus que pede a suspeição do ex-juiz Sergio Moro nas condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa argumenta que Moro, quando magistrado, atuou em conjunto com a acusação, sem a devida imparcialidade. O caso ganhou força após o vazamento de diálogos de integrantes da Lava Jato.

STF e as buscas em gabinetes parlamentaresApós o presidente Dias Toffoli suspender busca e apreensão no gabinete do senador José Serra (PSDB-SP), durante o recesso, o caso volta para o seu relator original, o ministro Gilmar Mendes, que vai decidir se mantém ou modifica a decisão provisória.Suspensão de contas nas redes sociais

Twitter e Facebook informaram inicialmente que iriam recorrer da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o bloqueio internacional dos usuários investigados pelo STF. O Supremo também poderá analisar Ação Direta de Inconstitucionalidade do presidente Jair Bolsonaro contra a suspensão de contas de bolsonaristas.

Proteção de índios durante a pandemiaUm dos primeiros julgamentos na volta do recesso do STF deve ser a análise, pelo plenário,da liminar do ministro Luís Roberto Barroso que obrigou o governo a apresentar soluções para a crise de saúde nas comunidades indígenas.



Ciclo de debates sobre a Lei de combate às fake news discute financiamento de notícias falsas
Autor
Adriano Roberto

Ciclo de debates sobre a Lei de combate às fake news discute financiamento de notícias falsas

Na próxima semana a Câmara realiza mais dois eventos do ciclo de debates públicos virtuais sobre a Lei de combate às fake news, proposta já aprovada pelo Senado e em discussão na Casa (PL 2630/20).

Na segunda-feira (3), haverá um mesa de debates intitulada "Como enfrentar o financiamento público e privado da desinformação?".

A ideia é discutir quais mecanismos são necessários para identificação de financiamento de condutas maliciosas e canais de desinformação nas redes sociais, e como tornar menos lucrativo o uso da desinformação como modelo de negócio de canais das redes sociais. 

A mesa será presidida pela deputada Natália Bonavides (PT-RN) e terá como mediadora a deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

O evento ocorrerá a partir das 9 horas e será transmitido pelo canal da Câmara no YouTube.

O público também poderá participar do debate em sala virtual.

Educação e mídia

Na quarta-feira (5), a mesa será sobre "Educação midiática para um mundo hiperconectado". 

A proposta é discutir de que forma a educação midiática amplia as capacidades de análise, interpretação, comunicação e criação de conteúdo em benefício do desenvolvimento de cidadãs e cidadãos mais capazes e atuantes. 

Essa mesa será coordenada pela deputada Tábata Amaral (PDT-SP) e terá como moderador o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL).

O ciclo de debates sobre a lei de combate às fake news começará às 9 horas e também poderá ser acompanhado pelo canal do Youtube ou em sala virtual. Fonte: Agência Câmara de Notícias



Caixa credita hoje saque emergencial do FGTS para nascidos em junho
Autor
Adriano Roberto

Caixa credita hoje saque emergencial do FGTS para nascidos em junho

Cerca de 5 milhões de trabalhadores nascidos em junho começam a receber hoje (3) o crédito do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045. Serão liberados R$ 3,2 bilhões nas contas poupança digitais abertas pela Caixa Econômica Federal em nome dos beneficiários.

Instituído pela Medida Provisória 946 , o saque emergencial do FGTS pretende ajudar os trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores.

O valor do saque é de até R$ 1.045, considerando a soma dos valores de todas contas ativas ou inativas com saldo no FGTS. Cada trabalhador tem direito a receber até um salário mínimo (R$ 1.045) de todas as contas ativas e inativas do fundo.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

Liberação para saque

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 3 de outubro, para os trabalhadores nascidos em junho. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.

Até agora, a Caixa creditou o saque emergencial do FGTS para os trabalhadores nascidos de janeiro a maio.

O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir:

Mês de nascimento Dia do crédito na conta poupança social digital data para saque em espécie
janeiro 29 de junho 25 de julho
fevereiro 06 de julho 08 de agosto
março 13 de julho 22 de agosto
abril 20 de julho 05 de setembro
maio 27 de julho 19 de setembro
junho 03 de agosto 03 de outubro
julho 10 de agosto 17 de outubro
agosto 24 de agosto 17 de outubro
setembro 31 de agosto 31 de outubro
outubro 08 de setembro 31 de outubro
novembro 14 de setembro 14 de novembro
dezembro 21 de setembro 14 de novembro

Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, site e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.

Cancelamento do crédito automático

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até dez dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS.



Alvorada vira balcão de pedidos de claque e irrita Bolsonaro
Autor
Adriano Roberto

Alvorada vira balcão de pedidos de claque e irrita Bolsonaro

Se você tem um problema, por que não tentar uma solução junto à pessoa mais importante do país? Essa é a lógica de alguns dos apoiadores que diariamente se dirigem ao portão do Palácio da Alvorada para levar um pedido ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Desde que deixou de falar com jornalistas, diante do desgaste de sua situação política, no início de junho, Bolsonaro levou os apoiadores para a área interna da residência oficial. Inicialmente, a claque o aguardava de forma improvisada, mas, depois, o governo organizou um cercadinho com grades e toldo no jardim.

