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Huck avalia apoiar Alckmin na disputa ao Planalto
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Adriano Roberto

Huck avalia apoiar Alckmin na disputa ao Planalto

Em sua coluna política no Estadão a colunista, Andreza Matai dá como certo o apoio do apresentador, Luciano Huck, para o pré-candidato Geraldo Alckmin.  

O apresentador Luciano Huck desistiu de concorrer à eleição presidencial, mas ainda avalia apoiar algum candidato na disputa ao Planalto. Entre os presidenciáveis, Huck é mais próximo de Geraldo Alckmin.

Analistas avaliam que um eventual apoio do apresentador pode até não ajudar o tucano eleitoralmente, mas para o meio político mostra aglutinação em torno da sua candidatura.

É tudo o que Alckmin precisa neste momento em que patina nas pesquisas e em que busca unir o centro para evitar um 2.º turno entre o candidato do PT e Jair Bolsonaro.

Tempo.
A interlocutores, Huck afirma que “vai atuar mais do que nunca” no pleito deste ano, mas que “ainda não sabe” se vai apoiar diretamente um candidato ao Planalto. Ele quer pensar com calma.

Foi difícil.
Huck relatou a amigos ter ficado triste com sua decisão por “estar seguro de que conseguiria formar um governo histórico”. Mas explicou que não poderia deliberar sobre isso até abril como exige o prazo da lei eleitoral.



Ao Estadão Titi diz que não vai à Brasília ver políticos
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Adriano Roberto

Ao Estadão Titi diz que não vai à Brasília ver políticos "nem ganhando nem perdendo"

Tite está a quatro meses do início de seu maior desafio. A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo em 17 de junho, contra a Suíça, e o treinador passa os dias debruçado nos últimos detalhes para que tudo dê certo na Rússia. Dar certo significa ser campeão. É pressão forte, que traz momentos de insegurança e ansiedade. Ainda assim, ele garante que consegue manter-se sereno. “Um bom dia de trabalho me traz serenidade’’, disse, em entrevista ao Estado.

A conversa ocorreu em um dos locais preferidos de Tite: sua sala na sede da CBF, no Rio. Nela, passa boa parte dos dias, entre relatórios, planilhas, uma lousa com um campo de futebol que contém distribuição tática e frases de autoajuda e algumas imagens de santos.

À vontade, o treinador de 57 anos falou dos amistosos de março contra Rússia (23) e Alemanha (27), da formação do grupo que tentará o hexa, de assuntos polêmicos como árbitro de vídeo. E de política. Defendeu de forma enfática o combate à corrupção e deu um recado claro: não vai se deixar ser usado. “Não vou a Brasília nem antes nem depois da Copa. Nem ganhando, nem perdendo.’’

Estamos a quatro meses da Copa do Mundo. Em que estágio está a seleção brasileira?
Em um processo de consolidar e evoluir. Os estágios que ela vai atingindo a gente procura consolidar e ampliar.

Na convocação para os amistosos de março, a seleção vai ter mais jogadores estreantes?
Não. Ela é mais na base já montada. Agora é um momento de consolidação, e até de uma variação de estrutura tática, que é importante para a Copa. E possivelmente eu convoque dois, três a mais (que os 23) para que eu possa observar dentro do ambiente da seleção.

Os amistosos fecharão o grupo?
Eu gosto de falar de merecimento, mas o merecimento tem um limite, que é a necessidade da equipe. O que quero dizer com isso é que daqui a pouco vou ser injusto. Alguém que merecia ser convocado, não vai ser. Daqui a pouco posso precisar de um articulador, um jogador de armação. Para usar um termo próprio de carnaval, de um ritmista. Aí, para encontrar esse jogador, mesmo que ele não esteja na melhor das condições, mas pela necessidade da equipe, será convocado um atleta.

