Blog do Adriano Roberto


General volta à cena e diz que obediência ao Estado tem limite
Autor
Adriano Roberto

General volta à cena e diz que obediência ao Estado tem limite

Uma mensagem postada hoje no twitter do GENERAL VILLAS BÔAS com toda certeza deixará de cabelos em pé aqueles que temem que os militares das Forças Armadas executem alguma ação para retirar as instituições brasileiras das mãos dos políticos corruptos. 

As solicitações por intervenção militar não param de crescer e apesar da possibilidade dessa ação ser reiteradamente afastada pelo comandante do Exército, a mensagem certamente pode ser entendida como uma espécie de recado para o parlamento, que discute nos próximos dias a questão do FORO PRIVILEGIADO.

Um militar ouvido pela Revista Sociedade Militar diz que: “O recado foi bem claro, os comandantes só obedecerão até o limite em que o poder constituído age em favor da sociedade. Obediência tem limite, e até dentro da caserna todos só cumprimos aquilo que está dentro da lei, se percebemos o erro e nos calamos – também erramos – omissão também é crime. Concordo com o general, se o ESTADO estiver contra o POVO os militares se posicionarão a favor do POVO“.

O general não abre mão de deixar claro que o Exército é o mesmo de 1964, mas é normalmente bastante ponderado em suas declarações. Dessa vez deixa escapar uma declaração forte e significativa. Ao comentar a frase de Huntington sobre as virtudes dos militares, entre elas a obediência, o oficial enfatiza que o poder de exercer a violência, delegado às Forças Armadas, é pra ser usado em favor da SOCIEDADE, DA QUAL OS MILITARES SÃO SERVOS.



Marina anuncia pré-candidatura à Presidência
Autor
Adriano Roberto

Marina anuncia pré-candidatura à Presidência

A ex-ministra e porta-voz da Rede, Marina Silva, anunciou neste sábado, 2, que será pela terceira vez candidata à presidência da República. A declaração é feita em meio às movimentações de alguns deputados do partido para deixar a legenda, que pode acabar perdendo metade de sua atual bancada na Câmara, de quatro deputados. 

Na reunião chamada Elo Nacional da Rede, em Brasília, representantes do partido nos Estados entregaram a Marina os resultados das conferências estaduais que aconteceram nos últimos dois fins de semana, que pediam que ela colocasse seu nome como pré-candidata da legenda. “Obviamente que não estaríamos aqui para dizer um não. O compromisso, o senso de responsabilidade, sem querer ser a dona da verdade, me convoca para este momento”, disse Marina.

Em um discurso parecido com o das campanhas anteriores, Marina não citou nominalmente nenhum de seus pré-adversários, mas criticou indiretamente Jair Bolsonaro por prometer distribuir fuzis para fazendeiros enfrentarem o MST. “O compromisso e senso de responsabilidade me convocam para este momento”, disse.

A agora pré-candidata da Rede fez críticas também ao governo do presidente Michel Temer, disse que a recuperação econômica ainda é lenta e que o país precisa de outras reformas que não as que o governo está propondo. “Um governo com 3% de aprovação não tem como construir reformas importantes, até porque as reformas importantes não são essas”, declarou.

Segundo ela, o país vive uma crise política, ética e uma crise econômica que só agora dá sinais de pequena recuperação. “Temos diminuição da inflação, mas se não tivermos processo duradouro não tem como se sustentar. O déficit publico só aumentou no governo do Temer.”

A ex-ministra disse que em 2014 boicotaram registro da Rede e ela teve que ir para uma candidatura de última hora. Lembrou uma conversa que teve com o ex-governador Eduardo Campos, que faleceu num acidente de avião durante a campanha e com isso ela se tornou candidata, sobre a presidente Dilma Rousseff, que acabou sendo reeleita.