A maior parte dos veículos de imprensa, incluindo a Folha de S.Paulo, já havia deixado de fazer a cobertura da portaria do Alvorada por falta de segurança diante da hostilidade de alguns fãs do presidente.

Longe das câmeras e mais à vontade, Bolsonaro teve que lidar com o aumento do número de pedidos, transformando o palácio em balcão de atendimento. Os episódios, que geralmente contam com a impaciência do presidente, são publicados nas redes sociais pelo próprio governo ou pelos simpatizantes.

"Aqui não é um local de entrega de material, documentos, cartas para o presidente. Para isso existe o protocolo da Presidência da República", explicou um agente de segurança ao público na terça-feira (28), antes da chegada do presidente.

Nesse mesmo dia, um senhor tentou mostrar algo a Bolsonaro no celular e pediu um horário com o presidente.

"Não estou marcando com minha esposa, pô", reagiu o chefe do Executivo antes de entrar no carro.

"Infelizmente ele não deu muita atenção", lamentou o senhor em um vídeo que está na internet.

No dia anterior, o primeiro depois de 20 dias confinado em casa por causa de seu diagnóstico positivo para Covid-19, o presidente demonstrou impaciência com os pedidos ao longo dos quatro minutos que ficou com os apoiadores, entre fotos e acenos.

"Eu vou encaminhar para alguém esta carta. Não sou eu que vou ler não. Chegam dezenas de cartas todos os dias", reagiu a um apoiador.

Logo em seguida, pediu a outro simpatizante que fosse "o mais objetivo possível" em sua queixa sobre o programa do governo para auxílio a micro e pequenas empresas.

Desta vez, Bolsonaro prometeu discutir o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, naquele mesmo dia.

"Se todo mundo que vier aqui quiser falar comigo, vou botar um escritório, botar uma escrivaninha aqui e atender todo mundo", disse Bolsonaro a outro homem que afirmava saber como acabar com o desemprego.

Na semana anterior, mesmo cumprindo isolamento no Alvorada com o novo coronavírus, Bolsonaro ia até o espelho d'água em frente ao palácio para falar com seus seguidores no fim de tarde.

Uma mulher pediu ajuda para resolver uma questão envolvendo uma casa lotérica que ela tem com o ex-marido. Ouviu uma negativa do presidente, que alegou se tratar de caso particular.

No dia seguinte, a mulher voltou ao Alvorada. "Eu mandei já três emails para o senhor", disse ela.

"Não vou ler nenhum. Eu não leio email. Se eu ler email, eu não trabalho", retrucou o presidente.Em junho também houve uma sucessão de episódios em que o desconforto presidencial ficou evidente.

No dia 23 daquele mês, por exemplo, um imigrante venezuelano pede para apresentar um projeto a Bolsonaro, que recomendou que ele procurasse conversar com alguém do Ministério das Relações Exteriores, mas não com o ministro Ernesto Araújo. O homem insistiu com o presidente.

"Tem que chegar por lá. Eu não tenho tempo de ler, chefe. Eu chego em casa, trabalho até 21h. Não tenho condições. Eu paro aqui em consideração a vocês. Se eu começar a pegar problema aqui, eu não trabalho."

Dois dias depois, ainda mais pedidos: uma mulher que queria ajuda para conseguir um medicamento em um hospital do Distrito Federal para o avô com câncer, um homem que desejava incentivo para o desenvolvimento do agronegócio no Pará e uma militar que almejava ver seu licenciamento revogado.

"Se eu for atender individualmente, atendo agora, aí começa a fazer fila, e vai ser uma romaria aqui, e eu não tenho como trabalhar", disse Bolsonaro em uma das cinco vezes que teve que tentar rejeitar pedidos naquele dia.

Mas nem todo mundo sai do Alvorada sem a demanda atendida pelo presidente.

Em maio, Bolsonaro disse que, devido a um artigo que congela concursos públicos, postergou a sanção do projeto de socorro financeiro aos estados e municípios por causa da crise causada pelo novo coronavírus.

"Não sancionei o projeto, ontem [21 de maio], do auxílio dos governadores porque tem uma cláusula lá sobre congelamento de concurso", disse Bolsonaro a um grupo de pessoas aprovadas no concurso da Polícia Rodoviária Federal em 2018, mas que não foram convocadas.

"Se tivesse assinado, vocês iam ter complicação", afirmou o presidente em 22 de maio.Aquela não era a primeira vez que o grupo de excedentes do concurso da PRF ia ao Alvorada pedir uma solução para Bolsonaro. O presidente já havia orientado que fossem até o Palácio do Planalto conversar com o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral. O lobby presidencial deu certo, e os concursados foram atendidos.