Neymar foi para o PSG para levar o clube a ser protagonista na Europa e também para ficar mais perto de ser o melhor do mundo. Você teme que se em um primeiro momento ele não atingir esses objetivos, isso possa ter reflexo na seleção?
Quem pensa que o protagonismo de uma equipe pode se dar em um ano só da formação dela, pensa muito pequeno, e não sabe como uma equipe é construída, maturada, evoluída, errada, acertada. É um processo de crescimento que o PSG e o Neymar vão passar juntos.

Por que o amistoso com a Alemanha?
Fantasminha aqui na frente. Se tiver de enfrentar na Copa, não vou ter de responder tantas e tantas vezes algo como “a Alemanha veio aqui, venceu e foi campeã” e tudo mais. Vamos jogar de novo, com eles. Passamos a nova etapa, mas ainda não pegamos a Alemanha...

Você vai querer desempenho ou resultado?
Desempenho antes. Isso é convicção. Vou cobrar jogar bem. Atleta tem de estar mentalmente forte e jogar bem. Isso eu vou cobrar e cobro de mim antes. O resultado eu não posso controlar. E lá nós vamos ter um desafio, inclusive mental. Contra a Alemanha, que nos venceu dentro da nossa casa, jogar lá na casa deles e ter que jogar bem.

Existe uma polêmica no vôlei em relação à transexualidade. O que você acha da inclusão do transexual no esporte?
Não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica. Foi uma menina do vôlei que respondeu, e eu tenho exatamente a mesma opinião. Tu desenvolves níveis de força, testosterona e o escambau, tem uma força maior que o garoto tem em relação à mulher, à velocidade. Aí, daqui a pouco tu modificas e levas uma vantagem biológica em relação ao processo de maturidade. O quanto isso é justo? Não me parece justo. E não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica.

É tradição que a seleção, quando campeã, vá a Brasília falar com o presidente. Você vai a Brasília se for campeão?
Eu, Adenor, não vou na ida nem na volta. Nem ganhando, nem perdendo.

Teme ser usado politicamente? Estamos em ano de eleição...
Não, não. Já aconteceu até comigo, de não ser autorizado, ser filmado e daqui a pouco estar aparecendo a minha imagem num processo seletivo de apoio. Tenho esses cuidados. Até porque é muito mais importante politicamente nós termos um bom comando, porque isso vai gerar uma educação melhor pro País, saúde melhor, segurança maior. Entre a política limpa e o esporte, a prioridade é a política, para a gente ter um Brasil melhor. Se tiver, vai ter um esporte, um futebol melhor.

Você vai declarar apoio a algum candidato?
Não publicamente, mas internamente, as pessoas próximas a mim, vão saber as pessoas que eu gosto. Mas essa eu já externo: eu não sei às vezes escolher qual que é o melhor, mas eu posso ver quem tem ficha suja. E esses de ficha suja, pra mim, estão todos fora.

Você apoiaria, ou votaria, em alguém ligado ao esporte? Por exemplo, o Bernardinho pode se candidatar...
Se for ficha limpa, sim. Esse é o pré-requisito básico.

Em que ocasiões você olha para essas frases que escreve na lousa que está em sua sala (Saber, ver, entender para julgar e orientar e quem não consegue mudar de opinião não muda nada, entre outras)?
Quando me sinto inseguro, quando meu fantasminha bate mais forte, minha expectativa se torna maior. Eu dou uma refletida, recorro a elas (frases) e começo a refletir.

E quando isso não é suficiente, a quem você recorre?
À minha família. A minha esposa talvez saiba muito mais (sobre ele). À minha espiritualidade, de ficar um tempo quieto, fazendo reflexão, meditação.

Você está morando no Rio. Como está a adaptação.
Boa, mas é difícil acostumar com o calor. E tem a violência. Preocupa, chateia.

Teme insucesso na Copa?
Claro! Isso é real. Isso me engessa e me amedronta? Não, mas eu convivo com isso porque não ir bem é uma das possibilidades que tenho na seleção, porque vou enfrentar outras de nível. Quando a gente procura querer controlar resultado, isso pode te engessar, gerar pânico. Agora, uma pitada de medo faz com que te prepare melhor, te desafie mais. Eu me desafio. Eu quero ser o melhor Tite possível.



