Blog do Adriano Roberto


Brasileira da periferia de SP, formada em Harvard, é eleita deputada
Autor
Adriano Roberto

Brasileira da periferia de SP, formada em Harvard, é eleita deputada

Uma jovem da periferia que se formou em Harvard  e que teve a história contada aqui no SóNotíciaBoa foi eleita Deputada Federal por SP.

Tábata Amaral, de 24 anos, foi a sexta candidata mais votada com mais de 264 mil votos.

Ela quer lutar no Congresso Nacional por melhoria na educação pública.

História

Paulistana, Tábata é de Vila Missionária, na periferia da Zona Sul de São Paulo e se candidatou pelo PDT.

Filha de um cobrador de ônibus e uma ex-vendedora de flores, ela estudou em escola pública até o 8º ano.

Aos 12 anos, começou uma carreira como “atleta” do conhecimento. Ao todo, colecionou mais de 30 medalhas em olimpíadas de física, química, informática, matemática, astronomia, robótica e linguística.

O destaque foi nas olímpiadas de matemática: ela ganhou uma bolsa em uma escola privada.

O colégio também bancou moradia e alimentação da estudante porque sua casa ficava distante e os pais não podiam arcar com a despesa.

Lá, Tábata viu os horizontes se alargarem e ouviu pela primeira vez sobre a possibilidade de fazer faculdade fora do país.

Oportunidade

Ela atribui suas conquistas às oportunidades que teve.

“Consequência de oportunidades que me deram acesso a uma educação de qualidade e também a sonhos bem diferentes”, disse em entrevista ao Conversa com Bial.

Quando estava no segundo ano do Ensino Médio, Tábata ganhou uma bolsa para estudar inglês e contou com a ajuda de instituições para cobrir os gastos do application (processo de candidatura às vagas das universidades norte-americanas).

Quando escolheu Harvard, Tabata também tinha sido aceita por outras cinco universidades americanas, entre elas, Caltech, Columbia, Princeton e Yale.

A ideia inicial era estudar Astrofísica, mas uma tragédia em sua vida pessoal fez com que ela quisesse ampliar o campo de estudo.

“Quatro dias depois que eu fui aceita em Harvard eu perdi meu pai para as drogas e para o álcool, de uma maneira que é muito típica da periferia, mas que é rodeada ainda de preconceito e incompreensão”, disse.

“Imagina como estava minha cabeça quando eu cheguei lá [nos Estados Unidos], porque eu tinha a realidade do meu bairro, do meu pai, do meu irmão, a minha, e eu via que o caminho era pela educação. E meu maior sonho era que todo mundo tivesse no mínimo as mesmas oportunidades que eu tive”.

Tabata voltou dos Estados Unidos formada em Ciências Políticas e Astrofísica e no ano que vem assume sua cadeira como Deputada Federal.

Com informações do G1



Jararaca do PT troca de pele para tentar virar nas eleições
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Adriano Roberto

Jararaca do PT troca de pele para tentar virar nas eleições

"Se quiseram matar a jararaca, não fizeram direito, pois não bateram na cabeça, bateram no rabo, porque a jararaca está viva." Essa foi umas das muitas frases de feito do ex-presidente Lula, em 2016, na sede do PT. Pois a jaraca teve que trocar de pele para tentar virar os números das pesquisas que se apresentaram no início deste primeiro turno.

O PT divulgou, na tarde desta quarta-feira (10), a nova logomarca da campanha do PT à Presidência da República, nas cores verde, amarela e azul, sem o nome do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Na imagem, aparece apenas o nome de Fernando Haddad, candidato à Presidência, e de Manuela D'Ávila, vice na chapa.

Nas peças do primeiro turno da disputa, o nome de Haddad era diretamente associado a Lula com a frase "Haddad é Lula" na cor vermelha, característica do PT.

Nos últimos dias, membros da campanha e aliados começaram a defender que Haddad se descole da imagem de substituto de Lula e mostre mais sua própria personalidade.

Em vídeos para as redes sociais, Haddad começou a se apresentar como candidato sem citar o nome do padrinho político, como fez fortemente no primeiro turno da disputa.

A logomarca ficou muito parecida com a de Bolsonaro, o que leva a crer que os marqueteiros petistas usaram a máxima dos produtos pirateados do Paraguai, que procuram se assemelhar ao máximo dos produtos mais populares.