Bolsonaro criou o hábito diário de parar na porta do Palácio da Alvorada para falar com jornalistas e apoiadores.

Com o agravamento da crise política e sanitária, o presidente deu ouvidos a conselheiros que recomendaram que parasse de dar entrevistas à imprensa diariamente para minimizar a deterioração dele e do governo.

O presidente, então, passou a falar apenas com seus apoiadores, mas até isso é alvo de crítica velada de auxiliares.

Um assessor palaciano diz acreditar que o presidente deveria suspender a interação permanente com seus apoiadores, pois entende que, além de o número de frequentadores do Palácio da Alvorada ter diminuído, a apresentação de demandas pessoais se tornou uma rotina de desgaste.

Esse auxiliar afirma que Bolsonaro deveria se restringir às rápidas aparições que ele faz de surpresa nos fins de semana em localidades de Brasília ou de cidades próximas.

Outra oportunidade que o assessor julga mais tranquila para o presidente é durante as viagens pelo país, que agora pretende fazer semanalmente. Informações da FolhaPress.



Convênio vai aumentar potencial de vendas  do comércio de Petrolina
Autor
Adriano Roberto

Convênio vai aumentar potencial de vendas do comércio de Petrolina

Os presidentes do Sindilojas Petrolina e Sicredi Vale do São Francisco, Joaquim de Castro e Antônio Vinícius Ramalho Leite, assinaram na tarde desta sexta-feira (31), um convênio que promete ampliar o potencial de vendas do comércio do município.

A parceria, já em vigor, visa oferecer aos associados do Sindilojas Petrolina todos os produtos e serviços do Sistema Sicredi a exemplo das maquinetas de cartão de crédito com taxas e condições especiais, juros reduzidos para capital de giro e financiamentos, além de pacotes de serviços diferenciados para conta corrente.

De acordo com Joaquim de Castro, a parceria vem oxigenar o comércio da cidade com vantagens competitivas. “Além dos ganhos financeiros com a redução de custos nas operações com o cartão de crédito os associados vão ampliar o potencial de vendas incrementando seus negócios com novos investimentos”, exemplificou.

Antônio Vinicius Ramalho Leite, também destacou a importância do convênio, ressaltando o ganho duplo da iniciativa. “O Sicredi Vale do São Francisco amplia seus horizontes reforçando a base com um importante segmento da economia regional que são as empresas do comércio   associadas ao Sindilojas Petrolina”, concluiu



Avante mira também na Região Metropolitana do Recife
Autor
Adriano Roberto

Avante mira também na Região Metropolitana do Recife

Depois de definir que vai disputar o comando de cerca de 50 cidades pernambucanas nas próximas eleições, o Avante também trabalha com o intuito de reforçar a sua presença na Região Metropolitana do Recife - RMR. 

Na busca de alcançar esse objetivo,  o presidente estadual do Avante, em Pernambuco, Waldemar Oliveira, reuniu-se  com o dirigente da sigla em Camaragibe, Ricardo Pedrosa, e com  Adriano Tabatinga, vereador mais votado da cidade no último pleito. 

"Camaragibe é um importante município da RMR e, por isso, está totalmente no radar do Avante. O encontro foi bastante produtivo, e a nossa Executiva Municipal  recebeu o aval para definir o nosso caminho em novembro", explicou Waldemar Oliveira.



Justiça mantém investigações criminais na compra de respiradores para porcos na esfera federal
Autor
Adriano Roberto

Justiça mantém investigações criminais na compra de respiradores para porcos na esfera federal

A partir da atuação do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do secretário de Saúde do Recife, Jailson Barros de Correia, para que as investigações criminais da compra irregular de respiradores sejam transferidas para a esfera estadual. Com isso, os desdobramentos da Operação Apneia seguem sob responsabilidade do MPF, cuja titular do caso é a procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopes, e da Polícia Federal (PF). Na 2ª instância, a manifestação do MPF ao TRF-5 foi de autoria da procuradora Regional da República Sônia Maria Macieira.

Ao decidir sobre o habeas corpus interposto pela defesa de Jailson Correia, o TRF-5 manteve o entendimento da 1ª instância da Justiça Federal rejeitando a competência da Justiça Estadual para cuidar do caso. De acordo com a decisão do tribunal, não houve comprovação inequívoca de que não tenha havido mescla de receitas de origem federal e municipal nas contas bancárias usadas pela prefeitura para compra dos respiradores, que seriam usados no combate à covid-19.

Também levou ao indeferimento do pedido do secretário de Saúde o fato de a União ter destinado à cidade do Recife este ano, por meio da Fundação Nacional de Saúde, mais de R$ 262 milhões. O TRF-5 julgou contraditório o município desprezar o uso dos recursos federais na situação crítica enfrentada diante da pandemia de covid-19. Conforme consta na decisão, a prefeitura, declarando-se carente de recursos, chegou a oferecer descontos aos contribuintes que antecipassem o pagamento de impostos relativos a 2021 para aumentar a arrecadação de recursos.