“Disse a ele que teria sido um grande presente para Dilma se a gente tivesse ganhado a eleição de 2014”, afirmou a pré-candidata, que durante o processo de impeachment foi criticada por sua postura dúbia e pouco assertiva. Segundo ela, a crise política foi causada por PT, PSDB e PMDB e que agora o eleitor deveria puni-los nas urnas. “O melhor presente que a sociedade (deve dar) para os partidos que criaram essa crise é um sabático de 4 anos.”

A ex-senadora fez críticas também ao sistema político, disse que o partido terá apenas 0,05% do fundo eleitoral e pois esses partidos maiores “privatizaram” os meios políticos para se manterem no poder. “Teremos 12 segundos de televisão”, afirmou.

Ela repetiu o discurso usado nas eleições anteriores de que essa fraqueza aparente, que também é atribuída a ela, na verdade é força. “Esse não é o momento para salvadores da pátria, a pátria é uma construção de todos nós”, destacou. “As coisas grandiosas não são feitos por um único partido, de uma pessoa”, afirmou, ressaltando que está vivendo a dor e a delicia “de ser quem somos”.

Marina falou que “as dificuldades servem para exercitar a musculatura da persistência” e reconheceu que “vai ser difícil”. “Eu sei que vai ser campanha ralada, mas uma campanha ralada doí bem menos que um país partido”, afirmou, que ‘recitou’ trechos da musica Era uma vez, da cantora Kell Smith. Marina disse que sua motivação não é o poder pelo poder e que a política é um serviço.

Citando a polarização na política, Marina disse que vai repetir a estratégia de não agressão durante as campanhas, porque o país e está criando uma cultura politica do ódio e “isso não é bom para a democracia”. “Ao me dispor a ser pré-candidata da rede, vamos continuar dialogando com outros partidos e com a sociedade”, afirmou.

Saudado como “futuro governador do Rio de Janeiro”, o deputado Miro Teixeira (RJ) disse em seu discurso que precedeu Marina que o partido não quer desacatar a lei e antecipar candidatura, mas que o que a Rede quer é o consentimento da ex-ministra para que seu nome seja o nome do partido. “Em algum momento essa assinatura terá que ser feita e hoje a assinatura da Marina é a palavra e a palavra ‘sim’”.

Apesar do anúncio, a o partido informa que a candidatura ainda precisa ser aprovada no Congresso Nacional da Rede, previsto para acontecer em abril do ano que vem, e a definição de chapa e coligação acontecerá no começo de agosto, conforme prevê a legislação eleitoral.

Conforme mostrou o Estado, a dinâmica do evento promovido pela Rede neste sábado visou a, externamente, dar força ao anúncio da pré-candidatura ao mesmo tempo em que sinaliza internamente que Marina está fundamentada no apoio de seus correligionários.

Com isso, a ex-ministra tenta dirimir a principal crítica interna da qual é alvo: a de que é centralizadora das decisões da legenda. Nas últimas duas eleições Marina ficou em terceiro lugar. Em 2010, obteve cerca de 19 milhões de votos e em 2014 conseguiu conquistar um pouco mais de 22 milhões de eleitores.



Lu­la te­ria con­ta na Es­pa­nha, diz exe­cu­ti­vo
Autor
Adriano Roberto

Lu­la te­ria con­ta na Es­pa­nha, diz exe­cu­ti­vo

Do Estadão - Ger­son Al­ma­da, ex-vi­ce-pre­si­den­te da En­ge­vix, dis­se à PF ter ou­vi­do re­la­tos de que o ex-pre­si­den­te Lu­la e o ex-mi­nis­tro Jo­sé Dir­ceu te­ri­am con­ta em Ma­dri con­tro­la­da pe­lo lo­bis­ta Mil­ton Pas­cowit­ch. O de­poi­men­to, de ju­lho, te­ve o si­gi­lo le­van­ta­do pe­lo juiz Sér­gio Mo­ro. As de­fe­sas não se pro­nun­ci­a­ram.

