Blog do Adriano Roberto


Fui usada para lavagem de dinheiro do PSL, revela integrante do partido
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Adriano Roberto

Fui usada para lavagem de dinheiro do PSL, revela integrante do partido

Integrante do PSL de Minas Gerais, Zuleide Oliveira, de 41 anos, detalhou como foi feita a proposta para ela ser uma candidata laranja pelo partido, a convite do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, conforme matéria da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (7).

"Eu não entendia de nada, eles que fizeram tudo [para registrar a candidatura], eu não tirei uma certidão minha, eles tiraram por lá, eu só enviei meu documento e eles fizeram tudo. Acredito, sim, que fui mais uma candidata-laranja, porque assinei toda a documentação que era necessária e não tive conhecimento de nada que eu estava fazendo (...) Fui usada, a minha candidatura foi usada para fazer parte de uma lavagem de dinheiro do partido", afirmou Zuleide.

Segundo ela, o encontro com o ministro de Jair Bolsonaro ocorreu no escritório parlamentar dele, em Belo Horizonte, no dia 11 de setembro. Zuleide conta que estava acompanhada do marido e de um amigo.

Na ocasião, segundo afirma, foi instada por Álvaro Antônio a assinar requerimento de solicitação da verba, endereçado ao então presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno. "Ele [ministro] disse pra mim assim: 'Então a gente vai fazer o seguinte: você assina a documentação, que essa documentação é pra vir o fundo partidário pra você. (...) Para o repasse ser feito, você tem que assinar essa documentação. E eu repasso a você R$ 60 mil, e você tem que repassar pra gente R$ 45 mil. Você vai ficar com R$ 15 mil para sua campanha. E o material é tudo por nossa conta, é R$ 80 mil em materiais'", afirma Zuleide.

Álvaro Antônio foi procurado pela reportagem para resposta, mas disse não se lembrar do episódio.

Ainda conforme a Folha, Zuleide acabou tendo o pedido de registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral devido a uma condenação em 2016, transitada em julgado, por uma briga com outra mulher. Apesar disso, diante da denconfiança de que poderia estar sendo usada, chegou a fazer uma denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em 19 de setembro, mas obteve apenas uma resposta protocolar da Justiça Eleitoral.



Concursos devem ficar congelados até a reforma da Previdência
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Adriano Roberto

Concursos devem ficar congelados até a reforma da Previdência

Da Veja - Novos concursos públicos federais não devem ser abertos até a aprovação da reforma da Previdência, segundo o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart. Os reajustes salariais para servidores também só devem voltar a ser discutidos após a tramitação das novas regras da aposentadoria.

Em entrevista a VEJA, ele afirmou que o governo está apenas autorizando a nomeação dos aprovados em concursos já realizados. “No primeiro momento, não [vai ter concurso em 2019]. Apenas em um caso muito excepcional. A princípio, o que estamos tratando como situação atual é que não vai, de fato, ocorrer concurso público.”

Segundo Lenhart, a situação orçamentária do país não permite a abertura de novos editais. A ideia é esperar o desenrolar da reforma da Previdência para só então discutir uma nova posição do governo sobre o assunto.

No entanto, especialistas em concursos públicos ouvidos por VEJA no começo do ano afirmaram que órgãos como o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e a Receita Federal estão com déficits de servidores.

Com esse impasse entre necessidade de contratações e problemas orçamentários impedindo a abertura de editais, o governo aposta na movimentação de pessoal entre diferentes órgãos.

Medidas como essa foram facilitadas pela portaria 193, publicada em junho de 2018. Segundo o texto, a movimentação pode ocorrer “em caso de necessidade ou interesse público ou por motivos de ordem técnica ou operacional”. A transferência também é irrecusável e não depende de aprovação prévia do órgão ao qual o servidor está vinculado.

Segundo o secretário, essa não é a única frente de atuação do governo. “Estamos estimulando os órgãos a adotarem algumas ferramentas e mecanismos para ganho de eficiência, como processos eletrônicos, serviços em formato digital, reestruturação das unidades administrativas”, exemplifica ele.