General da 1ª Região comanda a intervenção federal no Rio
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Adriano Roberto

General da 1ª Região comanda a intervenção federal no Rio

Após o anúncio da intervenção federal na Segurança Pública do Rio - a decisão foi anunciada nesta madrugada e o decreto deverá ser assinado além disso nesta sexta-feira - as polícias Civil e Militar, além dos Bombeiros, ficarão sob o guarda-chuva do Comando Militar do Leste (CML), liderado pelo general Walter Souza Braga Netto. Caberá a ele, logo, a tomada de decisões e a realização de medidas para combater o crime organizado no estado. Braga Netto assumiu o CML em setembro de 2016, depois que o, então, general Fernando Azevedo e Silva deixou o posto e assumiu o Estado-Maior.

O comando do CML foi assumido por Braga Netto pouco tempo depois de a Olimpíada do Rio, quando atuou como Coordenador Geral da Assessoria Especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. À época de sua posse, sua atuação foi elogiada pelo Ministro da Defesa Raul Jungmann.

Além da atuação no Rio de Janeiro, o general igualmente foi uma das lideranças que integrou a ação que envolveu as Forças Armadas no Espírito Santo, em fevereiro de 2017. Na ocasião, foi realizado um reforço na segurança em municípios daquele estado devido ao aumento da violência, batizada de “Operação Capixaba” - à época, reivindicado melhores condições de trabalho, parentes de policiais militares acamparam em frente aos batalhões, impedindo a saída dos agentes de segurança.

Natural de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o general, ao longo de sua carreira, comandou o 1º Regimento de Carros de Combate e foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste. Além disso, igualmente comandou a 1º Região Militar (Região Marechal Hermes da Fonseca). Braga Netto, relatos extraoficiais publicadas no Portal do Ministério da Defesa, possui 23 condecorações nacionais e quatro estrangeiras.

A exemplo do que ocorreu no Rio, Michel Temer, naquela época, igualmente assinou o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizou a atuação das Forças Armadas na segurança pública do estado.



Hulk deve comunicar à TV Globo que é candidato
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Adriano Roberto

Hulk deve comunicar à TV Globo que é candidato

Por Helio Gurovitz do G1 - O apresentador Luciano Huck deverá fazer, depois do Carnaval, um novo anúncio a respeito de sua intenção de concorrer à Presidência. Em manifestação enviada ao processo que sofre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por campanha antecipada, ele reiterou o que afirmara em artigo publicado em novembro: não é candidato.

Mas continua a se movimentar como se fosse. Quem acompanha o noticiário lerá a respeito de seus conselheiros econômicos, programa, inspiração e parceiros num eventual governo. Lerá também que Huck conta com o apoio velado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, insatisfeito com a candidatura do tucano Geraldo Alckmin.

Os predicados de Huck são óbvios. É um homem de televisão bem-sucedido, popular e sem os danos de imagem que mancham os políticos de carreira. Embora seja a mais perfeita expressão da elite que desperta tanta repulsa, ele consegue, em virtude da carreira televisiva, estabelecer comunicação direta com o povo.

Ninguém sabe ao certo que tipo de ideia Huck defende, mas se imagina que ficaria num campo político alcunhado “centro”, por oposição à polarização ideológica entre as candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (ou quem quer que o PT indique para substituí-lo) e do deputado Jair Bolsonaro.

Nesse “centro”, cabe basicamente qualquer coisa que não seja nem PT nem Bolsonaro. Cabe um banqueiro que ocupa a cadeira de ministro da Fazenda. Cabe a ex-ambientalista que rompeu com o PT e quase chegou lá em 2014. Cabem aqueles que se apresentam como o “novo”. Cabe o presidente da Câmara. Cabe até o atual presidente da República. E cabe, naturalmene, o “picolé de chuchu”, precursor na arte de satisfazer a qualquer público com sua imagem cambiante e sem sabor.