Datafolha: com 58% dos votos válidos, Bolsonaro venceria Haddad
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Adriano Roberto

Datafolha: com 58% dos votos válidos, Bolsonaro venceria Haddad

Na primeira pesquisa do Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) tem ampla vantagem sobre Fernando Haddad (PT). O deputado tem 58% dos votos válidos, enquanto o ex-prefeito paulistano conta com o apoio de 42% dos ouvidos.

A contagem, que exclui os brancos, nulos e indecisos como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição, confirma a onda conservadora que quase deu a vitória em primeiro turno ao presidenciável do PSL.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos e Haddad, 29%.

O Datafolha ouviu 3.235 pessoas em 227 municípios nesta quarta (10). A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, é de dois pontos para mais ou para menos.

Quando se leva em conta a intenção de voto total, os dois candidatos absorveram de forma uniforme o eleitorado deixado pelos outros postulantes que já decidiu quem apoiar. O deputado fluminense tem 49% dos votos totais, e havia conquistado 42% no primeiro turno. Já o petista registra 36% -no domingo passado, angariou 27%.

Brancos e nulos somam, segundo o Datafolha, 8%. Apenas 6% se declaram indecisos.

O voto de Bolsonaro está bastante distribuído pelo país. Como no primeiro turno, ele só perde regionalmente para Haddad no Nordeste, onde o petista tem 52% dos votos totais, contra 32% do capitão reformado do Exército.

Isso explica os acenos recentes de Bolsonaro para o eleitorado daquela região, que tem a maioria dos assistidos por programas de distribuição de renda. Nesta quarta, ele prometeu criar um 13º salário do Bolsa Família, e ele declarou em pronunciamento que o PT faz "terrorismo" contra nordestinos, dizendo que eles seriam segregados em um governo seu.

O deputado vence com folga na região mais populosa, o Sudeste: 55% a 32% dos votos totais. Seu melhor desempenho é no Sul, 60% a 26%, seguido pelo Centro-Oeste (59% a 27%). No Norte, vence por 51% a 40%.

Confirmando a tendência registrada ao longo da campanha, as mulheres dão menos apoio a Bolsonaro, 42% dos votos totais. Entre homens, ele atinge 57%. A equação é invertida na intenção de voto para Haddad: o petista tem 39% entre mulheres, empatando na margem com o deputado, e 33% do eleitorado masculino.

Pretendem votar no capitão reformado pessoas mais ricas (62% nos segmentos entre 5 e 10 salários mínimos e acima de 10) e escolarizadas (58% de quem tem ensino superior).

Haddad vai melhor no outro extremo, apoio de 44% de quem tem só o ensino fundamental e o mesmo índice entre os mais pobres (renda familiar média mensal até 2 salários mínimos).

O Datafolha comprova o apoio maciço a Bolsonaro entre os evangélicos, grupo privilegiado em suas manifestações e intenções programáticas. O deputado tem 60%, contra 26%, entre eles. Já entre os católicos, a disputa está em 46% a 40% para o capitão.

Também foi perguntado ao eleitor quando ele decidiu seu voto no primeiro turno. No dia do pleito, foram 12%, contra 9% em 2014. Na véspera, 6%, número igual ao da eleição presidencial passada. Já a decisão um mês antes de ir às urnas ocorreu para 63% -72% entre os bolsonaristas. Em 2014, o índice era de 67%.



Raquel mostra força em Caruaru e irrita ex-aliados
Autor
Adriano Roberto

Raquel mostra força em Caruaru e irrita ex-aliados

Descontente com a votação obtida no domingo passado o deputado eleito Wolney Queiroz atacou, em entrevista na rádio Cultura, sua ex-aliada de segundo turno, em Caruaru, prefeita Raquel Lyra. 

Disse que a paga que recebeu da atual prefeita, por ter ajudado ela a vencer a eleição no segundo turno, foi a forte oposição dela à candidatura do pai, Zé Queiroz para deputado estadual e a dele para federal. 

Cheio de ressentimentos, Wolney disse que a partir de agora, “ela vai ver com quantos paus se faz uma canoa e o que é uma oposição sistemática ao governo dela que está muito mal avaliado!” 

Diferentemente do que o deputado e muitos outros pregam, Raquel Lira mostrou força popular fazendo Armando Monteiro majoritário em Caruaru. 