Na decisão, o TRF-5 menciona ainda peculiar preferência da prefeitura pelo uso de fontes de recursos provenientes de programa da Caixa Econômica Federal (CEF) voltado a investimento em infraestrutura e saneamento, e não em saúde, para comprar os respiradores. Segundo consta na decisão, a própria prefeitura alegou ter usado para a compra dos equipamentos empréstimo da Caixa junto ao projeto Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da CEF.

Operação Apneia – Iniciada em maio, a Operação Apneia apura irregularidades na compra de respiradores BR 2000 da microempresa Juvanete Barreto Freire pela Prefeitura do Recife. As investigações do MPF, do Ministério Público de Contas (MPCO) e da PF indicaram que a Prefeitura do Recife, por meio de dispensa de licitação, contratou de forma irregular essa empresa, aberta há pouco mais de seis meses e com experiência na área veterinária, para o fornecimento dos ventiladores pulmonares ao município.

O valor total dos contratos foi de R$ 11,5 milhões, embora o faturamento anual da Juvanete Barreto Freire perante a Receita Federal fosse de R$ 81 mil. As empresas Bioex Equipamentos Médicos e Odontológicos e BRMD Produtos Cirúrgicos também são investigadas, por serem supostamente representadas pela Juvanete Barreto Freire.

Após iniciadas as apurações, a Prefeitura do Recife divulgou nota oficial informando sobre a desistência da microempresa de fornecer os ventiladores pulmonares já contratados, alegando prejuízo a sua imagem. Todo o processo de distrato foi feito em menos de 24 horas.

O MPF verificou ainda, no decorrer das investigações, que a fonte do pagamento dos respiradores era inicialmente o Fundo Municipal de Saúde, integrado também por recursos federais provenientes do SUS. Posteriormente, foi alterada pela prefeitura para empréstimo junto ao Finisa, com a possível pretensão de afastar a fiscalização dos órgãos federais.


Processo nº 0808880-97.2020.4.05.8300 – 36ª Vara da Justiça Federal



MP gosta de controlar, mas não quer ser fiscalizado, diz Maia
Autor
Adriano Roberto

MP gosta de controlar, mas não quer ser fiscalizado, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se somou às críticas feitas à operação Lava Jato pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e afirmou nesta quarta-feira (29) ter a impressão de que o Ministério Público gosta de controlar, mas não quer ser fiscalizado.

Um dia antes, Aras disse que a força-tarefa em Curitiba é uma "caixa de segredos". "Não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos", afirmou.

Maia, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, concordou com o procurador-geral e afirmou que houve excessos no Ministério Público.

"A crítica que eu faço é exatamente que me dá a impressão muitas vezes que o Ministério Público é um órgão fundamental para o nosso país, para a nossa democracia, para o nosso futuro, para o nosso desenvolvimento... claro, o trabalho que eles fazem é fundamental. Mas a impressão que me dá é que não gostam de ser fiscalizados, muitas vezes", disse.

Maia criticou o fato de o procurador-geral, que é responsável por todos os Ministérios Públicos, não ter acesso a informações dentro da estrutura do órgão. Também disse que, ao contrário do que ocorre no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), há poucas punições e afastamentos no Ministério Público.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo do último domingo (26) mostrou que, criados em 2005 para fiscalizar o trabalho de juízes e promotores, os conselhos Nacional de Justiça e do Ministério Público têm ficado mais marcados neste período pelo arquivamento de casos conhecidos do que por impor penas severas aos profissionais.

O CNJ, por exemplo, já autuou ao menos 13.638 processos disciplinares, mas em apenas 104 casos, o equivalente a 0,78%, houve punição a magistrado. Apesar dos números, os conselhos sempre serviram como um escudo perante a opinião pública.

O ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol já responderam, cada um, a mais de 30 procedimentos, mas todos foram arquivados ou têm tramitação lenta.

"O que eu acho é que se cumpre o papel de controlar os outros e não se tem o papel de controlar o Ministério Público", afirmou. O deputado citou episódios de votações na Câmara que, de acordo com ele, eram antecedidas por coletivas de membros da Lava Jato com críticas ao que seria apreciado na Casa.

"Em determinado momento, qualquer coisa que a gente ia votar, tinha uma coletiva lá do pessoal de Curitiba, 'não pode votar isso, não pode votar aquilo', como se fossem um árbitro, uma figura acima do bem e do mal", criticou Maia, que disse que o Ministério Público não pode estar blindado.

"Eu lembro que, num país que quer ser democrático, a liberdade de imprensa é fundamental, a liberdade de expressão é fundamental, mas o devido processo legal também é fundamental, porque senão não é uma democracia", afirmou.