O ex-vi­ce-pre­si­den­te da En­ge­vix Ger­son Al­ma­da afir­mou à Po­lí­cia Fe­de­ral que ou­viu re­la­tos de que o ex-pre­si­den­te Luiz Iná­cio Lu­la da Sil­va e o ex-mi­nis­tro Jo­sé Dir­ceu te­ri­am uma con­ta em Ma­dri, na Es­pa­nha con­tro­la­da pe­lo lo­bis­ta Mil­ton Pas­cowit­ch. Al­ma­da dis­se ain­da ter fei­to con­tra­tos dis­si­mu­la­dos pa­ra pa­gar van­ta­gens in­de­vi­das a Dir­ceu. O de­poi­men­to, de ju­lho, te­ve o si­gi­lo le­van­ta­do on­tem pe­lo juiz fe­de­ral Sér­gio Mo­ro.

As de­cla­ra­ções fo­ram ane­xa­das às in­ves­ti­ga­ções que apu­ram a sus­pei­ta de pa­ga­men­to de pro­pi­nas das em­prei­tei­ras En­ge­vix e UTC pa­ra o ex-mi­nis­tro, que co­man­dou a Ca­sa Ci­vil no pri­mei­ro go­ver­no de Lu­la. Dir­ceu é acu­sa­do de re­ce­ber R$ 2,4 mi­lhões du­ran­te e de­pois do jul­ga­men­to do men­sa­lão – ação pe­nal em que o pe­tis­ta foi con­de­na­do. A de­nún­cia foi ajui­za­da em 2 de maio e ain­da não foi re­ce­bi­da por Mo­ro.

No de­poi­men­to no dia 4 de ju­lho, Al­ma­da dis­se à PF que fir­mou con­tra­tos dis­si­mu­la­dos com a em­pre­sa de co­mu­ni­ca­ção En­tre­li­nhas com o ob­je­ti­vo de re­pas­sar pro­pi­nas a Dir­ceu. Ele afir­mou que os ser­vi­ços pre­vis­tos no con­tra­to “nun­ca fo­ram pres­ta­dos”. Con­for­me Al­ma­da, por meio de no­tas fis­cais da En­tre­li­nhas, a em­prei­tei­ra pa­gou, en­tre 2011 e 2012, o va­lor de R$ 900 mil.

O ex-vi­ce-pre­si­den­te da En­ge­vix dis­se que man­ti­nha uma “con­ta cor­ren­te” com Pas­cowit­ch des­de 2005 pa­ra pa­gar pro­pi­nas a agen­tes pú­bli­cos, po­lí­ti­cos e par­ti­dos. Se­gun­do ele, o pró­prio lo­bis­ta su­ge­riu que os pa­ga­men­tos fos­sem fei­tos a Dir­ceu.

Gér­son Al­ma­da ain­da fez “ques­tão de cons­tar” em seu de­poi­men­to que “é mui­to di­fí­cil uma em­pre­sa es­tran­gei­ra in­gres­sar no mer­ca­do de pe­tró­leo bra­si­lei­ro co­mo for­ne­ce­do­ra e por con­ta dis­so bus­ca­ram pes­so­as com li­ga­ções po­lí­ti­cas pa­ra fa­ci­li­tar o seu in­gres­so e que a de­ci­são na épo­ca em ad­qui­rir o equi­pa­men­to se deu pa­ra re­for­çar os la­ços com Jo­sé Dir­ceu, ob­je­ti­van­do o fa­vo­re­ci­men­to da En­ge­vix nos con­tra­tos com a Pe­tro­brás”.

O ex-exe­cu­ti­vo dis­se que no iní­cio de 2014 Mil­ton Pas­cowit­ch te­ria di­to que “iria vi­a­jar pa­ra Pa­ris e, da­li, pa­ra não dei­xar ras­tro, vi­a­ja­ria de trem pa­ra Ma­dri, Es­pa­nha, pa­ra olhar a con­ta que ele ad­mi­nis­tra­va pa­ra pes­so­as do PT”. De acor­do com o ex-exe­cu­ti­vo, ele en­ten­deu que as pes­so­as se­ri­am Lu­la e Dir­ceu por­que o lo­bis­ta man­ti­nha con­ta­to in­ten­so des­de 2008 com o ex-mi­nis­tro.

