Blog do Adriano Roberto


Reinaldo Azevedo pede demissão de revista Veja
Autor
Adriano Roberto

Reinaldo Azevedo pede demissão de revista Veja

O colunista Reinaldo Azevedo pediu demissão da revista Veja nesta terça-feira (23) depois da divulgação de áudios em que criticava o veículo. Em telefonema grampeado com a irmã do senador Aécio Neves, Andrea Neves, ele chamou o conteúdo de uma reportagem de capa sobre senador de "nojento". 

A gravação foi feita depois da meia-noite do último dia 13 de abril, quinta-feira. A conversa entre Azevedo e Andrea foi anexada pela Procuradoria-Geral da República aos aúdios do inquérito que investiga o senador e a irmã. 

Durante a conversa, eles falaram da Lava Jato e da revista Veja. Reinaldo criticou uma matéria de capa que fala sobre Aécio Neves. Quando o grampo foi divulgado, o colunista pediu demissão. Veja parte da conversa:

O Próprio jornalista Reinaldo Azevedo postou na tarde desta terça (23) o motivo de sua demissão que está no seu blog. Leia abaixo:

"Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes.

Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornadas públicas. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.

Fiz o que deveria fazer: pedi demissão — na verdade, mantenho um contrato com a VEJA e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista.

Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!

Comecemos pelas consequências.

Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.

1: não sou investigado;

2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;

3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;

4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;

5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?;

6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;

7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;

8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;

9: Bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;

10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;

11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo.

Encerro
No próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na VEJA. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos.

Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência.

O saldo é extremamente positivo. A luta continua."



Hora de acabar com nossa hipocrisia nas urnas
Autor
Adriano Roberto

Hora de acabar com nossa hipocrisia nas urnas

Vejo muitas manifestações nas redes para fazer boicote aos produtos da JBS. Mais uma hipocrisia sem tamanho! Imagina a quantidade de produtos e de empresas que teríamos que boicotar se resolvermos deixar de adquirir produtos de quem está envolvido nas propinas dos políticos?

Deixaremos de comer carne, tomar leite, comprar imóveis, ir aos supermercados, até abastecer veículos, entre milhares de outros produtos de consumo que estão envolvidos nas falcatruas do governo corrupto desse país. Em detrimento do desemprego de milhares pessoas que nada tem a ver com isso.

Na verdade esses políticos, que ai estão, representam a maioria da população brasileira que - se lá estivesse - faria a mesma coisa. Ou não? O boicote que temos que fazer é nas urnas! Ali sim, estaremos acabando com um sistema podre onde o empresário para se dar bem tem que pagar bilhões de reais em propina para políticos inescrupulosos.

Deixemos de hipocrisia e voltemos nossa revolta para as pessoas certas, aquelas que pedem nossos votos e depois apodrecem o sistema econômico empresarial desse país para se perpetuarem no poder. Afinal, a produção, que é de responsabilidade de pessoas de bem, gera divisas para o nosso país e não é a fonte principal dos pagamentos das propinas feitas pelos donos da empresa.



Governo PE terá que trocar professores temporários por concursados
Autor
Adriano Roberto

Governo PE terá que trocar professores temporários por concursados

Do DP - O Ministério Público de Pernambuco emitiu uma recomendação à Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (SEE) para que o órgão adote as medidas administrativas necessárias à nomeação de candidatos aprovados nos concursos públicos deflagrados pelas portarias conjuntas SAD/SEE nº110/2015, nº111/2015 e nº112/2015 que ainda não foram convocados para ocuparem seus cargos.

O secretário de Educação deve implementar medidas visando ao provimento de cargos remanescentes de docentes mediante nomeação dos candidatos aprovados, além de se abster de manter ou realizar novas contratações temporárias de professores. O MPPE também exige que seja realizado o levantamento da demanda atual da rede estadual de ensino, que deve ser encaminhado ao MPPE até o dia 30 de julho.

Por fim, a SEE deve apresentar cronograma para a realização de novos concursos a fim de suprir as demandas de caráter permanente da rede estadual de ensino, com o intuito substituir todos os temporários que não atendem às disposições constitucionais e legais. Conforme informações prestadas pela gerente-geral de Desenvolvimento de Pessoas e Relações de Trabalho da SEE, a Secretaria estabeleceu um total de 14.543 contratos temporários para professores no último mês de março.