Também nesta quarta-feira, a declaração de Aras foi rebatida por Moro, que atuou na Lava Jato de Curitiba antes de assumir o cargo de ministro no governo Bolsonaro. "A Operação sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas Cortes superiores, como STJ e STF", escreveu em uma rede social

NÚMEROS DAS INVESTIGAÇÕES NOS CONSELHOS

CNJ 0,78% dos processos disciplinares autuados no CNJ resultaram em punição a magistrados
81.596 processos já tramitaram ou ainda estão em curso no CNJ,
13.638 dizem respeito a questões disciplinares,
118 é o número de penalidades impostas, incluindo a servidores
104 é o número de punições a magistrados
66 juízes sofreram pena máxima, a aposentadoria compulsória
17 é o número de sanções a integrantes do TJ do Maranhão, o recordista
20.606 é o número de procedimentos autuados na história do
279 é o número de sanções impostas
69 é o número de advertências
21 é o número de demissões
86 é o número de suspensões.



Pazuello nomeia amiga sem experiência em saúde ou gestão para Chefia em PE
Autor
Adriano Roberto

Pazuello nomeia amiga sem experiência em saúde ou gestão para Chefia em PE

Do UOL - O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, indicou como representante da pasta em Pernambuco uma amiga próxima sem experiência em saúde ou gestão pública.

Em meio à pandemia da Covid-19, Paula Amorim teve a nomeação para o cargo comissionado, no qual ganha cerca de R$ 10 mil, efetivada no dia 15 de junho.

Segundo a assessoria de Pazuello, ele e ela são amigos "há cerca de 30 anos, apresentados por conhecidos em comum", e a nomeação se baseou na "relação de confiança e amizade" entre ambos.

O ministério afirma que experiência na área de saúde não é um pré-requisito - Pazuello, afinal, é um oficial de intendência do Exército. Paula foi escolhida, diz a assessoria, por sua capacidade de articulação no estado, embora a pasta não tenha informado quais exatamente seriam suas credenciais no campo.

Ela é, segundo informou ao núcleo estadual, administradora de empresas.

Entre alguns dos cerca de cem servidores do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde em Pernambuco, a chegada da nova chefe gerou contrariedade.

Segundo relatos recolhidos pela reportagem com pessoas que pediram anonimato, a falta de familiaridade de Paula com os assuntos de saúde pública está gerando entraves decisórios.

No dia 16 de julho, a Advocacia-Geral da União procurou o órgão para queixar-se de não ter recebido resposta sobre um ofício enviado em 9 de junho para a área de recursos humanos, pouco antes de Paula assumir.

A nova coordenadora afirmou à reportagem, por telefone, que não estava trabalhando antes de ser chamada para o cargo. Ela é econômica sobre sua suposta experiência pregressa. Afirma ter sido no passado "assessora de um governador", mas não disse qual ou quando."Eu fiquei uns 40 dias no ministério, me inteirando", disse ela, que negou ter havido problemas desde que assumiu. "Não chegou até mim."

No ministério, a avaliação por ora é a mesma. Eventuais atrasos ou queixas por ora são debitados do momento de transição na coordenação.

O núcleo é responsável pela coordenação de esforços com secretarias municipais e estadual do setor, algo vital no combate à pandemia da Covid-19.

O estado registrou na segunda (27) 546 casos, elevando o número de infecções a 89.678. Sua curva de mortes está em queda, com 45 notificações novas, ante um total de 6.421.

Ela afirma que os coordenadores estaduais são considerados pelo ministro "seus olhos e braços" nas ações de ponta. A ordem é para que "interagíssemos mais com as prefeituras".Paula substituiu a enfermeira Kamila Correia, que estava havia quase três anos no cargo e não quis conceder entrevista.

Pazuello começou a mexer nos cargos nos estados apesar de ser interino –ele assumiu em 15 de junho, após a queda do breve Nelson Teich, que passou apenas 28 dias na cadeira.Outras coordenações regionais, com a do Rio, também têm novos chefes.

Na pasta, o ministro ocupou mais de duas dezenas de postos com militares da ativa e da reserva, o que gerou contestação na área da saúde.

O general tem sofrido pressões diversas, a começar por seus chefes nominais, a cúpula do serviço ativo do Exército. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro afirma que ele permanecerá interinamente por "um bom tempo" no posto.

A adoção de diretrizes polêmicas do governo rende diversas críticas ao general, que até por ser da ativa gera uma identificação automática entre a administração e as Forças Armadas.

Entre elas, além da militarização do ministério, a tentativa de mudar critérios de divulgação de dados da pandemia e a promoção da hidroxicloroquina, remédio sem comprovação clínica comprovada no tratamento da Covid-19.

Devido à sua gestão, o Exército foi acusado pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes de associar-se a "um genocídio", expressão que gerou uma reação institucional, com representação do Ministério da Defesa contra o magistrado na Procuradoria-Geral da República.



Assembleia Legislativa de Pernambuco é palco de operação da PF
Autor
Adriano Roberto

Assembleia Legislativa de Pernambuco é palco de operação da PF

Do blog de Noelia Brito -  A Polícia Federal em Pernambuco está dando cumprimento, na presente data, a 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela 13ª Vara Federal do Recife, na denominada Operação Coffee Break, um desdobramento da Operação Casa de Papel, deflagrada no mês passado.