Já os Prefeitos Miguel Coelho de Petrolina e Andreson Ferreira de Jaboatao que ocupam bem as mídias sociais e pareciam bem avaliados foram reprovados nas urnas pois não conseguiram fazer  Armando Majoritário.

O que se comenta nos bastidores e que um pouco mais de votos em Jaboatao e Petrolina teria levado a eleição para segundo turno. Ruim para Armando e luz vermelha para real avaliação popular de Andreson e Miguel. Raquel continua de parabéns nas suas costuras políticas.



Contexto: Lula e Dilma também faltaram a debates durante campanha eleitoral
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Adriano Roberto

Contexto: Lula e Dilma também faltaram a debates durante campanha eleitoral

A eventual estratégia do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro , de não participar de debates e evitar o confronto com seus adversários já foi usada em outras eleições por candidatos a presidente, a governador e a prefeito de capitais. Seja para fugir da exposição ou por falta de espaço na agenda, não foram poucas as vezes que cadeiras ficaram vazias nos debates de emissoras de TV e jornais

Em 2006, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputava a reeleição, deixou de participar, no primeiro turno, do debate promovido pela TV Globo. Ao lado da cadeira vazia de Lula, os então candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, do PSOL, Heloísa Helena, e do PDT, Cristovam Buarque, encontraram a porta aberta para duras críticas ao petista. Lula foi chamado pelos adversários de “corrupto”, “traidor” e “covarde”.

Três horas antes do início do debate, Lula justificou sua ausência em carta enviada à emissora. Para o então presidente e líderes petistas, não participar do debate seria menos arriscado do que virar alvo de todos os adversários. “Não posso render-me à ação premeditada e articulada de alguns adversários que pretendiam transformar o debate desta noite em uma arena de grosserias e agressões, em um jogo de cartas marcadas”, alegou Lula, na carta.

A ex-presidente Dilma Rousseff também faltou a debates. Em 2010, quando disputou a primeira vez o Palácio do Planalto pelo PT, Dilma faltou ao embate promovido no primeiro turno pela TV Gazeta em parceria com o jornal “O Estado de S.Paulo”. Os então candidatos do PSDB, José Serra, do PV, Marina Silva, e do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, também fizeram a petista de principal alvo de críticas.

Dilma foi chamada de “blefe”, candidata “inventada” e “invenção marqueteira”. Para justificar sua ausência, a então candidata alegou outros compromissos de campanha já acertados. Além do debate da TV Gazeta, Dilma também deixou de participar de embates promovidos pelas TV Canção Nova e Rede Aparecida de TV — em parceria — e pelos portais IG, MSN, Terra e Yahoo!

Quatro anos depois, a petista voltou a lançar mão da cadeira vazia. Em busca da reeleição, Dilma desistiu de participar no primeiro turno do embate presidencial promovido pela TV Cultura e o “Estado de S.Paulo”. A então candidata pelo PSB, Marina Silva, também anunciou que não compareceria. O debate acabou sendo cancelado.



Presidentes Levy e Ednazio dizem que PRTB não está preocupado com cláusulas de barreiras
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Adriano Roberto

Presidentes Levy e Ednazio dizem que PRTB não está preocupado com cláusulas de barreiras

Tanto o presidente nacional do PRTB, quanto o presidente da executiva estadual de Pernambuco disseram não estar preocupados com a questão da cláusula de barreiras para o partido. Na visão de ambos já é notória a vontade popular de ter, Bolsonaro, na presidencia da república e consequentemente o vice, Mourão, que pertence ao partido.

Com isso, a procura de deputados das outras legendas pelo PRTB vai levar os renovadores trabalhistas a preencher o número que ultrapasse limite estabelecido para a barreira dos partidos. "Temos em mãos um partido do futuro Brasil e não estamos preocupados com essa cláusula que será devidamente completada após as eleições. O Brasil só está esperando o nosso novo presidente ser eleito para trilhar o rumo da retomada do crescimento econômico, social e também político e o PRTB é protagonista neste novo futuro do nosso povo". Relatou Ednázio José da Silva.

Já o presidente nacional ressalta que não há a menor possibilidade de acabar com um partido que existe há décadas e quem quiser procurar o PRTB terá a demanda analisada e a resposta conferida da possibilidade ou não de entrar no partido. "Já passamos por outras cláusulas no passado e sobrevivemos, por sermos um partido ideológico, com mais de 50 anos de existência. Já fomos MTR, PTR e agora somos PRTB". diz José Levy Fidelix da Cruz - Fundador e Presidente Nacional da legenda.