Esse quantitativo foi contratado para exercer as funções de professor tanto no ensino regular quanto em programas especiais como a Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Indígena, Educação Especial e Educação Profissional. A utilização excessiva das contratações temporárias foi apontada pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) em suas análises das admissões de pessoal nos anos de 2011, 2014 e 2015, constatando que, no entendimento da Corte de Contas, a situação foi ilícita, tendo inclusive sido indicada no relatório da auditória da prestação de contas do Governo do Estado.

Além disso, os editais regidos pelas portarias SAD/SEE nº110/2015, nº111/2015 e nº112/2015, oferecem apenas 200, 342 e 2.458 vagas para professores, respectivamente, o que deixa claro a desproporcionalidade entre o número de vagas oferecidas e as preenchidas por contratos temporários. Além disso, o MPPE foi informado, por meio de ofício, que ainda está pendente a homologação dos resultados finais a seleção para professores instrutores de libras e da disciplina de Biologia.

No entendimento das promotoras de Justiça Lucila Varejão (Patrimônio Público) e Eleonora Rodrigues (Educação), os elevados gastos com professores temporários comprometem a eficiência administrativa e a qualidade do serviço prestado pela SEE, por não dar a possibilidade de aferir e selecionar, através do concurso público, os profissionais mais qualificados. Em resposta, a SEE afirmou que vai promover uma reorganização da rede de ensino, realocando todos os candidatos nomeados no último concurso em substituição aos diversos contratos temporários. A previsão informada ao MPPE é de que esse processo será concluído até o fim do primeiro semestre de 2017.



Crise política pode deixar nascidos de setembro a dezembro sem sacar FGTS
Autor
Adriano Roberto

Crise política pode deixar nascidos de setembro a dezembro sem sacar FGTS

Desde que a delação premiada da JBS veio à tona, na semana passada, deixando o cenário político de cérebro a sórdido, internautas têm relatado nas redes sociais –alguns, de forma irônica– temores de que uma eventual saída de Michel Temer afete o saque das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Há mesmo esse risco?

O UOL consultou especialistas e a resposta é: sim, esse risco realmente existe, especialmente a os trabalhadores nascidos de setembro a dezembro. Não por causa de uma eventual troca na Presidência, mas porque a crise política pode mover os trabalhos do Congresso.

Para ratificar o saque das contas inativas, o governo publicou a Medida Provisória 763/2016 no final do idade passado, e ela precisa ser aprovada pelo Congresso ainda 1º de junho. Esse prazo não pode mais ser prorrogado. Se não for aprovada ainda lá, a regra deixa de valer, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem.

Se isso acertar, os trabalhadores nascidos entre setembro e dezembro não vão conseguir criar o saque das contas inativas do FGTS, segundo o professor de direito trabalhista do Mackenzie-Campinas Claudinor Barbiero. O saque a quem nasceu de setembro a novembro só começa em 16 de junho; a os nascidos em dezembro, só a começar de 14 de julho.

ainda o momento, estão liberados os saques a quem nasceu entre janeiro e agosto. Tem direito o trabalhador com carteira assinada que pediu demissão ou foi demitido por justa causa ainda 31 de dezembro de 2015.

Por que a regra já está valendo?

A medida provisória tem força de lei e vale por 60 dias, mesmo preferentemente de ser aprovada pelo Congresso, podendo ser prorrogada por igual período só uma vez.

Ela foi publicada em 23 de dezembro, durante o recesso parlamentar, por isso o prazo de vigência só começou a contar em 2 de fevereiro, na volta das atividades do Congresso. O prazo de 60 dias foi prorrogado uma vez, como permitido. actualmente, o prazo final é 1º de junho. ainda lá, a MP precisa ser aprovada no plenário da Câmara e do Senado.

A medida já passou pela Comissão Mista da Câmara, mas também não foi votada pelo plenário da Casa. Chegou a ser colocada em pauta, mas não foi apreciada. Nesta semana, a MP consta na pauta de votações de quarta-feira (24).
 
Quais seriam as saídas?

Se a MP não for aprovada dentro do prazo, quais seriam as saídas a manter a regra em vigor a não prejudicar os trabalhadores que também não sacaram o FGTS de contas inativas? Segundo Barbiero, uma promessa seria o Legislativo ou o Judiciário enviarem um projeto de lei em caráter de urgência a prover essas pessoas.