De acordo com os dados coletados na investigação, as empresas controladas pela organização criminosa apurada na Operação Casa de Papel vêm sendo beneficiadas há tempos com contratações milionárias efetuadas pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, de quase R$ 40 milhões de reais.

Essa nova fase da investigação apura a solicitação de vantagem indevida feita por um servidor comissionado da ALEPE, que atuava na comissão de pregoeiros e no setor responsável pelos pagamentos, em razão de estar favorecendo internamente essas empresas. O pedido de propina foi travestido de um convite para tomar um café, daí o nome da operação de hoje.

O servidor comissionado e o líder da organização criminosa estão sendo indiciados pela prática dos crimes de corrupção, advocacia administrativa e dispensa indevida de licitação.

Foi determinado pelo Juiz Federal, ainda, o afastamento temporário do referido servidor comissionado de suas funções de pregoeiro bem assim de qualquer atribuição que envolvesse licitações e a execução de contratos.



Pastor Cleiton Collins chama atenção para o fato de que homem nasce homem e mulher nasce mulher
Autor
Adriano Roberto

Pastor Cleiton Collins chama atenção para o fato de que homem nasce homem e mulher nasce mulher

Durante live realizada na noite dessa terça-feira (29), o deputado estadual e pastor da Igreja Assembleia de Deus Ministério Madureira, Cleiton Collins (PP), falou sobre a tentativa de se incluir o termo “gênero” na Constituição do Estado de Pernambuco. Segundo o parlamentar, caso isso acontecesse, Pernambuco seria o único estado brasileiro a conter o termo em sua lei suprema. Para Cleiton, “homem nasce homem e mulher, nasce mulher”. A entrevista foi concedida ao site Portal de Prefeitura.

O deputado relatou que na Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco) “tentaram mexer na Constituição do Estado enquanto estávamos em reunião remota. Mudar a constituição é uma coisa que tem que ser muito observada, muito testada e tem que haver muita conversa. Não pode ser assim, de uma hora para outra. Nós retiramos o projeto de pauta”, informou. As reuniões remotas estão sendo realizadas em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Cleiton Collins disse ainda que passa por momentos difíceis enquanto parlamentar quando se posiciona em defesa da família tradicional e conservadora. “A gente vê hoje, movimentos que se levantam para tentar tirar esse protagonismo da família tradicional e conservadora. A família conservadora valoriza a vida, o amor e a convivência, respeitando, mas não aceitando algumas coisas que tentam ser colocadas como é o caso da ideologia de gênero”, disse.

“A sexualidade e uma opção, a pessoa decide. Cada um manda na sua vida, e ela [a pessoa] que arque com as consequências, seja espiritual ou familiar”, declarou. De acordo com o parlamentar, o projeto quase passou na Casa Legislativa.

“Em anos anteriores, muitas vezes o MEC (Ministério da Educação) tentou implantar a ideologia de gênero nas escolas. Não tem isso de criança, nas escolas, escolherem seu sexo. Quem nasceu homem é homem e quem nasceu mulher é mulher, tentam confundir a cabeça das crianças; isso é muito complexo. Tentarem até colocar esse tipo de ideologia dentro da grade curricular”, afirmou.



Câmara de Vereadores de Petrolina concede Moção de Aplausos a Agrovale
Autor
Adriano Roberto

Câmara de Vereadores de Petrolina concede Moção de Aplausos a Agrovale

A Câmara de Vereadores de Petrolina concedeu, por unanimidade, a empresa Agrovale uma Moção de Aplausos pelo aniversário de 12 anos do projeto socioambiental 'Viveiro de Mudas Nativas da Caatinga'.

 A Moção de Aplausos, de autoria do vereador Ronaldo Silva, foi votada nesta terça-feira (28) durante Sessão Extraordinária Remota por videoconferência.

Durante a sessão, conduzida pelo presidente da Casa Plínio Amorim, Osório Siqueira, o autor do requerimento de número 236/2020, justificou a concessão da honraria em reconhecimento ao trabalho realizado pelo projeto que em 12 anos de existência fez a doação de mais de 300 mil mudas da Caatinga para 45 municípios dos Estados nordestinos da Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Ronaldo Silva destacou a importância das doações para a preservação dos ecossistemas da Caatinga e das matas ciliares do Rio São Francisco. "Além de que essas mudas estão ajudando na cobertura verde das cidades em projetos de arborização, paisagismo, repovoamento e reflorestamento de áreas degradadas", ressaltou.

O vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores, agradeceu o reconhecimento do legislativo municipal petrolinense, garantindo que a Moção de Aplausos aumenta mais a responsabilidade da empresa com as ações de prevenção, conscientização e respeito a natureza e ao meio ambiente.