Órgãos de segurança pública, pauta de grande importância para o atual governo, também possuem necessidade de pessoal, segundo especialistas. Nesses casos, a transferência entre órgãos é mais complexa, porque algumas funções necessitam de habilidades específicas, principalmente aquelas com atuação de campo.

A solução, segundo ele, é verificar se existe pessoal com capacidade de atuação em campo exercendo cargos administrativos. “É evidente que para policial fica mais difícil [a transferência].”

“É uma atividade para ser feita com cada um dos órgãos, na conversa e diálogo, para identificar como podemos suprir, se não na integralidade, em parte as demandas, sem a necessidade de realizar concursos públicos”, afirma Lenhart.

Reajuste salarial
Além dos concursos, a tendência é que os reajustes salariais de servidores também só sejam discutidos após a tramitação da reforma da Previdência. “Hoje, a realidade atual não nos permite pensar em qualquer tipo de reajuste”, afirma Lenhart.

Segundo o secretário, a situação em 2020, 2021 e 2022 vai depender se e em quais termos a PEC for aprovada no Congresso.

O último reajuste para os servidores ocorreu em 2015, com o pagamento sendo dividido em duas ou quatro parcelas, de 2016 a 2019, com valores fixos. As negociações ao longo dos anos foram complicadas, sendo que em 2017 e em 2018 o governo tentou adiar o pagamento para os anos seguintes.

“Em termos conceituais não sou contra os quatro anos [de pagamento]. Depende muito de como você constrói a negociação.” Para ele, a definição se futuros ajustes seriam atrelados ou não à inflação depende da situação econômica do país.

“Percentual fixo pode ser bom ou ruim, tanto para um lado como para o outro, dependendo de quanto a inflação prosseguir nos anos seguintes”, afirma.

Para além das contas, o problema para o governo também é de custo político. A classe dos servidores é uma das mais afetadas pela proposta de reforma da Previdência e pela crise nos estados.

Uma das principais novidades da reforma é alteração nas alíquotas de contribuição dos servidores privados e públicos, que serão unificadas. Elas partem de 7,5% para quem ganha o salário mínimo (hoje em 998 reais). Os servidores com benefícios acima do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (atualmente em R$ 5.839,45) terão alíquotas de contribuição mais altas, chegando a 22%.

Além disso, diversos estados já passam por problemas financeiros principalmente com a folha de pagamentos. A situação fiscal no Mato Grosso, por exemplo, fez com que o governo parcelasse os pagamento de dezembro e janeiro. Em Goiás, ocorreram atrasos de mais de um mês. Além deles, outras cinco unidades federativas também estão em situação de calamidade financeira: Roraima, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Somando-se essas questões ao não reajuste salarial, as conversas com os servidores tendem a ser delicadas. “É evidente que temos de conversar com o servidor à respeito isso. E vamos fazer. Entendemos que boa parte dos servidores também já compreendeu a gravidade da situação e a necessidade de se fazer ajustes. Vamos, com certeza, estabelecer canais de diálogo e comunicação para que os servidores entendam o que está sendo feito, o motivo disso, em que termos e qual sua importância”, completa Lenhart.



Luciano Hang, Joesley e Wesley Batista são novos bilionários brasileiros; veja os 20 mais ricos
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Adriano Roberto

Luciano Hang, Joesley e Wesley Batista são novos bilionários brasileiros; veja os 20 mais ricos

O Brasil ganhou 18 novos bilionários, depois de melhora na economia e da abertura de capital de algumas companhias. Segundo o ranking anual da Forbes, o país tem 58 bilionários,  cuja fortuna somou 179,7 bilhões de dólares. No ano passado, eram 42 pessoas com mais de 1 bilhão de dólares no bolso.

Um exemplo é Luiza Helena Trajano, acionista majoritária da varejista Magazine Luiza. A empresa investe em inovação, aposta no comércio eletrônico e quer criar um superaplicativo aos moldes da chinesa WeChat.

Outro entrante na lista é Luciano Hang, empresário da loja de departamentos Havan e com fortuna de 2,2 bilhões de dólares. Ele ganhou as manchetes no ano passado, por ser um dos poucos homens de negócio do país a apoiar publicamente o então deputado e candidato Jair Bolsonaro. O empresário gerou polêmicas por fazer campanha política entre seus funcionários.