DER-PE faz conservação viária na PE-265 no Sertão do Moxotó
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Adriano Roberto

DER-PE faz conservação viária na PE-265 no Sertão do Moxotó

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Transportes, está realizando os trabalhos de conservação da PE-265, importante rodovia sertaneja do Moxotó. As intervenções contemplam 52,8 quilômetros do trecho que vai de Cruzeiro do Nordeste a Pernambuquinho, na divisa com o estado da Paraíba, no município de Sertânia, beneficiando diretamente mais de 35 mil habitantes. 

As ações, que constavam no cronograma de serviços do DER, incluem os remendos superficiais e a operação tapa-buracos, com previsão de serem concluídos no final deste mês de outubro. A iniciativa tem a finalidade de melhorar as condições de trafegabilidade nesta via, reforçando a segurança para motoristas e usuários, além de facilitar o escoamento da produção agropecuária daquela região sertaneja. 

“A conservação da PE-265 é uma das nossas prioridades, atendendo demanda da população sertaneja que depende desta importante via para acessar demais regiões, e para a logística das empresas de transportes de passageiros e de cargas. A implantação e pavimentação de 7,5 km do Contorno de Sertânia, trecho integrante da rodovia, entregue no ano de 2017, contou com investimento de R$ 16,3 milhões do atual Governo de Pernambuco, uma valiosa ação de infraestrutura que está contribuindo imensamente para o desenvolvimento e crescimento da economia dos municípios sertanejos”, destacou o diretor-Presidente do DER, Silvano Carvalho.



Em fase experimental, aplicativo do Grande Recife começa a funcionar
Autor
Adriano Roberto

Em fase experimental, aplicativo do Grande Recife começa a funcionar

Da FolhaPE - Entre os usuários de transporte público, a sensação era de desinformação sobre o Sistema Inteligente de Monitoramento da Operação (Simop), que começou a operar nessa segunda-feira (8) na Região Metropolitana do Recife em fase de teste e em apenas um terço da frota. 

“Eu não estava sabendo. Uso BRT todos os dias e gostaria demais de usar esse serviço porque ajuda a vida da gente”, disse o mecânico montador Jeremias Silva, 42 anos, que utiliza a estação da Dantas Barretos para acessar o BRT. “Qualquer facilidade para quem passa o dia trabalhando e precisa de transporte público para se locomover é bem vinda.”

A novidade chega depois de quatro anos de espera. Trata-se de uma ferramenta que, além de servir para que o Governo do Estado acompanhe se as empresas cumprem os acordos firmados através de licitações, fornece aos usuários dados sobre as linhas de ônibus - como horário de chegada e saída e itinerários. 

Tudo exibido, por enquanto, apenas no aplicativo do Grande Recife disponível para download Android e IOS. As empresas irão instalar ou revisar os equipamentos instalados nos 2,7 mil veículos que compõem a frota do Grande Recife para que o projeto funcione de forma definitiva, beneficiando 1,8 milhão de usuários diariamente. 

Em algumas estações de BRTs só era possível ver as caixas que vão dar suporte aos televisores. Em outras, sequer a estrutura existia. “Esperamos que até o final do ano o sistema esteja operando em toda a nossa frota”, pontuou o secretário das Cidades, Francisco Papaléo.

Por meio de nota, o Grande Recife informou que já foram realizados mil downloads do aplicativo de transportes. Isso dá uma média de um acesso por download - mil acessos. Sobre os equipamentos, 100% da frota de ônibus do Recife e Região Metropolitana já conta com o computador de bordo para o acompanhamento da operação do sistema. O aplicativo de transportes Grande Recife está disponível para a população em caráter experimental. Com ele, o usuário poderá conferir as opções de ônibus para chegar ao destino, o valor das tarifas, o horário das linhas, entre outras funcionalidades. 

Nesta primeira fase, estão sendo contempladas as linhas Norte/Sul e Leste/Oeste do BRT e as administradas pela empresa Globo, a única que aderiu de forma voluntária ao Simop e fez parte do projeto piloto em 2015. O projeto começa a sair do papel depois da primeira rodada de negociações mediada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no dia 24 de setembro, onde sociedade civil, Grande Recife Consórcio de Transportes e a Urbana, sindicato que representa as Empresas de Transportes de Passageiros em Pernambuco, determinaram a data para o início da fase experimental. 