Não é muito difícil deduzir que todos esses perderiam com uma eventual candidatura Huck, afinal eles disputam o mesmo voto, o insatisfeito com as opções PT e Bolsonaro.

Bolsonaro, que corteja esse voto para crescer, também perderia. Mas menos que os demais, já que seu eleitorado se consolidou. Em contrapartida, ele se beneficiaria da pulverização do voto do “centro” entre vários nomes. Basta lembrar que, em 1989, sete candidatos pontuaram acima de 4,5%, permitindo que Lula passasse ao segundo turno com apenas 17,2% dos votos, patamar aproximado de Bolsonaro hoje na pesquisa estimulada.

De acordo com a última sondagem do Datafolha, divulgada em janeiro, o eleitor indefinido ainda é ampla maioria. Dois terços do eleitorado não sabem em quem votar ou afirmam que votarão nulo ou branco. Lula e Bolsonaro estão estacionados desde a metade do ano passado, o primeiro em 17%, o segundo em 10% na pesquisa espontânea (na estimulada, esses valores correspondem a 35% e 18%).

De que existe, portanto, espaço para um terceiro nome que atraia a maioria indefinida, não há dúvida. A questão é se alguma das opções apresentadas tem mais chance que as demais, a ponto de destacar-se e evitar a pulverização que apenas beneficiaria o voto nos dois extremos. Nesse ponto, embora a pesquisa seja nebulosa, ela não favorece Huck.

Os nomes logo após Lula e Bolsonaro na estimulada são Marina Silva (7% a 16%, dependendo do cenário), Ciro Gomes (6% a 13%) e Alckmin (6% a 11%). Huck vem logo em seguida (5% a 8%). No patamar médio de 8%, Alckmin supera Huck (6%). Este fica mais próximo de João Doria (5%), Álvaro Dias (5%) e Joaquim Barbosa (4%).

Os resultados da pesquisas não passam, é claro, de pretexto para os movimentos. A aposta em nomes externos à política tem mais relação com o sentimento, frequente entre políticos e empresários, de que o eleitorado revoltado precisa ser apaziguado – ou então poderá tomar uma decisão arriscada demais.

Há um erro óbvio nessa visão. O que pode haver de mais arriscado do que pôr na Presidência da República alguém sem a menor experiência política, sem nenhum conhecimento de gestão pública, cujos maiores predicados são o sucesso na televisão, a rede de relacionamento e a certeza de que não representa nenhum dos dois campos políticos que contam com inequívoco apoio popular?

Nem é preciso citar Silvio Berlusconi ou Donald Trump para enxergar as limitações de Huck. Basta lembrar o próprio Lula, atordoado nos primeiros meses de governo, até entender em que consiste o trabalho do presidente. Seu governo ficou desde o início nas mãos dos ministros José Dirceu e Antônio Palocci, hoje criminosos condenados, como o próprio Lula. Se quiser candidatar-se, Huck precisa desde já compreender que o risco maior se apresenta para ele mesmo: ter de governar.



Segovia é acusado de ferir código de ética da PF ao defender Temer
Autor
Adriano Roberto

Segovia é acusado de ferir código de ética da PF ao defender Temer

Do 247 Brasil - As declarações do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia (apontando a falta de indícios que incriminem Michel Temer em inquérito aberto para investigar irregularidades no decreto dos portos) continuam a gerar reações dentro e fora da própria corporação.

Na avaliação do presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (APDF), Edvandir Felix de Paiva, Segovia pode ter violado o código de ética da PF. Em paralelo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que faz oposição ao governo federal, avalia entrar com uma ação popular na Justiça Federal de Brasília para pedir o afastamento do delegado do cargo.

O código de ética da PF é de 2015 e veda algumas condutas dos integrantes da instituição. Um policial federal, por exemplo, é proibido de “utilizar-se de informações privilegiadas, de que tenha conhecimento em decorrência do cargo, função ou emprego que exerça, para influenciar decisões que possam vir a favorecer interesses próprios ou de terceiros”.