‘Ne­nhum sen­ti­do’. Em de­la­ção pre­mi­a­da ho­mo­lo­ga­da pe­la Jus­ti­ça, Pas­cowit­ch não de­cla­rou ad­mi­nis­trar con­tas no ex­te­ri­or pa­ra o PT e nem re­la­tou pa­ga­men­tos ao ex-pre­si­den­te Lu­la. O ad­vo­ga­do Theo Di­as, que de­fen­de Pas­cowit­ch, dis­se que o de­poi­men­to de Al­ma­da “não faz ne­nhum sen­ti­do”.

O ex-exe­cu­ti­vo dis­se que “en­ten­deu” que os va­lo­res se­ri­am pa­ra os dois por­que, quan­do as­si­nou um con­tra­to en­tre a Eco­vix – En­ge­vix Cons­tru­ções Oceâ­ni­cas S. A. e a PNBV Pe­tro­brás Nether­land B.V., Mil­ton Pas­cowit­ch jus­ti­fi­cou a co­mis­são pe­di­da afir­man­do que “par­te se­ria des­ti­na­da pa­ra a apo­sen­ta­do­ria do ex-pre­si­den­te Luís (sic) Iná­cio Lu­la da Sil­va”.

Se­gun­do Al­ma­da, a Eco­vix fir­mou con­tra­to com a PNBV en­tre 2009 e 2010 pa­ra o for­ne­ci­men­to de 8 cas­cos re­pli­can­tes pa­ra uni­da­des de pro­du­ção e ar­ma­ze­na­men­to de pe­tró­leo (FPSO) no va­lor de US$ 3,5 bi­lhões. Pe­lo acor­do, Pas­cowit­ch te­ria fi­ca­do com uma co­mis­são de 0,5% do va­lor.

Pro­vas. Al­ma­da afir­mou não ter pro­vas so­bre a con­ta ad­mi­nis­tra­da por Pas­cowit­ch em su­pos­to be­ne­fí­cio dos pe­tis­tas, mas en­tre­gou do­cu­men­tos às au­to­ri­da­des que, se­gun­do ele, com­pro­vam o pa­ga­men­to de US$ 10 mi­lhões pa­ra o lo­bis­ta, nos Es­ta­dos Uni­dos, em 2014.

Pro­cu­ra­da, a as­ses­so­ria de Lu­la não se ma­ni­fes­tou. A re­por­ta­gem en­trou em con­ta­to com as de­fe­sas de Dir­ceu e da En­tre­li­nhas e até a con­clu­são des­ta edi­ção não hou­ve res­pos­ta.



No Brasil tem desvio e corrupção até na Cruz Vermelha
Autor
Adriano Roberto

No Brasil tem desvio e corrupção até na Cruz Vermelha

Epoca - Na sexta-feira 11 de agosto, a imagem de um homem careca, de óculos, trajando camisa social e gravata, dormindo ao relento nas ruas do Rio de Janeiro, com apenas uma sacola preta com seus pertences servindo de travesseiro, foi dispersa por diversos países como símbolo da crise econômica brasileira. O personagem até então desconhecido ganhou nome e história contada pelo jornal O Globo. Desempregado desde 2016, Vilmar Mendonça, de 58 anos, ex-gerente de RH de grandes empresas, passava o dia no aeroporto de Santos Dumont e dormia na rua. Havia seis meses, contava com as doações da Cruz Vermelha para se alimentar.