Samuel Barata também chegou esse ano ao ranking. Com 1,2 bilhão de dólares, é acionista majoritário da Drogarias DPSP, segunda maior rede de farmácias do Brasil. O segmento de farmácias é um dos poucos que continuou a crescer durante a recessão econômica.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, estrearam na lista da Forbes esse ano. Cada um possui 1,3 bilhão de dólares. As ações da fabricante de alimentos se valorizaram quase 40% no ano passado, por conta do aumento da demanda por carne bovina na China e nos Estados Unidos.

O posto de maior bilionário do país também mudou. Ocupada desde 2013 por Jorge Paulo Lemann, com uma fortuna de 22,4 bilhões de dólares, a posição de liderança passou para Joseph Safra, maior banqueiro do mundo e proprietário do banco que leva seu nome, com uma fortuna de 25,2 bilhões de dólares.

Ao todo, a Forbes mapeou 2.153 bilionários, 55 menos do que a lista anterior. Deles, 994 (46%) têm menos dinheiro do que o registrado no ano passado, um recorde. Juntos, eles têm um patrimônio de 8,7 trilhões de dólares. Jeff Bezos, CEO da Amazon, lidera novamente a lista dos mais ricos da Forbes. Veja a lista dos 20 mais ranqueados abaixo:



Após Carnaval, CPIs iniciam apuração sobre tragédia de Brumadinho
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Adriano Roberto

Após Carnaval, CPIs iniciam apuração sobre tragédia de Brumadinho

Um mês e meio depois da tragédia do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que causou mais de 300 vítimas entre mortos e desaparecidos, o Senado e a Câmara pretendem começar os trabalhos de apuração sobre o acidente. Os senadores devem instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no dia 12.

Com 11 titulares e sete suplentes, a CPIe vai funcionar por 180 dias. Na mesma semana em que a comissão deve ser instalada, haverá no plenário do Senado uma sessão temática para discutir a tragédia. O requerimento já aprovado prevê a participação de autoridades, especialistas, ambientalistas, além de representante da mineradora Vale.

Negociações

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), vai aguardar até a véspera para a indicação de nomes que vão compor a comissão. “Eu vou aguardar até dia 11 para que os partidos façam suas indicações. A CPI do Senado está pronta. Já se passou um mês, e a gente vai ficar num impasse? Nós vamos cumprir nosso papel, o Senado vai instalar sua CPI a partir do dia 12”, afirmou.

O senador Carlos Viana (PSD-MG), que se lançou relator da comissão, diz que o objetivo é investigar como era a relação da Vale com as autoridades e as responsabilidades dos governos estadual e federal.

“Se não cuidarmos agora, vai acontecer em outras cidades e na próxima vez podem ser milhares”, alertou Viana.“Nós não queremos o fim da mineração, mas não podemos deixar que o setor se autorregule e que, depois de uma tragédia, venha pedir desculpas.”

Na Câmara, na expectativa da criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (formada por deputados e senadores), a comissão exclusiva de deputados, requerida pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), está menos avançada do que no Senado. É necessário ler o requerimento em plenário pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os líderes indicarem seus membros.

Assim como no Senado, os deputados avaliam propor mudanças na política de segurança de barragens para aprimorar as regras gerais obrigatórias para construção e desativação de barragens de rejeitos de mineração.



Bancos reabrem nesta quarta-feira a partir das 12h
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Adriano Roberto

Bancos reabrem nesta quarta-feira a partir das 12h

Os bancos abrirão a partir do meio-dia nesta quarta-feira de cinzas (6), com exceção do estado do Rio de Janeiro, no qual, em função da Lei 8217 que estabelece feriado estadual, não há expediente em 6 de março. As instituições ficaram fechadas na segunda (4) e na terça (5) de carnaval.

As contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês com vencimento em 4 ou 5 de março poderão ser pagas, sem acréscimo, nesta quarta-feira. 

De acordo com a Febraban, os tributos normalmente já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento.