Um policial também não pode “comentar com terceiros assuntos internos que envolvam informações sigilosas ou que possam vir a antecipar decisão ou ação do Departamento de Polícia Federal ou, ainda, comportamento do mercado”.

É proibido ainda de “expor, publicamente, opinião sobre a honorabilidade e o desempenho funcional de outro agente público” e de “conceder entrevista à imprensa, em desacordo com os normativos internos”.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Segovia disse que até o momento não há indício de crime e afirmou que o delegado Cleyber Malta Lopes, à frente do inquérito, poderia até ser punido pela forma como fez 50 perguntas ao presidente, caso a defesa de Temer formalize uma reclamação. Com informações do O Globo.



Bolsonaro é o segundo candidato do PT
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Adriano Roberto

Bolsonaro é o segundo candidato do PT

Do Antagonista - Ao tentar torpedear a candidatura de Luciano Huck, a esquerda quer colocar um poste de Lula no segundo turno, contra Jair Bolsonaro, porque acha que o poste pode derrotá-lo - assim como como acredtam todos os outros partidos com os seus respectivos nomes. Mas, em caso de derrota do poste, os lulistas preferem ver Bolsonaro na Presidência da República a um nome forte de centro que venha a enfraquecer ainda mais o PT nos próximos anos, como julgam ser o caso de Huck.

É o velho e péssimo “quanto pior, melhor” da esquerda brasileira, que vê em Jair Bolsonaro presidente um caminho para o lulismo ressuscitar com força em 2022. É o que eles pensam, repita-se.

Jair Bolsonaro é o segundo candidato do PT.



TSE libera mais R$ 888 mi para campanhas de 2018
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Adriano Roberto

TSE libera mais R$ 888 mi para campanhas de 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou os partidos políticos a usarem o Fundo Partidário para bancar as campanhas de seus candidatos nestas eleições. Para este ano, o valor aprovado pelo Congresso é de R$ 888,7 milhões, dos quais R$ 780,3 milhões oriundos de dotação da União.

Com a decisão do TSE, esse valor se somará ao do fundo público eleitoral de R$ 1,7 bilhão, aprovado pelo Congresso no ano passado.

O uso do Fundo Partidário nas eleições causa divergências entre os partidos. As legendas mais estruturadas queriam barrar o uso dos recursos sob o argumento de que seria desleal a competição com siglas menores, que conseguem guardar verba ao longo do ano para despejar na eleição de seus candidatos, enquanto as siglas maiores precisam investir os valores para manter o dia a dia partidário.

O secretário-geral do PSDB, deputado Marcus Pestana (MG), criticou a decisão do TSE. “Os partidos médios e pequenos saem em vantagem. Perdem MDB, PSDB e PT, que têm uma vida partidária real”, afirmou o parlamentar.

 

A presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), também questionou a decisão. Ela afirma que a regra cria dificuldades para novos partidos. “Não acho justo, pois o fundo eleitoral foi criado justamente para fins eleitorais e com uma distribuição compatível com a representatividade atual de cada partido.

O Fundo Partidário se baseia numa eleição anterior, com o objetivo de financiar as atividades partidárias. Neste novo cenário representativo que se desenhou na Casa, a permissão do uso do Fundo Partidário vai gerar um desequilíbrio enorme no jogo”, disse.



Ex-empregado chamado de
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Adriano Roberto

Ex-empregado chamado de "nordestino cabeça chata" será indenizado

Uma cervejaria foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais a um ex-funcionário devido ao tratamento desrespeitoso e ameaçador do gerente de vendas. O vendedor denunciou que o gerente costumava xingar sua equipe de "preguiçosa", "enrolões", "nordestinos cabeças chatas" e "que não queriam trabalhar".

"A conduta do superior hierárquico do trabalhador extrapolou os limites do poder diretivo, porque se utilizou da origem nordestina do recorrido e de seus colegas para diminuí-los por não terem alcançado as metas, além de utilizar constantemente palavras e gestos com conotação sexual, totalmente inadequados ao ambiente de trabalho", diz o acórdão da 1ª Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN).

