Blog do Adriano Roberto


Polícia Civil do DF mira traficantes que usavam até fuzil de ouro
Autor
Adriano Roberto

Polícia Civil do DF mira traficantes que usavam até fuzil de ouro

Três quadrilhas especializadas no tráfico de drogas sintéticas e de armas pesadas foram desmanteladas por uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (07/05/2019) pela Polícia Civil. Ao todo, 102 policiais cumprem 11 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em seis cidades do Distrito Federal, além de Goiás e Paraná, onde um dos bandidos tinha um rifle banhado a ouro.

A Operação Sem Fronteiras, coordenada pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), é resultado de dois anos de investigação e mapeou a produção das organizações criminosas que chegaram a enviar, mensalmente, 10 kg de cocaína para o DF, 90 kg para o Rio de Janeiro, além de armas de grosso calibre.

A ação é desdobramento da Operação Delivery, deflagrada em 6 de fevereiro do ano passado, que resultou na prisão de 24 suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas.

Um dos principais alvos da ação ficava baseado em Foz do Iguaçu (PR) e se especializou na venda de fuzis para facções criminosas no Rio de Janeiro. Os policiais fizeram a prisão em uma casa anexa a um lava-jato onde o suspeito morava.

No celular do criminoso, os investigadores encontraram vídeos em que o homem ostenta armas de grosso calibre banhados a ouro.

Veja vídeo:

Cozinheiro
Outro grupo investigado se especializou no tráfico de drogas sintéticas para usuários de alto poder aquisitivo. Um dos alvos da operação, preso nesta manhã em Águas Claras, produzia entorpecente em casa. De acordo com as investigações, o rapaz teria aprendido técnicas para “cozinhar” as drogas na Califórnia, nos Estados Unidos.

Entre as substâncias produzidas pelo suspeito está o cristal, droga derivada da metanfetamina.  Traficantes e usuários chamam o cristal de MD. A droga é rara no DF, e o homem preso na operação seria um dos poucos fabricantes de cristal que existe em Brasília.

Além de Águas Claras, outros traficantes foram presos na Asa Sul, Guará, Samambaia, Paranoá e Alto Paraíso (GO).

Haxixe e maconha

O terceiro grupo desarticulado pela PCDF também faturava alto com a venda de drogas geneticamente modificadas, como é o caso da maconha gourmet. Imagens que estavam no celular dos criminosos mostram como o grupo negociava as drogas. Eles pesavam os carregamentos, fotografavam e enviavam as imagens para os compradores.

As apurações policiais apontam que apenas um grupo seleto de usuários consegue acesso a esse tipo de maconha. Uma pequena porção chega a custar R$ 1,4 mil. Ao contrário do produto vendido nas ruas e em bocas de fumo, as substâncias gourmet são negociadas em rodas de amigos.

A diversidade oferecida pelos traficantes elevavam o valor do produto. Um deles fotografou grandes tijolos de haxixe – subproduto potencializado da maconha – de sabor uva e origem afegã, considerado um dos mais fortes, raros e caros do mercado da droga. As informações são do site Metrópoles.



Marco Aurélio compara anos de gestão PT e PSB no Recife com ditadura
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Adriano Roberto

Marco Aurélio compara anos de gestão PT e PSB no Recife com ditadura

O deputado estadual Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB), líder da oposição na Alepe, comparou durante reunião plenária desta segunda-feira (6), os quase 20 anos do PT e PSB na prefeitura do Recife com uma ditadura. “Recife e Pernambuco não podem mais passar pelo que estão passando. São 20 anos de PT e PSB no Governo, um período que poucas ditaduras alcançaram no poder”, argumentou o líder da Oposição. 

A declaração foi feita pelo parlamentar durante aparte ao deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC), que oficializou sua migração para a bancada de oposição nesta segunda-feira (6). Para Marco Aurélio o momento é de somar forças, “chegou a hora Wanderson, vamos lutar por um Pernambuco livre, por um Pernambuco melhor, que não se dobra. Vamos mostrar que Pernambuco tem altivez, e que o povo já não aguenta mais esses que se dizem democratas”, declarou.  