Outra vez seria o governo editar uma nova medida provisória autorizando o saque. não obstante, isso só poderia ser feito em 2018.

Segundo o defensor trabalhista José Santana, nesse caso, os trabalhadores nascidos entre setembro e dezembro poderiam caminhar a Justiça a pedir o direito ao saque. “Isso fere o princípio da isonomia, ou seja, dos direitos iguais aos demais que conseguiram criar o saque.”

Quem já sacou pode possuir que devolver o dinheiro?

Para a quem já sacou os valores do FGTS em meses anteriores, Barbiero afirma que ainda seria provável exigir a devolução do dinheiro, mas ele cavaco pouco provável que isso aconteça.

“Em tese, poderiam pedir isso, mas seria um pouco despropositado. O seguro senso não permitiria isso. Não vejo isso acontecendo.”

a Santana, os valores das contas inativas de nascidos entre janeiro e agosto foram recebidos de jibóia-fé e, portanto, não poderiam ser cobrados de volta.

Medida vale ainda 1º de junho mesmo se presidente sair

As denúncias envolvendo o presidente Michel Temer afetam o direito ao saque do FGTS inativo porque interferem nas votações do Congresso. “O sufoco é o momento político. Eles [os parlamentares] não estão votando nada”, diz Barbiero.

O defensor afirma que, mesmo se o presidente renunciasse ou fosse remoto, a medida provisória também valeria ainda o dia 1º de junho. “Ela não deixa de valer se o presidente sair.”



Lula se irrita com equipe e manda apagar postagem

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma bronca em sua equipe de colaboradores que, na noite desta quarta (17), publicou na página do petista nas redes sociais fotos do juiz Sergio Moro ao lado de Michel Temer (PMDB) e de Aécio Neves (PSDB-MG).

Os registros foram feitos quando Temer, Aécio e Moro participaram de eventos públicos ao longo dos últimos meses. O petista viu a postagem nesta quinta e determinou que ela fosse removida.

O estrago, porém, já estava feito. Aliados do PT no Congresso sabem que, embora a crise esteja neste momento desabando nas cabeças do PMDB e do PSDB, petistas não devem ser poupados na delação dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista.



Temer se equilibra no Judiciário e no Congresso para ficar
Autor
Adriano Roberto

Temer se equilibra no Judiciário e no Congresso para ficar

Valor Econômico - Em etapa decisiva para sua permanência na Presidência da República, o presidente Michel Temer reuniu-se ontem à noite com a cúpula do PSDB e DEM, os fiadores principais da governabilidade nos próximos dias. Também convocou uma reunião ministerial, com a presença da equipe econômica, para traçar a estratégia da próxima semana, e recebeu dezenas de  deputados em jantar no Palácio da Alvorada. Durante o encontro, o presidente se dedicou a dar explicações contra as acusações que lhe foram dirigidas a partir da delação premiada da cúpula da JBS, segundo relatos de alguns participantes.

O Palácio do Planalto tentou dar um tom informal ao encontro, embora o ministro da secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, tenha disparado convites a ministros, deputados e senadores.A palavra de ordem de Temer aos aliados é cautela, porque o naufrágio será coletivo, já que ministros e líderes da base aliada são igualmente investigados na Lava-Jato. As próximas votações e o julgamento de quarta-feira no Supremo Tribunal Federal serão termômetros da capacidade de reação nos próximos dias.

Encurralado pela colaboração premiada dos executivos - que tem como "bala de prata" o áudio da conversa gravada por Joesley Batista com Temer em sua residência, - o presidente apoia-se em dois movimentos, político e jurídico, para sustentar-se no cargo. Todos os esforços antes voltados para a aprovação das reformas agora convertem-se no esforço de sobrevivência política. 

Auxiliares do presidente asseguram que ele está com "energia, vigor e disposição" para prosseguir com o enfrentamento político. O deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI), que conhece Temer há duas décadas, disse que o aliado "está forte como um touro". Embora a Executiva do PSB tenha pedido a renúncia do pemedebista, Heráclito integra uma ala da legenda - junto com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, - que não deixará o governo. 

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ao Valor que o ministro e seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), afirmaram a Temer no sábado que ficam no governo, apesar da orientação contrária do partido. Inclusive, Fernando Coelho participou da reunião ministerial deste domingo. 