Luiz Alberto Sampaio, presidente da filial fluminense da Cruz Vermelha, aproveitou para divulgar o projeto Noites Solidárias e pedir doações. “O Vilmar é um exemplo da consequência da crise que vive nosso país”, disse. “O número de pessoas em situação de rua aumentou e precisamos estar preparados para auxiliá-las. Mas nossos projetos só podem ser desenvolvidos por meio de doações.” Em 23 de agosto, quando Vilmar Mendonça já havia conseguido um emprego, Luiz Alberto recebia uma batida da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal em casa. Ele e sua mulher, Rosely Sampaio, então presidente nacional da Cruz Vermelha, foram conduzidos coercitivamente para depor, suspeitos de terem participado de uma fraude.

O casal é suspeito de saber do desvio de R$ 9,7 milhões de dinheiro público em um contrato firmado entre a filial da Cruz Vermelha de Petrópolis, Rio de Janeiro, com o governo do Distrito Federal. Parte dos R$ 60 milhões previstos em contrato para administrar duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) foi desviada para 77 pessoas e empresas que nada tinham a ver com a história. Os investigadores descobriram que Luiz Alberto atuou na Cruz Vermelha em defesa do contrato, quando outro dirigente vetou o acerto. Há a suspeita de que ele acobertou o responsável pela irregularidade, Douglas Oliveira. Decisão sigilosa obtida por ÉPOCA revela que, no dia 24 de novembro, a juíza Ana Claudia Loiola de Morais Mendes, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu o casal Luiz Alberto e Rosely de botar os pés na sede da entidade.

Determinou ainda a suspensão da função de Luiz Alberto, que ainda preside a filial no Rio. Rosely deixou a presidência no mês passado, depois da eleição de seu sucessor. Para a juíza, o casal deve ser impedido de continuar “praticando condutas prejudiciais a bens juridicamente relevantes ou de se valerem da estrutura da Cruz Vermelha para manipular ou desviar verbas públicas de sua finalidade”. Luiz Alberto virou réu pelo crime de peculato. Douglas Oliveira, que estava oficialmente afastado, mas continuava trabalhando como subordinado de Luiz Alberto, foi preso em junho. O despacho da juíza foi encaminhado ao Comitê Internacional, em Brasília, para que os fatos sejam comunicados à sede em Genebra, na Suíça.

É a primeira vez que membros da cúpula da Cruz Vermelha são processados criminalmente no Brasil. Fundada em 1908, a Cruz Vermelha Brasileira (CVB) foi criada para replicar no Brasil o ideário da organização filantrópica que surgiu na Suíça em 1863, com o intuito de prestar socorro médico voluntário a vítimas de guerras e desastres naturais. Uma auditoria internacional de 2014 revelou suspeitas de desvios de R$ 25 milhões da organização no Brasil entre 2010 e 2012. Os valores não são padrão Lava Jato, mas aviltantes por sua natureza. A maior parte do dinheiro foi desviada de doações feitas por cidadãos às vítimas de conflitos e da seca na Somália, do tsunami no Japão e das enchentes na Região Serrana do Rio.

Segundo nota divulgada pela Cruz Vermelha na ocasião, os desvios se concentraram nas filiais do Maranhão e do Ceará. A operação feita em 23 de agosto rendeu mais aos investigadores. Ao ver a polícia na sede, uma funcionária decidiu colaborar com a investigação. Ela entregou ao Ministério Público do Rio cópias de contratos de um tal Instituto Nacional da Cruz Vermelha Brasileira (INCVB). Criado em 2014 na gestão de Rosely, mulher de Luiz Alberto, o instituto deveria captar dinheiro para a entidade. Segundo a funcionária, vários contratos foram fechados sem pareceres jurídicos ou prestações de contas.