De acordo com a decisão, testemunhas ouvidas durante a instrução do processo, na 4ª Vara do Trabalho de Natal, afirmaram que, nas reuniões com sua equipe de vendedores, o gerente costumava chamar seus subordinados de burros.

Durante um desses depoimentos, uma testemunha revelou que o gerente "mencionava que os funcionários colocavam a b... na janela à espera de alguém para meter o dedo", quando alguns membros de sua equipe não atingiam as metas de vendas.

A cervejaria argumentou, em sua defesa, que seu supervisor fazia cobranças direcionadas a toda equipe e não apenas ao reclamante, dentro dos limites cabíveis. Para a empresa, a imposição de metas visava incentivar a produtividade dos empregados a alcançarem resultados positivos, e não diminuir ou ameaçá-los.

Os argumentos da empresa, contudo, não foram acolhidos pela Justiça do Trabalho de Natal, que a condenou a pagar R$ 20 mil de indenização ao ex-empregado. Inconformada, a empresa recorreu ao TRT-21, que manteve a condenação, mas alterou o valor fixado.

Em seu voto, o relator, desembargador José Barbosa Filho, reconheceu a gravidade do comportamento do assediador. "Estas condutas reiteradas e presenciadas pelo testificante, não deixam dúvidas quanto ao abuso nas cobranças, que causaram danos extrapatrimonais ao empregado", afirmou.

Ao reduzir o valor da indenização, o relator concluiu que a quantia era demasiada, por ser incompatível com os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade e com os precedentes jurisprudenciais do colegiado. Assim, reduziu a quantia de R$ 20 mil para R$ 10 mil. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-21.



Prouni divulga listas de aprovados nesta quarta-feira (14)
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Adriano Roberto

Prouni divulga listas de aprovados nesta quarta-feira (14)

O resultado do Programa Universidade para Todos (Prouni) será divulgado nesta quarta-feira (14), no site. http://siteprouni.mec.gov.br/

Para garantir as vagas em que foram pré-aprovados, os candidatos devem comprovar os dados pessoais informados na inscrição entre os dias 15 e 23 de fevereiro, na universidade onde estudarão.

O G1 destaca que o Prouni oferece 242.987 bolsas de estudo em 2.976 instituições de ensino particulares. Dessas, 113.863 são integrais e 129.124, parciais.

No dia 2 de março, haverá a divulgação de uma 2ª lista de aprovados. Caso o candidato não seja aprovado novamente, poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre os dias 16 e 19 de março, no site do Prouni.



Grupos políticos que pregam renovação lançam 500 candidatos
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Adriano Roberto

Grupos políticos que pregam renovação lançam 500 candidatos

Movimentos que pregam uma renovação no Congresso brasileiro, que surgiram nos últimos meses, já reúnem ao menos 500 candidatos para as próximas eleições, em outubro deste ano. Os concorrentes serão lançados por diferentes partidos.

Um estudo realizado pelo jornal 'Folha de S. Paulo', com dados fornecidos pelos próprios movimentos, revela que a maior parte dos políticos devem se candidatar à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas. No entanto, há quem pretende ingressar no Senado ou nos governos estaduais.

Só o Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps) planeja apresentar 200 candidatos. A expectativa do grupo é eleger ao menos metade, baseado em resultados dos anos anteriores.

A rede foi criada pelo empresário Guilherme Leal, que foi candidato à vice-presidência ao lado de Marina Silva, em 2010. Fundadores de outros grupos como o Agora!, Acredito e Brasil 21 já foram membros da rede.

Como cita a publicação, o RenovaBR - que oferece bolsas de estudo e cursos para quem quer se candidatar - iniciou uma turma de formação com cem possíveis concorrentes e ainda vai selecionar mais 50 pessoas. Nem todos devem se candidatar, mas a maioria indica ter este intuito.

Membros de outros grupos, como Acredito, Brasil 21, Frente pela Renovação e Nós, também avaliam participar do pleito. Todos os concorrentes devem se filiar a partidos até 7 de abril.