“Vamos ampliar ainda mais a capacidade de produção de mudas do nosso Viveiro para melhorar os espaços de lazer e convivência demais cidades nordestinas, contribuindo para uma maior conscientização e sustentabilidade ambiental da biodiversidade regional", concluiu.



Avante discute futuro do partido em Petrolina
Autor
Adriano Roberto

Avante discute futuro do partido em Petrolina

Em visita à sede do Avante, no Recife, o  presidente do partido em Petrolina, Flávio Goulart, acompanhado da sua vice Klebya Bezerra, recebeu de Waldemar Oliveira,  comandante da sigla em Pernambuco, a autonomia para definir o caminho que a legenda seguirá no município, nas próximas eleições.

O encontro também contou com presença de Júnior Gás, que vai disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores. 

De acordo com Waldemar, o momento é de diálogo e discutir propostas para a cidade, que é uma das mais importantes do Estado. "Estamos atentos ao cenário de Petrolina, mas demos ao diretório municipal o poder de decisão.

No momento certo, o Avante anunciará o rumo que vai tomar. Flávio tem toda a nossa confiança", explicou o gestor.



PF faz operação contra tráfico de armas em oito estados
Autor
Adriano Roberto

PF faz operação contra tráfico de armas em oito estados

Policiais federais fazem hoje (29) uma operação contra o tráfico internacional de armas e acessórios. A Operação Mercados das Armas cumpre um mandado de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão em oito estados brasileiros: Paraná, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

A operação foi desencadeada depois que investigações da Polícia Federal identificaram a atuação de um grupo criminoso na importação, transporte e remessa de armas de fogo e acessórios a vários estados brasileiros.

As armas de fogo eram importadas do Paraguai, com a ajuda de atravessadores, e transportadas, por correios ou transportadoras privadas, para seus destinos no Brasil escondidas dentro de equipamentos, como rádios, climatizadores e panelas elétricas.

“Um dos acessórios importados do Paraguai e comercializado pelos investigados é o denominado Kit Roni que, em um de seus modelos para uso exclusivo com pistolas de airsoft, era transformado para uso com armas de fogo e munições reais, tornando o equipamento em uma espécie de submetralhadora, podendo-se utilizar carregadores estendidos e seletores de rajadas. 

A importação desse acessório era realizada de forma ilegal, sem os certificados necessários e vendidos por plataformas virtuais sem o fornecimento de notas fiscais”, informa nota divulgada pela Polícia Federal.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de armas de fogo e acessórios, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.



Acordo DEM-MDB é peça central para montagem da candidatura Doria 2022
Autor
Adriano Roberto

Acordo DEM-MDB é peça central para montagem da candidatura Doria 2022

O rompimento formal do DEM e do MDB com o centrão na Câmara dos Deputados, consumado na segunda (27), vai além da disputa pela presidência da Casa em fevereiro de 2021.

A montagem de uma candidatura de centro para a Presidência em 2022, hoje focada na figura do governador João Doria (PSDB-SP), é o pano de fundo para a movimentação disparada pelo atual chefe da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Não é uma costura vertical, dado que não há um ator com peso político suficiente para impor sua vontade, e vem ocorrendo desde o ano passado. Mas hoje Doria é o principal beneficiário final dos acordos em curso.

O tucano sonha com uma união de forças de centro que marque diferença com a direita bolsonarista e a esquerda petista.

Alguns caciques ainda especulam a viabilidade de o apresentador Luciano Huck entrar no jogo, mas seu encolhimento político ante a pandemia da Covid-19 parece ter cimentado as dúvidas que existem sobre seu apetite eleitoral.

Por outro lado, esses políticos se questionam acerca da imagem excessivamente paulista do tucano, uma maldição antiga nas disputas presidenciais. Também é incerto o impacto das denúncias contra líderes da velha guarda do PSDB sobre a sigla em si, mas por ora Doria fica onde está.

O tucano, contudo, ganhou notoriedade nacional como antípoda de Bolsonaro na condução da crise sanitária. O eventual sucesso da vacina chinesa que ele trouxe para ser feita em conjunto com o Instituto Butantan lhe dará um cacife político extra ainda a ser aferido, ainda que publicamente rejeite a ideia.

Os outros polos da negociação têm interesses diversos.

Depois que ficou evidente que não seria apoiado em sua pretensão de buscar um terceiro mandato consecutivo, Maia passou a trabalhar contra o favorito do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para sua cadeira, Arthur Lira (Progressistas-AL).

Alguns nomes surgiram como potenciais candidatos, o principal deles o do presidente do MDB, Baleia Rossi (SP).

Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB) também são citados, mas eles não se encaixam tão bem no plano geral para 2022 pela proximidade excessiva do governo federal.

Já Rossi encarna a promessa do MDB de se manter equidistante dos polos. Ele tem bom trânsito até com a esquerda da Casa, assim como Maia. Com 130 votos, essa oposição não faz nada sozinha, mas tem peso para compor maiorias.