O MP suspeita que o instituto seja uma forma de os dirigentes movimentarem dinheiro a salvo de processos trabalhistas. Responsável pelo caso da fraude no contrato, o promotor Luis Henrique Ishihara avisou à Justiça que vai instaurar outra investigação criminal, especificamente sobre a questão do instituto. A Cruz Vermelha Brasileira diz que a nova diretoria está realizando auditorias nos contratos antigos. A filial do Rio informou que ainda não foi notificada da decisão judicial. A defesa de Luiz Alberto e Rosely Sampaio disse que ainda não tomou conhecimento da decisão. O advogado de Douglas Oliveira disse que só vai se manifestar quando tiver acesso à decisão.



TSE vai implantar o voto impresso para 2018
Autor
Adriano Roberto

TSE vai implantar o voto impresso para 2018

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que vai implantar o voto impresso em apenas 30 mil urnas eleitorais em 2018.

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o TSE concluiu que não tem como gastar mais de R$ 2 bilhões para comprar 600 mil urnas que imprimam os votos, como seria necessário.

Um levantamento da ONG Contas Abertas aponta que o Congresso Nacional deve aumentar as despesas em 2018. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal tem orçamento previsto de R$ 10,5 bilhões para o ano que vem. Isso quer dizer que o trabalho dos parlamentares brasileiros custará o equivalente a R$ 1,2 milhão por hora.



Briga de empresas aéreas pode diminuir preço das passagens
Autor
Adriano Roberto

Briga de empresas aéreas pode diminuir preço das passagens

Movimento quer livre competição para derrubar passagem aérea  Acordo fechado com os Estados Unidos em 2011 ainda não foi assinado  Empresas aéreas como a Latam e a American Airlines, além de operadoras de turismo, vão lançar o Movimento Brasileiro pelos Céus Abertos.  

A proposta do grupo é derrubar barreiras para a operação entre o Brasil e os Estados Unidos.   Este tipo de acordo permite que qualquer companhia aérea, sediada em qualquer país, atenda outra nação com voos internacionais.  

Segundo o grupo, a livre competição poderia reduzir em até 16% o preço das passagens internacionais por aqui.  O Brasil assinou o acordo de Céus Abertos com os Estados Unidos em 2011, mas o tratado ainda não foi ratificado pelo Congresso.



Alvaro Dias lança Antônio Campos pré-candidato em PE
Autor
Adriano Roberto

Alvaro Dias lança Antônio Campos pré-candidato em PE

Folha PE - Prestes a desembarcar em Pernambuco, o senador e pré-candidato à Presidência da República Álvaro Dias (Podemos-PR) gravou um vídeo ao lado do advogado Antônio Campos (Podemos), no qual declara apoio ao correligionário. Campos pretende se lançar como candidato ao Senado em 2018.

"O nosso partido, Podemos, necessita de sua presença forte nessa campanha eleitoral. Terá certamente todo apoio da direção nacional para sua candidatura ao Senado da República no Estado de Pernambuco. Nós contamos com você para mudar o Brasil para melhor", afirma Dias na peça de pouco mais de um minuto. 

O senador vem ao Recife no próximo dia 4 convidado pelo Movimento Ética e Democracia para debater sobre as "Perspectivas e desafios do Brasil e da Região Nordeste a partir de 2018". O encontro será realizado no auditório da Livraria Cultura, no Bairro do Recife. 

“Álvaro Dias é a opção do centro democrático para fazer o Brasil avançar e vencer as opções eleitorais extremistas”, disse Antônio Campos.

 





Temer chega a qualquer momento em Brasília depois da alta médica
Autor
Adriano Roberto

Temer chega a qualquer momento em Brasília depois da alta médica

O presidente Michel Temer (PMDB) recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (27), por volta das 10h. Ele estava internado no Sírio-Libanês, em São Paulo, desde a última sexta-feira (24), quando se submeteu a uma angioplastia de três artérias coronárias. 

Segundo o G1, assim que deixou o hospital, Temer seguiu de helicóptero para o Aeroporto de Congonhas, onde deve embarcar com destino a Brasília. 