A Frente pela Renovação - ligada ao Vem pra Rua - possui 300 inscritos no processo que vai selecionar nomes a serem apoiados, mas prefere por não fazer estimativas do resultado.

A Frente Favela Brasil - que está tentando registro como partido - quer lançar 57 candidatos e eleger ao menos dez, mesmo que por siglas diferentes. Já o conhecido MBL (Movimento Brasil Livre) deve lançar ao menos 15.



URGENTE: Alagoas anuncia concursos para PM, Sefaz e Controladoria
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Adriano Roberto

URGENTE: Alagoas anuncia concursos para PM, Sefaz e Controladoria

O governador Renan Filho afirmou, na tarde desta sexta-feira (9), durante transmissão ao vivo (live) em suas redes sociais, que a ideia é realizar concursos públicos menores e anuais para o provimento de cargos na administração pública estadual. Seguindo essa tendência, ele anunciou a abertura de mais 500 vagas para a Polícia Militar (PM) em novo certame, cujo edital deve ser lançado entre março e abril.

“Nós convocamos a reserva técnica - 800 praças e cerca de 180 oficiais; fizemos novo concurso com mil vagas para PM e mais 150 para o Corpo de Bombeiros; vamos observar a situação dos ‘aptos’ com todo o carinho e faremos novo concurso com 500 vagas para este ano, cujos aprovados serão convocados a partir de 2019”, disse Renan Filho.

O secretário do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques, também participou da transmissão. Ele confirmou que o Governo lançará, ainda este ano, os editais para os concursos públicos da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Controladoria-Geral do Estado (PGE).

“Para a Controladoria-Geral já foi aprovada a lei de criação do concurso, mas ainda não foi aprovada a tabela de cargos. Está tudo pronto; só estamos aguardando a aprovação, pela Assembleia Legislativa, da tabela de remuneração. Já o concurso para a Secretaria da Fazenda é mais complexo, de alta remuneração, e o secretário da pasta, George Santoro, está cuidando disso”, disse Fabrício Marques.

O secretário lembrou que, nessa sexta-feira (9), termina o prazo para o pagamento das inscrições para o concurso da Educação, que está ofertando 850 vagas. “O concurso da Educação está andando muito bem”, afirmou.

Na ‘live’, o governador e o secretário de Planejamento ainda tiraram dúvidas dos internautas. Um deles perguntou se o novo concurso da PM terá vagas para oficiais. “Será um concurso apenas para praças”, respondeu Renan Filho. “A PM de Alagoas já tem um número satisfatório de oficiais para a quantidade de praças e nós temos um nível de aposentadoria muito grande de praças”, explicou.

Ele disse ainda que, por regra, trabalha para fazer concurso público para a PM, Polícia Civil e Educação (professores), de maneira a repor o quadro de funcionários anualmente. “A minha ideia, a melhor aceita tecnicamente pela Secretaria de Planejamento, é fazer concurso quase todo ano ou todo ano, porque, assim, a gente abre vagas e oferece chances para todas as gerações”.

PM e CB

No ano passado, o Governo do Estado realizou concurso público para a PM com a oferta de 1.000 vagas. Foram 1.600 classificados para a etapa do exame físico e investigação social, a ser realizada a partir do dia 19 de fevereiro.

A previsão é de que a lista final de aprovados saia no dia 19 de abril. Os mil primeiros serão chamados, conforme divulgado em edital. No entanto, também sairá uma lista com os que estão aptos, mas que, por ordem de classificação, não estão entre os mil.

“Vocês se lembram que na convocação da reserva técnica nós fizemos um cronograma e convocamos todo mundo. Agora, estou querendo fazer um cronograma para convocar, também, todos os mil aprovados para as vagas disponibilizadas. Quando a gente tiver isso, eu vou, junto com o secretário Fabrício, estabelecer o que vamos fazer com os aptos. Eu queria dizer que nós teremos a melhor boa vontade para – em o Estado podendo contratar – realizar o sonho das pessoas de serem servidores públicos. É que essas coisas precisam ser tratadas com a devida responsabilidade”, ponderou Renan Filho.