Entre os anos de 2001 e 2012 a prefeitura do Recife foi comandada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), já entre 2013 e até o momento a gestão está com o PSB, que atualmente é um aliado do PT e PCdoB no estado.  

Marco Aurélio se coloca como pré-candidato à prefeitura do Recife, para isso o parlamentar tem construído pontes com representantes da direita e pro-Bolsonaros no estado. O líder da oposição compõe o mesmo partido do vice-presidente, General Hamilton Mourão (PRTB), tornando sua ligação ao atual governo federal ainda mais forte.



Palácio acende sinal amarelo com aumento da oposição, por Edmar Lyra
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Adriano Roberto

Palácio acende sinal amarelo com aumento da oposição, por Edmar Lyra

Por Edmar Lyra* - Não é de hoje que a Assembleia Legislativa de Pernambuco vem dando sinais de insatisfação com o Palácio do Campo das Princesas. Recentemente a Casa Joaquim Nabuco aprovou em primeira votação a PEC das emendas, com 30 votos. Ontem, a base governista sofreu uma baixa com a oficialização do deputado Wanderson Florêncio na bancada de oposição. Evidências que as coisas não estão caminhando como deveriam.

Setores palacianos, em reserva, já reconhecem que se tudo estivesse ocorrendo bem não haveria esses fatos negativos, muito pelo contrário, a oposição estaria perdendo deputados para a base governista, e que é preciso dar um freio de arrumação para evitar que as coisas piorem daqui por diante.

“É importante salientar que o governador Paulo Câmara gostaria de atender às demandas de prefeitos e deputados, mas isso não está sendo possível por conta das dificuldades financeiras que o estado enfrenta, e por isso há essa reclamação quase generalizada”, afirma um aliado do governador que prefere não se identificar.

Ele prossegue defendendo que o governador faça uma ausculta das demandas dos deputados, e das demandas apresentadas por cada parlamentar estabelecer três prioridades para serem resolvidas. Agora que essas prioridades tenham prazo de execução para que os deputados não percam a confiança com o governo. Resolvendo algumas demandas dos deputados, este aliado do governador acredita que a temperatura na Casa tende a baixar e evitará que novas baixas na base governista sejam contabilizadas.

*Edmar Lyra é jornalista e hoje, o blogueiro político mais lido do Estado.



O verdadeiro motivo do chilique de Paulinho da Força
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Adriano Roberto

O verdadeiro motivo do chilique de Paulinho da Força

Da Crusoé - A polêmica declaração de Paulinho da Força contra a reforma da Previdência – que, segundo ele, pode reeleger Jair Bolsonaro – tem como pano de fundo a MP 873, que frustrou os planos de “retorno do imposto sindical”.

Desde a aprovação da Reforma Trabalhista, que proibiu a contribuição obrigatória, Paulinho tenta desesperadamente resgatar o financiamento dos sindicatos.

A solução chegou com a ideia de universalizar a cobrança da “contribuição assistencial”, decorrente de convenções coletivas e antes restrita a filiados.

Mas, ao editar a MP 873, Bolsonaro bloqueou novamente o acesso de Paulinho da Força (e de outras lideranças sindicais) ao bolso do trabalhador. O deputado calculava recuperar em 2019 todas as perdas que teve em 2018.

Esse é o real motivo da revolta do deputado contra o presidente.



Justiça aceita denúncia, e Temer vira réu pela sexta vez
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Adriano Roberto

Justiça aceita denúncia, e Temer vira réu pela sexta vez

A Justiça Federal do Distrito Federal aceitou uma denúncia contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o tornou réu -- pela sexta vez. Ele vai responder pelos crimes de formação de organização criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa. A decisão é do juiz federal Marcos Vinícius Reis Bastos.

Além de Temer, viraram réus os ex-ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia).

A denúncia, recebida em 3 de maio e divulgada hoje (6), acusa Temer de ter instigado o empresário Joesley Batista (do grupo J&F) a pagar vantagens indevidas ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ).