Gonzaga Patriota permanece em observação, com quadro de saúde estável
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Adriano Roberto

Gonzaga Patriota permanece em observação, com quadro de saúde estável

O deputado federal Gonzaga Patriota, (PSB-PE), há 15  dias internado sob observação médica, retornou na última sexta-feira à UTI  semi-intensiva do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em razão de um hematoma na região abdominal. Ele ainda se recupera de uma trombose no intestino e complicações no pulmão e fígado, ocasionadas por um quadro viral de chikungunya.

O quadro do parlamentar é estável e ele está recebendo todo o acompanhamento necessário.

"Agradeço, primeiramente a Deus, por sempre me proteger e estar ao meu lado; bem como aos meus familiares, principalmente aos meus filhos e minha esposa. Também sou imensamente grato aos profissionais que se dedicam com zelo e afinco pelo meu restabelecimento e pelas inúmeras manifestações de carinho dos amigos e eleitores. Obrigado pelas orações de todos vocês", disse Patriota.



Vem aí novidades pernambucanas na cúpula de Bolsonaro
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Adriano Roberto

Vem aí novidades pernambucanas na cúpula de Bolsonaro

Os amigos Presidente Jair Bolsonaro e o pernambucano secretário especial do Ecoturismo e Cidadania Ambiental, Gilson Machado, em breve, com grandes novidades para o segmento trazendo emprego, renda e investimentos. Aguardem.



Áudios sugerem interesse do PCC em ataque a Bolsonaro
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Adriano Roberto

Áudios sugerem interesse do PCC em ataque a Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) apresentou ao presidente Jair Bolsonaro áudios que mostram o possível interesse do Primeiro Comando da Capital (PCC) no atentado de que foi vítima, em setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral. As conversas foram captadas pelo setor de inteligência e sustentam uma das linhas de investigação de inquérito que apura se Adélio Bispo, autor da facada, agiu a mando de alguém.

Bolsonaro relatou nesta quinta-feira, 28, durante café da manhã com alguns jornalistas no Palácio do Planalto, ter ouvido os áudios. Na ocasião, o presidente não mencionou ter recebido o material da Polícia Federal. O jornal O Estado de S. Paulo não foi convidado para o encontro.

O Estado apurou que o presidente teve acesso ao material da PF em encontro no Planalto na segunda-feira. Estavam presentes na reunião o delegado federal responsável pelo caso, Rodrigo Morais, o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o superintendente da PF em Minas Gerais, o delegado Cairo Costa Duarte.

Antes da reunião, Moro disse à imprensa que o presidente seria informado do andamento do inquérito, ainda sem conclusão. "O presidente é a vítima, então, é interessado. Então, será apresentado a ele o resultado da investigação até o momento", disse o ministro da Justiça e Segurança Pública na ocasião.

Atualmente, o inquérito sobre o atentado está na fase final e a principal linha de investigação tenta esclarecer se o PCC teve participação no ataque. Um dos focos é saber se a facção criminosa financiou a defesa de Adélio no caso.

Filtro

Na conversa com jornalistas, Bolsonaro também fez comentários sobre as polêmicas envolvendo declarações de seus filhos nas redes sociais. O presidente afirmou que "os filhos não mandam no governo", quando perguntado sobre o comportamento do vereador Carlos Bolsonaro, pivô de uma crise que culminou com a queda de Gustavo Bebianno da equipe de ministros. "Nenhum filho manda no governo, isso não existe", disse o presidente, segundo o UOL. A declaração foi confirmada ao Estado pela Secretaria de Comunicação da Presidência.

Assim que o comentário do presidente foi divulgado, Carlos reagiu pelo Twitter. "Como vocês são baixos! Nenhum dos filhos mandam no governo mesmo e qualquer um que conversa com o presidente deve e tem de ser filtrado", escreveu.

Bolsonaro comentou, ainda, sobre os desentendimentos que culminaram com a demissão de Bebianno. Ele lamentou o vazamento de conversas pelo WhatsApp entre os dois que culminaram com a demissão do ministro e ex-presidente do PSL, partido do presidente. Os áudios foram vazados pelo agora ex-ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



DETRAN-PE faz blitz educativa no carnaval de Olinda
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Adriano Roberto

DETRAN-PE faz blitz educativa no carnaval de Olinda

O Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, estará hoje (01), de 9h às 11h, realizando blitz educativa na Praça do Carmo, em Olinda. A ação, que faz parte da programação de carnaval do DETRAN-PE, que esse ano tem o slogan “Bebida e Direção de jeito nenhuma”, é uma parceria do Órgão com a Prefeitura de Olinda, e tem como objetivo alertar sobre os perigos da imprudência no trânsito e o alto índice de mortos e feridos em épocas de festas.  