Em relação ao Corpo de Bombeiros, são 150 vagas no total. No próximo dia 19 de fevereiro sairá a lista dos que passaram no exame médico e que seguem para a próxima etapa, que é o exame médico e investigação social. No dia 26 de abril será divulgada a relação final dos aprovados. Confira mais detalhes no vídeo abaixo:



Palocci pede para ser ouvido novamente na Lava Jato
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Adriano Roberto

Palocci pede para ser ouvido novamente na Lava Jato

O ex-ministro Antonio Palocci Filho pediu para ser ouvido novamente no âmbito da Operação Lava Jato. A petição foi apresentada na quarta-feira (7), nos autos do processo em que Palocci aguarda ser julgado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

O juiz Sergio Moro condenou Palocci em junho de 2017 a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ele está preso desde setembro de 2016.

"O recorrente quer ser interrogado novamente a fim de cooperar na elucidação dos fatos criminosos -relacionados na denúncia- dos quais participou, detalhando com exatidão todos os meandros de sua atuação criminosa", diz a peça apresentada por seus advogados.

A defesa de Palocci vem tentando fechar acordo de colaboração premiada. Conforme noticiou a Folha de S.Paulo, seus advogados voltaram a conversar sobre a possibilidade com a equipe de Raquel Dodge na PGR (Procuradoria-Geral da República).

Na petição desta quarta, a defesa afirma que, independente da realização do acordo, Palocci teria escolhido "a cooperação imediata e espontânea" como caminho para a resolução de seus débitos com a Justiça.

Os advogados citam que o ex-ministro já teria mostrado a intenção de colaborar em depoimento prestado a Moro em setembro de 2017. Palocci foi ouvido como testemunha na ação em que o ex-presidente Lula é acusado de ter recebido da Odebrecht um terreno de R$ 12,4 milhões, destinado a ser a nova sede do Instituto Lula (negócio que acabou não se concretizando).

Na ocasião, o ex-ministro afirmou que Lula avalizou um "pacto de sangue" no qual a Odebrecht se comprometeu a pagar R$ 300 milhões em propinas ao PT entre o final do governo Lula e os primeiros anos do governo de Dilma Rousseff.

Segundo a defesa de Palocci, os novos fatos que pretende contar já começaram a ser esclarecidos naquele depoimento, mas não foram esgotados. "Na ocasião [...] o recorrente teve que dar mais atenção aos fatos que eram objeto daquela denúncia, não podendo discorrer de modo mais extenso sobre os acontecimentos ilícitos que compõem o objeto da presente ação penal", diz a petição.

Entre os assuntos que Palocci gostaria de abordar, de acordo com seus advogados, está a formação e o financiamento da Sete Brasil; conversas das quais participou para organizar o esquema de propina decorrente das sondas; atos por ele praticados na operacionalização do recebimento de propinas; vantagens indevidas por ele solicitadas e indicação da origem e do destino das propinas.

A defesa afirma que Palocci queria, desde o primeiro momento, "ter narrado tudo sobre a sua participação criminosa", mas que não o fez porque "não queria invadir o sigilo inerente ao seu procedimento de colaboração premiada".

Em interrogatório a Moro em abril, o ex-ministro havia negado ter favorecido a Odebrecht em troca de recursos ilícitos. "Eu nunca pedi ou operei caixa dois. Mas ouvi dizer que isso existiu em todas as campanhas, isso é um fato. Encerro aqui e fico à sua disposição porque todos os nomes e situações que optei por não falar aqui por sensibilidade da informação estão à sua disposição", disse, à época.

DENÚNCIA

A denúncia acatada por Moro, que resultou na condenação de Palocci, trata especificamente do pagamento de US$ 10 milhões para o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, entre 2011 e 2012.

O dinheiro seria propina vinda de um contrato de sondas da Odebrecht com a Petrobras, em cuja licitação Palocci interferiu, segundo a acusação, para beneficiar a empreiteira. Com informações da Folhapress.