O Simop é um sistema criado com o objetivo de planejar, monitorar, otimizar, regular e fiscalizar as 25 mil viagens que são realizadas por dia no RMR. “Eu ouvi falar desses painéis anos atrás, vi alguns na integração, mas passava propaganda. Eu nem lembrava mais. A gente fica na esperança de que saia, já que é o nosso dinheiro investido aí. E seria muito bom contar com esse serviço. Hoje eu uso um aplicativo semelhante”, contou a estudante universitária Meyre Cavalcanti, de 28 anos. 

A licitação internacional é de 2014, quando a empresa espanhola Etra ganhou o contrato de R$ 40,2 milhões, ficando responsável pela instalação de um de um projeto inovador que serviria como exemplo para o resto do Brasil. A multinacional está à frente de sistemas de informação como o do Transmilênio, corredor de BRT colombiano considerado um caso de sucesso no mundo. 

O prazo máximo para a finalização do projeto seria em janeiro de 2019, mas o cronograma inicial previa o final da implantação para o final de 2015. Contudo o não cumprimento se deu principalmente, pelo atraso no início do projeto piloto, problemas com as empresas operadoras de rede de comunicações (2G e 3G), automação de processos internos, entre outros, segundo o Grande Recife por meio de nota.

O MPPE instaurou no dia 1º de agosto um inquérito civil para apurar o atraso na instalação do sistema e apurou que o atraso se deu devido à crise financeira enfrentada pelo Estado. Um aporte de R$ 2 milhões vindos da União em agosto irá garantir a continuidade do projeto até o final do ano. Do início do projeto, em 2015, até o fim do ano passado, já foram investidos R$ 23 milhões. 

Se o Governo não conseguir arcar com os pagamentos até o fim do prazo previsto na licitação, todo esse dinheiro é perdido, já que o sistema instalado e equipamentos utilizados pertencem à empresa espanhola, que repassa tudo para o Governo do Estado caso o contrato seja quitado.



Saiba quais partidos vão apoiar Bolsonaro e Haddad no 2ª turno
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Adriano Roberto

Saiba quais partidos vão apoiar Bolsonaro e Haddad no 2ª turno

De olho nos estados, a maioria dos partidos que foram derrotados no primeiro turno da eleição presidencial decidiu se manter neutro quanto à disputa do segundo turno. Seis legendas liberaram os militantes para apoiar qualquer uma das duas opções: Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT). Representantes de três siglas decidiram ficar do lado de Haddad, enquanto até agora apenas um declarou apoio unânime a Bolsonaro.

Até o momento, PP, Patriota, DC, PRB e PSDB anunciaram-se neutros na disputa presidencial do dia 28 de outubro. Apesar de declarar posição de "neutralidade" com relação aos dois candidatos, o partido Novo informou nesta terça-feira (9) que os integrantes da sigla são "absolutamente contrários ao PT". Após reunião ocorrida em Brasília, o PSB manifestou apoio à candidatura petista, enquanto os presidenciáveis do PSOL e do PPL anteciparam que as legendas também se somarão ao petista. 

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, anunciou apoio ao candidato do PSL, também depois de reunir a executiva nacional do partido. 

O ponto que tem sido central para a definição dos correligionários são as diferenças regionais. Siglas que ainda têm chance de emplacar governadores no segundo turno optaram por não declarar apoio no pleito presidencial sob o risco de ampliarem suas divisões internas.

É o caso do PSDB, presidido por Geraldo Alckmin, quarto colocado no primeiro turno. O encontro da legenda ocorreu em clima tenso e ainda sob efeito do desempenho dos tucanos nas urnas, menor do que em anos anteriores. Apesar de quadros como o ex-prefeito de São Paulo João Doria defender abertamente o apoio a Bolsonaro, há nomes que preferem se manter isentos por discordarem das visões do candidato. O partido ainda enfrentará seis disputas estaduais e, segundo Alckmin, "o protagonismo agora tem que ser dos candidatos".