Este ano, técnicos da educação para o trânsito e agentes de trânsito das Operações Rota de Fuga e Trânsito Seguro – ORF e OTS, estarão nas ruas do Recife, Região Metropolitana e nas cidades de Vitória, Bezerros, Pesqueira, Porto de Galinhas, Janga, Maria Farinha, Ilha de Itamaracá, Nazaré da Mata, além das vias pedagiadas, quando serão distribuídos abanadores e bafômetros descartáveis, explicando para os condutores sobre o risco que é a mistura fatal de álcool e direção, excesso de velocidade, uso do cinto de segurança e o uso do celular quando dirige.

Durante o período carnavalesco, o DETRAN-PE irá disponibilizará 180 agentes de trânsito que estarão de plantão durante todas as festividades, 38 viaturas, 20 reboques, 38 motocicletas e 4 PK’s (doblòs móveis para fiscalização eletrônica), além de 100 talonários eletrônicos de auto de infração. Uma equipe de servidores ficará de plantão na sede da autarquia do sábado de Zé Pereira até a quarta-feira de cinzas, das 11h às 15h, para efetuarem a entrega de carteiras nacional de habilitação – CNH’s, recolhidas pela fiscalização, além de implantação de notificações. Os usuários serão atendidos na sala da Diretoria de Trânsito, e o acesso deverá ser feito pelo portão principal, na estrada do barbalho.

SERVIÇO - Blitz Educativa

Local: Praça do Carmo, Av. Liberdade - Carmo, Olinda

Data: 01/03/2019

Horário: 9h às 11h



Ricardo Salles exonera 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama
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Adriano Roberto

Ricardo Salles exonera 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonerou 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis). As mudanças foram publicadas no Diário Oficial desta quinta (28). Os substitutos, no entanto, não foram anunciados.

Somente os superintendentes de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Pará foram mantidos nos cargos. Em 30 anos nunca houve uma exoneração coletiva tão grande como essa.

As superintendência são responsáveis por comandar o Ibama nos estados. A instância executa principalmente as operações de fiscalização e também atua em emergências ambientais, na prevenção e no controle de incêndios florestais.

Nesta semana, a Folha de S.Paulo revelou o conteúdo de uma minuta de decreto elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente que cria um "núcleo de conciliação" com poderes para analisar, mudar o valor e até anular cada multa aplicada pelo Ibama por crimes ambientais no território nacional.

A Folha também mostrou que a minuta teve aval da autarquia ambiental sem ter recebido pareceres técnico e jurídico. O procedimento, embora não seja ilegal, é considerado incomum, sobretudo no caso de uma proposta que altera políticas centrais do órgão.

A atuação fiscalizatória do Ibama tem estado sob ataque do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que já declarou em diversas oportunidades a intenção de acabar com uma suposta "indústria da multa" no órgão. Informações da FolhaPress.



Bolsonaro já admite mudanças reforma da previdência
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Adriano Roberto

Bolsonaro já admite mudanças reforma da previdência

Pela primeira vez desde que entregou o texto da reforma da Previdência ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro admitiu, nesta quinta-feira (28), rever a idade mínima para a aposentadoria de mulheres, de 62 para 60 anos.

"Eu acho que dá para cortar um pouco de gordura e chegar a um bom termo, o que não pode é continuar como está [o déficit na Previdência]", disse Bolsonaro, de acordo com informações do portal Uol.

Outros pontos que também podem ser mexidos são o Benefício de Prestação Continuada, que é pago a idosos de baixa renda, e a porcentagem da pensão por morte, que poderia passar de 60% para 70%.

O presidente também voltou a dizer que o país precisa da reforma. "Há interesse de todo mundo em aprovar. O Brasil pode entrar em uma situação muito complicada", destacou.