É fundamental para o Planalto evitar o desembarque do PSDB. O movimento mais veemente de desembarque vem da ala paulista, do governador Geraldo Alckmin, embora o prefeito João Doria defenda a permanência na base.

Por telefone, Temer conversou várias vezes no fim de semana com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No início da crise - quando foi divulgado o áudio da conversa de Temer com Joesley, - o tucano foi a público pedir a renúncia do pemedebista. Depois, em conversas internas, admitiu precipitação.

Agora, a orientação de não fazer nada com afogadilho e muito diálogo pautam a relação dos tucanos com Temer. Ontem o novo presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), também jantaram com Temer, ministros e deputados.



Anexar áudio de Temer sem perícia foi inaceitável diz PF
Autor
Adriano Roberto

Anexar áudio de Temer sem perícia foi inaceitável diz PF

Em nota divulgada neste sábado (20), a APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) considerou "inaceitável" que a PGR (Procuradoria Geral da República) tenha anexado o áudio da conversa mantida entre o presidente Michel Temer e o delator Joesley Batista sem uma perícia técnica por peritos federais.

Afirmou ainda que é "temerária" a homologação de acordos de delação premiada "sem a devida análise pericial". Antes de anexar o áudio ao pedido de abertura do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), acolhido pelo ministro Edson Fachin, a PGR submeteu o áudio ao setor técnico do órgão, mas não para uma perícia técnica completa na Polícia Federal.

A associação recomendou "o envio imediato" do áudio e do equipamento usado na gravação para uma perícia completa no INC (Instituto Nacional de Criminalística). "Inaceitável que, tendo à disposição a perícia oficial da União, que possui os melhores especialistas forenses em evidências multimídia do país, não se tenha solicitado a necessária análise técnica no material divulgado, permitindo que um evento de grande importância criminal para o país venha a ser apresentado sem a qualificada comprovação científica", diz a APCF.

A associação disse que, "ao se ouvir o áudio, percebe-se a presença de eventos acústicos que precisam passar por análise técnica, especializada e aprofundada, sem a qual não é possível emitir qualquer conclusão acerca da autenticidade da gravação". Desde que a gravação veio a público, nesta quinta-feira (18), surgiram dúvidas sobre a idoneidade do material, pois há sinais perceptíveis de interrupções na conversa. A pedido da Folha de S.Paulo, um perito apontou que houve "edição" no material.

Outro perito, Ricardo Molina, que não fez um laudo sobre o tema, apontou a necessidade de se periciar também o aparelho utilizado na gravação. A reportagem apurou que Joesley Batista não entregou o equipamento utilizado para a gravação. Segundo a revista "Época", ele teria utilizado um equipamento não detectável por aparelho de raio-x, pois tinha medo de ser flagrado na tentativa de gravar o presidente no Palácio do Jaburu.

A PGR não enviou o áudio para a Polícia Federal, segundo a reportagem apurou, porque considerava que essa era uma etapa posterior na investigação, depois de aberto o inquérito, e que eventuais dúvidas poderiam dirimidas ao longo da apuração.

Em nota enviada nesta sexta-feira (19), a PGR informou: "A Procuradoria-Geral da República informou que foi feita uma avaliação técnica da gravação e concluiu que o áudio revela uma conversa lógica e coerente. A gravação anexada ao inquérito do STF é exatamente a entregue pelo colaborador e que sua autenticidade poderá ser verificada no processo". Com informações da Folhapress.





Henrique Meirelles é o que temos para o momento
Autor
Adriano Roberto

Henrique Meirelles é o que temos para o momento

Se a crise política evoluir para a convocação de uma eleição indireta, um nome que ganha força entre parlamentares (e também no mercado claro) é o de Henrique Meirelles. O ministro é visto como opção para dar continuidade às reformas, sem mudança de rumo.

O mercado é absolutamente implacável, e quando começa a se mover em uma direção geralmente provoca o que se chama de efeito manada. E é exatamente isso o que está ocorrendo neste momento em relação à permanência ou não do presidente Michel Temer. 

O nome de Henrique Mei­relles, ex-presidente mundial do Banco de Boston e ex-presidente do Banco Central do Brasil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o único que aparece como provável substituto de Temer, em caso de eleição indireta e teria inclusive a preferência declarada de vários políticos para o cargo. Mas seria ele o melhor player para o jogo duríssimo que se trava para conter os efeitos mais perversos das reformas?