Sigla da candidata ao cargo de vice na chapa do tucano, senadora Ana Amélia, o PP também não escolheu nenhum dos lados (LINK). Antes da reunião da executiva nacional do PPS, o presidente da sigla, Roberto Freire, antecipou que o partido ficará neutro na disputa. Essa é a mesma posição das legendas dos presidenciáveis Cabo Daciolo (Patriota) e José Maria Eymael (DC).

Após uma reunião encerrada no fim da noite de hoje, o Podemos não chegou a uma conclusão sobre o assunto. No entanto, o candidato à Presidência Álvaro Dias, com 860 mil votos (0,8% dos votos válidos), já se posicionou. "Não imaginem a hipótese de eu apoiar o PT no segundo turno desta eleição. Essa hipótese não existe, é surreal porque eu valorizo a coerência, a verdade, a coragem", disse, fazendo críticas às gestões petistas que, segundo ele, assaltaram o Brasil.

Informalmente, outras lideranças políticos já sinalizaram como atuarão nesta reta final. O comando do PDT, de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar, indicou que deve assumir um “apoio crítico” à candidatura de Haddad. No domingo, o ex-governador do Ceará já havia feito críticas a Bolsonaro.

João Goulart Filho, do PPL, foi outro que se antecipou ao anúncio formal da legenda e disse que apoiará Fernando Haddad para evitar o "risco de uma nova ditadura". Essa é a mesma opinião dos correligionários de Guilherme Boulos, do PSOL, que declararam "apoio incondicional" ao petista.



Fé: no segundo turno Haddad vai pedir apoio a evangélicos
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Adriano Roberto

Fé: no segundo turno Haddad vai pedir apoio a evangélicos

A campanha de Fernando Haddad (PT) decidiu pedir apoio aos evangélicos para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas do segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com a coluna “Painel”, da Folha, o ex-prefeito de São Paulo tem um encontro marcado com evangélicos na próxima semana. Além disso, o Partido dos Trabalhadores vai mapear as igrejas que já declararam apoio ao capitão reformado e espera conseguir apoio deste grupo, uma vez que a sigla tem informações que o endosso não é homogêneo.

Nesta conversa, Haddad vai usar sua própria vida como exemplo para sustentar o título de família tradicional. O petista alegará que, diferentemente de Bolsonaro, ele tem um casamento de 30 anos.

Por fim, a coordenação da campanha de Haddad também negocia um encontro dele com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que já pediu aos fiéis que votem pela “defesa da democracia”.



Bolsonaro busca nomes para compor equipe econômica
Autor
Adriano Roberto

Bolsonaro busca nomes para compor equipe econômica

O programa de governo de Jair Bolsonaro (PSL) está mobilizando cerca de 80 especialistas, a maior parte ligada à UnB (Universidade de Brasília) e ao Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), deslocando a formulação da pauta econômica de tradicionais escolas do eixo Rio-São Paulo para a capital.

É um estilo bastante diferente dos governos passados do PSDB e do PT, que ficaram associados a técnicos oriundos da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), como os formuladores do Plano Real, e da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), ligados à Nova Matriz Econômica, de Dilma Rousseff.

Os especialistas de Bolsonaro se dividem em 27 grupos, que discutem temas variados, como segurança jurídica, reforma tributária e políticas de apoio à família. Cada um deles é composto por cerca de cinco integrantes, alguns de mais de um desses times.

O deslocamento para a capital se deve à atuação de servidores do governo Michel Temer que aceitaram colaborar com Bolsonaro na elaboração de um plano e formaram os primeiros grupos temáticos.

O recrutamento foi feito pelo economista Adolfo Sachsida, diretor-adjunto de estudos e políticas regionais, urbanas e ambientais do Ipea.

Militante de movimentos conservadores, Sachsida se aproximou de Bolsonaro em meados de 2017, quando o deputado ainda fazia parte do Patriota (ex-PEN).

Os dois se conheceram no Foro de Brasília, que questionava na Justiça políticas adotadas no governo do PT, como empréstimos feitos pelo BNDES para viabilizar obras no exterior.

Naquele momento, o capitão reformado – que já almejava disputar a Presidência da República – buscava um economista para organizar um grupo de assessoramento na área econômica.

A pedido de Bolsonaro, Sachsida passou a buscar colaboradores, muitos deles entre seus colegas do Ipea, como Alexandre Iwata, e da UnB.