Confira a íntegra da nota divulgada pelo Sírio-Libanês no domingo:

O presidente Michel Temer passou a noite bem e seu quadro de saúde é estável. A previsão de alta é para amanhã, dia 27 de novembro.

Ele permanece sendo acompanhado pela equipe médica coordenada pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho.

Dr. Fernando GanemSuperintendente médico



Huck anuncia que neste momento não pensa em Presidência
Autor
Adriano Roberto

Huck anuncia que neste momento não pensa em Presidência

Depois de muitos capítulos, a novela sobre a eventual candidatura de Luciano Huck à Presidência da República chegou ao fim. Nesta segunda-feira (27), ele publica artigo no jornal Folha de S. Paulo no qual anuncia que não fará parte da corrida eleitoral do ano que vem.

Com a mesma certeza de que neste momento não vou pleitear espaço nesta eleição para a Presidência da República, quero registrar que vou continuar, modesta e firmemente, tentando contribuir de maneira ativa para melhorar o País", escreveu.

O apresentador afirma que tinha o apoio de amigos e familiares para se candidatar e que, nos últimos meses, esteve "amarrado ao mastro, tentando escapar da sedução das sereias".

De fato, o global manteve encontro com políticos, empresários e magistrados para tratar da candidatura. Recebeu carta branca do PPS caso quisesse se filiar. Mas acabou desistindo após um ataque do ex-presidente Lula, que disse que "gostaria de concorrer com alguém com o logotipo da Globo na testa".

As palavras do petista mostraram que ele teria um caminho tortuoso pela frente e a vida revirada, sendo, provavelmente, taxado de machista devido à criação de personagens como "Tiazinha" e "Feiticeira" nos anos 1990.



Temer gasta R$ 14,5 bilhões em troca de votos para Previdência
Autor
Adriano Roberto

Temer gasta R$ 14,5 bilhões em troca de votos para Previdência

A retomada das articulações para aprovar a reforma da Previdência ainda este ano vai exigir do governo o pagamento de uma "fatura extra" de pelo menos R$ 14,5 bilhões em troca de votos. A conta pode crescer nas próximas semanas com medidas que incluem compensações a Estados, ajuda a prefeitos e emendas parlamentares.

O governo ainda está longe de reunir os 308 votos necessários para aprovar o texto, mas não desistiu de colocar a proposta em votação ainda este ano e já escalou seus principais líderes para conversas com bancadas nos próximos dias. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicou que a votação deve ocorrer na primeira semana de dezembro. 

O governo já está lançando mão de novas benesses para melhorar o clima com o Congresso e angariar o apoio de prefeitos e governadores no corpo a corpo com deputados. Elas vão além das concessões feitas entre abril e maio, que incluíram os diversos programas de parcelamentos de débitos com direito a descontos em juros e multas - um para contribuintes em geral, um para Estados e municípios e outro para o setor rural.

Os prefeitos já conseguiram de Temer a promessa de R$ 2 bilhões em recursos e o aval para a derrubada de um veto no Congresso que, na prática, pode beneficiar os municípios em "pelo menos" R$ 10 bilhões, nas contas da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, haverá um "encontro de contas" entre prefeituras e União em torno da dívida previdenciária.

Os prefeitos devem mais de R$ 75 bilhões à União, mas alegam ter dinheiro a receber do governo federal. Um comitê será criado para discutir os números, mas o processo deve demorar e se estender ao longo do ano que vem. A medida mais imediata será a liberação dos R$ 2 bilhões, que os prefeitos esperam já para dezembro.

Os Estados querem também fechar um acerto de contas das perdas com a Lei Kandir, que desonera exportações do pagamento de ICMS. A equipe econômica já previu no Orçamento de 2018 um desembolso de R$ 1,9 bilhão aos Estados por meio do Fundo de Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX). Mas os Estados sempre pedem mais.

Proposta em discussão no Congresso prevê um repasse de R$ 39 bilhões por ano daqui em diante e uma negociação das perdas dos últimos dez anos. O acerto do passivo poderá envolver abatimento da dívida dos Estados com a União, mas o valor ainda será definido com a equipe econômica.