A passagem de Meirelles pelo Banco Central foi coroada pelo êxito. Nos idos de 2002, durante a campanha eleitoral, era fortíssima a desconfiança de amplos setores do mercado de que eventual governo de Lula levaria o país a um radicalismo esquerdista absurdo. 

Ao ponto de o marqueteiro da campanha, e apontado como um dos principais responsáveis pela construção de imagem de um PT menos radical e um “Lulinha paz e amor”, o mago Duda Mendonça, ter escrito um conjunto de princípios que ficou conhecido como ”Carta ao Povo Brasileiro”, onde Lula assegurou que manteria os contratos e não quebraria a ordem natural da economia. Ao contrário, daria prosseguimento à política econômica do presidente Fernando Henrique e corrigiria os pontos negativos.

A única pessoa que discorda e já mostrou que não gosta nada do Meirelles é a ex-presidente Dilma. Mas essa não apita mais nada, em lugar nenhum!



Assista aos vídeos da delação da JBS
Autor
Adriano Roberto

Assista aos vídeos da delação da JBS

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta sexta-feira os vídeos da delação premiada de sete executivos da JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, incluindo os donos da empresa, Joesley e Wesley Batista.

Assista abaixo aos depoimentos dos empresários, que causaram uma hecatombe política em Brasília ao citar o presidente Michel Temer, os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ministros Gilberto Kassab (PSD) e Marcos Pereira (PRB), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP) e Marta Suplicy (PMDB-SP), entre outros.

Joesley Batista afirma que a JBS pagou 400 milhões de reais em propina a políticos, entre doações oficiais de campanha e caixa dois.

 

 

 



Autor
Adriano Roberto

"Vou sair dessa crise mais rápido do que se pensa"

O Blog do Gerson Camarotti conversou na noite desta quinta-feira com Michel Temer, depois da divulgação pelo Supremo Tribunal Federal do trecho da gravação que mostra um diálogo entre o empresário Joesley Batista e o presidente. Veja os principais pontos:

>> "Não estou comprando o silêncio de ninguém, isso não é verdade. Os áudios comprovam isso."

>> "Essa é a tese que alicerça esse inquérito, de que eu avalizei a compra do silêncio do Eduardo Cunha. O que alicerça esse inquérito é que ele [Joesley Batista] teria dito que eu teria concordado com a compra do silêncio, o que não existe."

>> "O que ele [Joesley] disse e que eu concordei é que ele estava se dando bem com Eduardo Cunha, por isso falei 'mantenha isso."

>> "Fiquei profundamente agastado com o episódio. Isso é uma irresponsabilidade. Não se pode tratar o país desse jeito. A Bolsa desabou!"
>> "Ninguém chega aqui para me pedir renúncia. Pelo contrário, todos estão pedindo para eu resistir. Vou resistir. Se precisar, vou fazer outro pronunciamento amanhã. Vou sair dessa crise mais rápido do que se pensa."

>> "A montanha pariu um rato."



JBS: nesta sexta é dia de Lula, Dilma, Renan e Serra
Autor
Adriano Roberto

JBS: nesta sexta é dia de Lula, Dilma, Renan e Serra

Por Eliane Cantanhêde 

A teia da JBS e o poder dos irmãos Joesley e Wesley Batista foram muito além do que foi divulgado até agora. Vão explodir amanhã, sexta-feira, delações que atingem mortalmente, pela ordem, os ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) e o ex-chanceler e ex-presidenciável José Serra (PSDB). Os valores são de tirar o fôlego e surgirão nomes que até aqui vinham passando ilesos.

Quem teve informações sobre o material informa que os tentáculos do grupo JBS não ficam a dever nada aos da Odebrecht, mas com uma diferença: o dono e os executivos da empreiteira decidiram fazer delação premiada depois de presos, já com capacidade limitado de produzir novas provas tão contundentes. Já os irmãos Batista estão há meses gravando seus interlocutores e pautando os monitoramentos da Polícia Federal.

O resultado é considerado devastador e arrasta para o fundo do poço não apenas o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, pelas gravações liberadas  à noite nesta quinta-feira, mas o próprio mundo político. Esta sexta-feira será mais um novo dia para nunca ser esquecido na história brasileira.