Os diálogos entre Temer e Joesley foram revelados em 2017 e fizeram parte do acordo de delação premiada de executivos do grupo J&F. Na gravação feita por Joesley durante um encontro com Temer, o empresário afirmava que estaria tentando manter uma boa relação com Cunha, que já estava preso na épica.

Durante a conversa, Temer proferiu a frase que depois ficou conhecida: "Tem que manter isso aí, viu?"

Na avaliação do Ministério Público, a conversa indica que Temer dava anuência a pagamento de propina a Cunha.

Defesa rebate
O advogado de Temer, Eduardo Carnelós, afirmou que a denúncia é "mais uma acusação nascida da negociata feita entre o ex-Procurador-Geral da República e notórios e confessos criminosos."

A denúncia aceita agora havia sido feita inicialmente pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e depois ratificada pela PF-DF (Procuradoria Regional do Distrito Federal)

"Para livrarem-se da responsabilidade pelos tantos crimes que confessam e ainda usufruírem livremente dos bens amealhados, estes, nas palavras de um deles em recente entrevista, entregaram o produto exigido pelo ex-PGR, que era acusar o então Presidente da República. Michel Temer nunca integrou organização criminosa nem obstruiu a justiça, e por isso também essa acusação será desmascarada a seu tempo", declarou o advogado em nota.

Temer é réu em outros cinco casos
Temer é réu em outras cinco ações: duas no âmbito da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, uma na Justiça Federal de São Paulo e outras duas na Justiça Federal do DF. No Rio, as duas denúncias são relacionadas à empresa Eletronuclear e às obras na usina nuclear de Angra 3.

No primeiro caso, Temer é réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Já no segundo ele responde pelos crimes de lavagem e peculato (desvio de dinheiro ou recursos públicos em benefício próprio).

Os crimes citados nesta denúncia por peculato e lavagem se referem à contratação irregular da empresa finlandesa AF Consult Ltd, da Argeplan e da Engevix para a execução de obras na usina de Angra 3, apropriando-se, supostamente, de quase R$ 11 milhões dos cofres públicos. A lavagem de dinheiro teria ocorrido por meio de contratos fraudulentos com empresas.

No caso do Distrito Federal onde Temer também é réu, a denúncia remonta o caso do "homem da mala", onde o ex-deputado Rocha Loures, então assessor da Presidência foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil das mãos do executivo da JBS Ricardo Saud.

A denúncia foi apresentada pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot em 2017. Como Temer ainda era presidente e detinha foro privilegiado, o STF (Supremo Tribunal Federal) submeteu a investigação ao crivo da Câmara dos Deputados, que barrou a denúncia. Com a saída de Temer, a denúncia foi encaminhada à primeira instância.

Já a denúncia aceita pela Justiça Federal de São Paulo, a quarta em que Temer se tornou réu, versa sobre uma suposta lavagem de dinheiro na reforma da casa de uma das filhas do emedebista, Maristela Temer. O custo estimado das obras, realizadas entre 2013 e 2015, foi de R$ 1,6 milhão.

Segundo o MPF-SP, Temer, com o auxílio do coronel Lima - por meio da empresa dele, Argeplan - e de Maria Rita, esposa de Lima, pagou em espécie a obra da casa da filha no bairro de Alto de Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

As investigações apuraram compras realizadas em nome de Maria Rita Fratezi, uso do e-mail da Argeplan em recibos de pagamentos de materiais e serviços para a reforma, utilização de funcionários da empresa do coronel e intermédio de compras e serviços pelo coronel Lima.

A última denúncia aceita diz respeito sobre o Decreto dos Portos, norma promulgada por Temer que teria supostamente favorecido empresas do setor portuário. Neste caso, os argumentos do MPF foram aceitos pelo mesmo juiz que hoje tornou réu Temer pela sexta vez: Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal do Distrito Federal.

Na decisão do último dia 29, Bastos mencionou "sucessivas tratativas entre os denunciados por um longo período de tempo e que mantiveram estável vínculo existente com Michel Temer ao longo de sua carreira pública em diversos cargos e que renovaram a promessa de vantagem indevida do agente privado corruptor em troca da atuação funcional do agente público corrupto".