Contra seu nome há uma eventual resistência ao MDB à frente de duas Casas, dado que o partido não abre mão de comandar o Senado. Mas isso não impediu a dobradinha do DEM na mesma posição, de Maia e o senador Davi Alcolumbre (AP).

Além disso, Maia trabalha em boa sintonia com Rossi, o que é visto como uma garantia de continuidade. O presidente da Câmara, por sua vez, tem o futuro especulado de diversas formas -entre as mais citadas, como eventual vice numa chapa com Doria, apesar de seu perfil legislativo.

O bloco formal que une o centrão (Progressistas, Republicanos, Solidariedade, PROS, PTB, PL e Avante) ao PSD de Gilberto Kassab agora soma ainda respeitáveis 158 votos, 63 a menos com a debandada promovida por Maia e Rossi.

Isso dificulta ainda mais a vida de Bolsonaro em votações, como a derrota imposta por Maia a Lira na tentativa do centrão de desidratar o Fundeb a pedido do governo na semana passada mostrou.

Não chega a criar um risco imediato do ponto de vista de abertura de processos de impeachment, mas a situação do Planalto ficou menos confortável. Seja como for, o candidato de Maia para sua sucessão quase certamente terá o apoio de Doria e do PSDB.

O acordo se espraia para outras áreas. Há um mês, Maia e Rossi estiveram com o prefeito paulistano, Bruno Covas (PSDB).

Das discussões saiu a ressurreição de um nome apoiado pelo MDB, ou talvez do próprio partido, para ocupar a desejada posição de vice na chapa do tucano. Hoje, o prefeito é favorito à reeleição nas sondagens internas de partidos aliados e adversários do tucano.

Assim, emergiu novamente a figura do apresentador José Luiz Datena, que submergiu após desistir oficialmente de disputar a prefeitura, sugerir apoio a Covas e filiou-se ao MDB. Aliados dele o consideram pronto para entrar na campanha.

Como o DEM ocupa a vice de Doria hoje, com Rodrigo Garcia, por essa lógica a tríade dos partidos ficaria consolidada no principal estado do país, visando 2022.

O fator oculto, até por uma questão de bons modos políticos, é a saúde de Covas, que combate um câncer. Se ele precisar se ausentar da prefeitura, a figura do vice tende a se consolidar como central na maior cidade do país. O tucano era vice de Doria, assim como Kassab era de José Serra (PSDB), e foi reeleito.

O PSD, por sinal, mantém-se estrategicamente fechado em copas. Ganhou espaço na Esplanada dos Ministérios, e hoje o ministro Fábio Faria (Comunicações) é um dos principais articuladores políticos do governo.

Kassab é visto como um apoiador da candidatura de Lira, mas não se coloca publicamente desta forma.Mas sua proximidade histórica com o PSDB sugere que os 35 votos que agrega ao bloco liderado pelo centrão podem vir a engrossar fileiras não ligadas ao Planalto à medida que a eleição presidencial se aproxima.

O partido ambiciona sair como uma grande potência municipal no fim do ano, a partir de uma posição forte em Minas Gerais, onde a reeleição de Alexandre Kalil é dada como provável.

O próprio Kassab é secretário licenciado do governo Doria, devido à acusação que responde de caixa dois, e muitos veem o PSD junto com um bloco de centro em 2022. Fonte: FolhaPress.



STF arquiva inquéritos da delação de Cabral que envolvem ministros do STJ e TCU
Autor
Adriano Roberto

STF arquiva inquéritos da delação de Cabral que envolvem ministros do STJ e TCU

O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou, nessa segunda-feira (27/7), a abertura de inquéritos com base no acordo de delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), com a Polícia Federal.

O pedido sumário de arquivamento foi feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em abril. Entre abril e junho, o presidente do STF, Dias Toffoli, determinou os arquivamentos de três inquéritos que iriam investigar ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU). 

Outros nove inquéritos, também abertos a partir da delação de Cabral, e que envolvem parlamentares e outras autoridades com foro no Supremo, estão na mão de Toffoli para decisão. Sobre esses, Aras ainda não se manifestou pelo arquivamento.  

A decisão de Toffoli pelos três arquivamentos é oposta ao entendimento do ministro Edson Fachin, que, em fevereiro, homologou a delação de Cabral e autorizou que a Polícia Federal conduzisse 12 inquéritos no STF para apurar as acusações feitas por ele contra autoridades com foro privilegiado.

Na ocasião, Fachin enviou as investigações para que o presidente do STF distribuísse para o sorteio de um relator, que passaria a acompanhar o trabalho da PF.  Mas Toffoli enviou os relatórios da PF com os conteúdos da delação para a PGR se manifestar. Em seu parecer, Aras afirmou que não existiam “indícios mínimos para a abertura das investigações”.

Apesar da decisão do arquivamento do STF, o acordo da deleção premiada entre Cabral e a PF permanece. Caso Cabral apresente fatos novos, eles podem ser desarquivados. Enquanto isso, a PF segue aguardando decisão do STF para saber se os outros nove inquéritos terão futuro.