Quando Bolsonaro migrou para o PSL, no início deste ano, o economista Paulo Guedes entrou em cena. Sachsida então passou a coordenar os grupos de trabalho sob o comando de Guedes.

Os grupos ganharam mais adeptos à medida que Bolsonaro avançava nas pesquisas eleitorais. Sachsida passou também a ser a ponte entre os grupos de colaboradores da área econômica e os militares, que contribuíam de maneira isolada e que foram aglutinados nessas equipes poucas semanas antes da eleição.

Cada grupo tem um coordenador, responsável por enviar propostas e subsidiar os discursos do candidato.

De uma dessas equipes, liderada pelo economista Marcos Cintra, saiu a ideia do imposto único, que pretende reunir todos os impostos federais em uma tributação nos mesmos moldes da CPMF.

Cintra, que preside a Finep, agência de financiamento à inovação, lidera o time que estuda propostas para a reforma tributária e também na área de ciência e tecnologia.

Na área de macroeconomia, estão Mario Jorge Mendonça (Ipea) e Roberto Ellery (UnB). Marcio Bruno Ribeiro (Ipea) desenvolve modelos para verificar a efetividade das políticas que serão implementadas.

Sergei Soares (Ipea) se concentrou nas propostas para a área social, revisando os gastos com programas assistenciais do atual governo.

Na infraestrutura, Paulo Coutinho, diretor do centro de Estudos em Regulação de Mercados, da UnB, coordena os diversos grupos ligados a telecomunicações, transportes e outros setores regulados.

O grupo de estímulo à concorrência, por exemplo, conta com a coordenação do atual diretor de estudos econômicos do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Guilherme Resende.

Ligado ao candidato ao governo de São Paulo João Doria, Paulo Uebel, ex-secretário de Gestão da Prefeitura de São Paulo, cuida de propostas para o desenvolvimento regional e desburocratização da máquina pública.

Existem colaboradores que atuam em outros órgãos da administração federal. No Congresso, por exemplo, os consultores Cesar Mattos e Igor Freitas enviaram propostas para a área de transporte e telecomunicações, respectivamente. Mattos foi conselheiro do Cade, e Freitas integrou o conselho diretor da Anatel.

Um dos maiores grupos é voltado a políticas para o agronegócio, liderado pelo economista José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho (Ipea).

Nas relações exteriores, as colaborações estão sendo pilotadas por Marcos Troyjo, do BRICLab, da universidade americana de Columbia.

Há também colaboradores de PUC-Rio, USP, Unifesp e FGV. Com informações da Folhapress



PT quer punição a pastores que fazem discurso pró-Bolsonaro em igrejas
Autor
Adriano Roberto

PT quer punição a pastores que fazem discurso pró-Bolsonaro em igrejas

A informação veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta terça-feira (9) é que a cúpula do Partido dos Trabalhadores pretende pedir “maior rigor” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação aos pastores que estariam usando suas igrejas para pedir votos para Jair Bolsonaro (PSL).

Um dos argumentos usados é uma matéria veiculada pelo jornal Mensageiro da Paz, da Assembleia de Deus, maior denominação do Brasil. O material trazia uma tabela comparando o que pensa cada presidenciável sobre “questões de interesse dos cristãos”.

Jair Bolsonaro é o único que aparece contra o aborto, o “casamento gay”, a liberação das drogas e a ideologia de gênero. Veiculada no início de setembro, o nome de Fernando Haddad não aparece pois ele ainda não era oficialmente candidato.

Para o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marcelo Ribeiro esse tema ainda é novo no direito eleitoral. Ele diz que o TSE deve punir o que considera “abuso do poder religioso”.

Ao longo da campanha do primeiro turno, um número crescente de líderes cristãos se posicionou abertamente em favor de Bolsonaro.

Cientes da inclinação comunista das propostas do PT e as promessas de “avanço” em causas progressistas que são frontalmente contra os valores cristãos, muitos decidiram abraçar a campanha do capitão em vídeos na internet.

Alguns dos nomes mais conhecidos são Cláudio Duarte, Silas Malafaia (AD Vitória em Cristo), Samuel Câmara (Convenção da Assembleia de Deus no Brasil), bispo Edir Macedo (Universal), José Wellington (CGADB), R.R. Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus), apóstolo Rina (Bola de Neve), Estevam Hernandes (Renascer em Cristo) e Robson Rodovalho (Confederação de pastores do Brasil).