Entre os benefícios "indevidos", o magistrado cita as concessões públicas no Porto de Santos. A denúncia havia sido originalmente formulada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em dezembro de 2018. Em 15 de abril, a força-tarefa da Operação Greenfield, do Ministério Público Federal, ratificou a denúncia e requereu à Justiça que ela fosse recebida.



Audiência pública na ALEPE discute situação do São Francisco
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Adriano Roberto

Audiência pública na ALEPE discute situação do São Francisco

A Assembleia Legislativa de Pernambuco promove amanhã, dia 07 de maio, uma audiência pública para debater os riscos que o rio mais importante do Nordeste corre após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). A iniciativa é da Frente Parlamentar em Defesa do Rio São Francisco, coordenada pelo deputado estadual Lucas Ramos (PSB). O evento será realizado às 9h no auditório Sérgio Guerra, na Alepe.
 
O objetivo é avaliar a situação do rio com a possível chegada dos rejeitos minerais que contaminaram o Rio Paraopeba. Também serão ouvidos especialistas em recursos hídricos e meio ambiente, além de representantes de órgãos públicos com atuação ligada aos usos múltiplos das águas do Rio São Francisco. “É nossa obrigação defender o Velho Chico e estamos atentos ao perigo que ele corre desde o momento em que a barragem da Vale rompeu em Minas Gerais, o que representa uma grande ameaça e pode trazer prejuízos para o Nordeste”, afirma Lucas Ramos. 
 
“A audiência pública será um momento importante para a elaboração do relatório final do nosso colegiado, quando apresentaremos um diagnóstico dos impactos causados pela tragédia em Brumadinho e propostas para que a saúde do São Francisco seja preservada”, comenta o parlamentar.
 
Confirmaram presença representantes da Fundação Joaquim Nabuco, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, CHESF e Codevasf, além das secretarias estaduais de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Desenvolvimento Agrário, Compesa, CPRH e Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

 



Maiores partidos políticos já se rendem a nome novo
Autor
Adriano Roberto

Maiores partidos políticos já se rendem a nome novo

O desgaste dos partidos e da própria classe política - marcado nas eleições do ano passado pela rejeição do eleitorado - já estimula mudanças nas mais tradicionais e mais estruturadas siglas do País. De imediato, das 10 maiores bancadas do Congresso, ao menos cinco siglas já alteraram ou estudam alterar o nome, decisão que costuma ser anunciada como um processo de busca de conexões com as redes sociais e de renovação de estatutos e programas.

Algo que o DEM, que hoje preside tanto a Câmara quanto o Senado, fez em 2007, quando deixou de ser PFL e adotou a marca Democratas. O PSDB e MDB, as duas maiores bancadas no Senado, devem ir na mesma linha. O fenômeno, segundo especialistas, é uma tendência mundial e revela uma mudança na relação do eleitor com a política que dispensa mediadores e tem campo aberto no meio digital.

Depois de abolir "P" da sigla, o MDB estuda passar a se chamar apenas "Movimento". O PSDB encomendou pesquisa para se reposicionar a partir de junho, quando ocorrerá a convenção nacional. Principal liderança da legenda, o governador de São Paulo, João Doria, fala em transformar o partido em "digital".

Ligado à Igreja Universal, o PRB vai se transformar em Republicanos, como antecipou o Estado. A intenção da legenda é focar sua atuação no campo ideológico da centro-direita.

Originário do antigo PCB, o Partido Popular Socialista (PPS) foi rebatizado recentemente como Cidadania, e tirou o "Socialista" do nome para receber os grupos de renovação política, como Agora, Livres e Acredite. Entre os 74 partidos em formação inscritos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 20 optaram por nomes com cara de movimento: Iguais, Raiz, Tribuna Popular, Animais, Força Brasil, Liga, Arena, UDN, Unidade Popular, entre outros.