Câmara endurece com pacote de Moro
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Adriano Roberto

Câmara endurece com pacote de Moro

Líderes de partidos do Centrão querem condicionar a aprovação do pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, à votação do projeto de lei que endurece a lei de abuso de autoridade. O texto foi aprovado no Senado em abril de 2017, mas não avançou na Câmara porque ganhou a pecha de anti-Lava Jato, por prever punição a juízes e integrantes do Ministério Público.

Agora, deputados vão usar a crise na Receita Federal como pretexto para votar o projeto de abuso de autoridade. A articulação é estimulada por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Integrantes das duas Cortes ou até mesmo seus parentes estão entre os 134 contribuintes alvo de pente-fino da Receita. O vazamento dessas informações provocou reação do Judiciário. Já o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou abrir uma inspeção (mais informações nesta página).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou a interlocutores que o pacote de Moro andará no mesmo ritmo do projeto de abuso de autoridade. Procurado para falar sobre esse ponto, Maia não se manifestou. Já o líder do DEM, deputado Elmar Nascimento (BA), afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que a investigação da Receita foi uma surpresa.

"Se fizeram isso com um ministro do Supremo e com a mulher do presidente da Corte, o que se pode fazer com qualquer cidadão? Aí é que se pressiona pela votação do projeto de abuso de autoridade", afirmou o deputado, em referência a Gilmar Mendes e a Roberta Rangel, mulher do ministro Dias Toffoli. A ministra do STJ Isabel Gallotti também entrou na mira da Receita Federal.

Em nota, a Receita afirmou que "os indícios originalmente apontados não se confirmaram, razão pela qual os procedimentos de fiscalização não foram instaurados". O secretário especial da Receita, Marcos Cintra, chegou a pedir desculpas aos contribuintes que tiveram seus dados expostos.

Gilmar, por sua vez, reforçou o coro sobre a necessidade de o Congresso votar o projeto de abuso de autoridade. "Está evidente que (o vazamento) virou um festival, um pandemônio", argumentou ele.

O líder do PP, Arthur Lira (AL), definiu como "esculhambação" não apenas o vazamento de dados da Receita, como de investigações da Justiça e do Ministério Público. "Sempre defendi o projeto de abuso de autoridade."

No PT, o deputado Paulo Pimenta (RS), líder da bancada, também disse ser favorável a dar prioridade ao projeto que pune desvios de conduta de agentes públicos. "Somos a favor porque todos os setores da sociedade devem ter regras. Sejam deputados ou juízes", declarou Pimenta.

Até mesmo integrantes do partido do presidente, o PSL, admitem votar as duas propostas "casadas". A deputada Bia Kicis (DF) ressalvou, porém, que a alternativa "não pode prejudicar o pacote de Moro".

Penas

O projeto sobre abuso de autoridade prevê mais de 30 ações que podem ser assim classificadas, com penas que variam de seis meses a quatro anos de prisão. Para a força-tarefa da Lava Jato, essas medidas, se aprovadas, acabarão por restringir as investigações.

Na prática, a votação conjunta das duas proposições também é uma resposta do Congresso a trechos do pacote de Moro, como o que criminaliza o caixa 2 nas campanhas eleitorais. A medida foi apartada do projeto principal justamente para evitar danos à parte do pacote que trata da segurança pública e do combate ao crime organizado. Na tentativa de obter apoio dos congressistas, o próprio Moro tem adotado discurso mais brando sobre o caixa 2.

Maia ainda avalia se irá ou não instaurar uma comissão especial para analisar o pacote anticrime. Nesse caso, o conjunto de propostas teria de tramitar em diversas comissões temáticas, o que poderia prolongar por anos a análise final. "Ainda não decidi. Vamos analisar isso com calma", disse Maia ao jornal.

A preocupação é evitar que esse debate contamine a votação da reforma da Previdência. A pauta econômica é prioridade não só do governo como do presidente da Câmara.

Outro "entrave" ao projeto de Moro é o ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Ex-ministro da Justiça, ele integrou uma comissão de juristas que preparou projeto semelhante ao de Moro. Na noite desta quarta-feira, 27, os dois se reuniram para tentar uma aproximação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.