Outra medida que deve ajudar a melhorar o clima com o Congresso Nacional é a recente liberação de R$ 7,5 bilhões do Orçamento deste ano, que resultou em R$ 600 milhões a mais em emendas parlamentares.

Com esses acenos, a equipe econômica evita envolver nas negociações medidas consideradas importantes para o ajuste fiscal, como o adiamento do reajuste dos servidores públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo.



Mercado da Encruzilhada com mais opções gastronômicas e de lazer
Autor
Adriano Roberto

Mercado da Encruzilhada com mais opções gastronômicas e de lazer

Tradicional ponto de encontro dos recifenses, seja para momentos de lazer, seja para fazer compras, o Mercado da Encruzilhada está passando por um grande processo do revitalização. Além do Projeto Viva o Mercado, que teve início em outubro e ocupou os espaços com atividades culturais, uma nova alameda gastronômica, com três novos boxes foi entregue oficialmente, na manhã deste sábado (25), pelo prefeito Geraldo Julio. O equipamento agora conta com uma padaria e pizzaria, pastelaria e um bar com cervejas artesanais e uma beer cave.A iniciativa tem como objetivo atrair o público e melhorar a experiência do recifense com os mercados públicos.  

 

“Agora temos uma nova alameda de alimentação aqui no Mercado da Encruzilhada. Uma área para toda a família vir se divertir. Hoje temos aqui a feirinha do Poço, o projeto Viva o Mercado e a inauguração desses novos espaços que vem reforçar um dos maiores atrativos deste mercado que é a alimentação e o lazer”, destacou o prefeito Geraldo Julio.

 

Neste sábado o espaço ainda recebeu o projeto Viva o Mercado, que desde outubro leva artistas locais para o equipamento. Nesta edição,  o público pôde conferir o Grupo Raízes e Zequinha dos 8 Baixos, que botou todo mundo pra dançar com muito frevo e forró. A ação da Prefeitura do Recife, em parceria com a Secretaria de Turismo Esportes e Lazer de Pernambuco, tem implantado uma agenda de eventos e shows com artistas locais nos mercados públicos da cidade que acontecem sempre das 14h às 18h.

 

Para Waleska Laranjeira, a iniciativa é um sucesso. “O espaço está maravilhoso. Voltei ao Recife para visitar a minha mãe e fiquei bem impressionada. Viemos fazer algumas compras e fiquei bem surpresa com a limpeza e organização do lugar e resolvemos comer por aqui”, comentou a vendedora que mora no Havaí e está no Recife a passeio. 

 

A Prefeitura do Recife realizou um ordenamento no interior do mercado que possibilitou que os comerciantes tivessem mais espaço e organização de suas mercadorias. O mercado já passou pelo reordenamento da área de pescados, desde o ano passado abriga um box especializado na customização de bicicletas e recebeu melhorias na estrutura como a revitalização da faixada e recuperação dos banheiros. “Para nós foi maravilhoso porque dá mais gosto de trabalhar, e para os clientes também, porque sente mais segurança de comprar”, comentou Natalia Roxana dos Santos, comerciante do local. Desde 2014 o Mercado da Encruzilhada recebeu investimentos de mais de R$ 530 mil na sua requalificação. 

 

Além do projeto Viva o Mercado, a Encruzilhada também recebeu  a Feira Livre do Poço, que oferece ao consumidor outros tipos de produtosalimentícios, além de artesanato e moda. A feira começou às 10h e seguiu até as 18h. São 22 tipos de alimentos com opções saudáveis e 15 bancas com artigos de moda, acessórios e artes. A Feira Livre do Poço também comercializa pequenas mudas de temperos e ervas, um incremento a mais que levará mais sabor para as receitas. O projeto acontece quinzenalmente, sempre aos sábados.