O ex-deputado Roberto Freire, fundador e líder do Cidadania, observa que a ideia de partido como configurada hoje surgiu na revolução industrial, com o Partido Social Democrata Alemão. Para ele, este conceito está com os dias contados. "O mundo exige outra forma de organização. Os partidos vão deixar de existir", disse. "A comunicação direta com o eleitor é uma nova realidade. Hoje é só pelas redes. Ninguém espera mais uma articulação partidária por células em sindicatos de base."

Outra sigla que mudou de nome foi o Partido Trabalhista Nacional (PTN), que se transformou em Podemos em maio de 2017. "Somos cidadãos do século 21, mas lidamos com instituições concebidas no século 18. O que mobiliza hoje a sociedade não é mais a ideologia de esquerda ou direita, mas as causas, que são muito dinâmicas", disse a deputada federal Renata Abreu (SP), presidente da legenda.

Sistema

Para o professor de ciência política Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esta tendência indica que o sistema partidário brasileiro é pouco consolidado. "Não consigo imaginar o Partido Republicano dos Estados Unidos mudando de nome", disse.

Avritzer avalia que existe grande desconfiança em relação aos partidos. Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), em parceria com outras instituições, mostrou que, em 2018, oito em cada dez brasileiros (78%) afirmaram não ter "nenhuma confiança" nessas instituições. Uma das causas, segundo Avritzer, é a ausência de conexão com os anseios de parte da sociedade.

"A mudança (de nome dos partidos) é para se viabilizarem como estruturas que possam ser mais atrativas. Mas, provavelmente o motivo da pouca confiança não é que as pessoas não gostam do nome, e sim de determinadas de práticas", diz o cientista político.

O pesquisador vê o Brasil inserido em um movimento mundial de forte insatisfação com o sistema político tradicional. "O eleitorado esteve disposto a votar no PSL e no Novo, partidos que praticamente inexistiam em eleições anteriores", destacou. Nos casos dos partidos tradicionais, como MDB e PSDB, ele alerta que a mudança do nome significa, também, "abandonar muita coisa". "O MDB seria a própria tradição da luta pela redemocratização, e o PSDB seria abrir mão de uma série de bandeiras históricas."

Para o sociólogo Rodrigo Prando, professor do Mackenzie, a ideia de tirar o termo "partido" é uma tentativa de se mostrar mais conectado com a sociedade, numa tentativa de dar ares de modernidade a uma estrutura antiquada e pouco democrática. "Os partidos estão assentados em uma burocracia do século 20 e a sociedade hoje é outra, a democracia representativa está em crise no mundo todo. As eleições de Trump nos EUA e de Bolsonaro no Brasil deram uma chacoalhada no sistema." Para ele, é fundamental que a militância participe da discussão da mudança do nome. "Não pode vir só da cúpula."

Desde a derrota de Fernando Haddad para Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial do ano passado, o PT intensificou as discussões sobre como superar o antipetismo e o desgaste da imagem do partido.

Houve até a proposta de mudança do nome - hipótese prontamente descartada. Hoje o PT debate internamente a criação de uma frente formada por partidos, movimentos sociais e "setores democráticos", como forma de fazer oposição ao governo Bolsonaro. A justificativa para a estratégia da frente é a "ausência de um deslocamento da situação política à esquerda".

MDB quer ser 'movimento"

Depois de deixar o Palácio do Planalto, sofrer forte derrota nas eleições do ano passado e perder a presidência da Câmara e do Senado, o MDB tenta se reposicionar na cena política para sair do isolamento. Dirigentes do partido querem agora construir uma agenda econômica com novas bandeiras, limpar a imagem da legenda abalada por escândalos de corrupção e influenciar no debate do Congresso, para ser uma espécie de fiel da balança em votações importantes para o governo de Jair Bolsonaro.

A estratégia para sair da "segunda divisão" e ganhar protagonismo após a crise passa por um alinhamento entre as bancadas do Senado e da Câmara e mudanças no cartório.

Uma ala do MDB quer trocar o nome do partido, desta vez para "Movimento". Por trás desse novo batismo está a ideia de que o MDB admite erros, mas não é estático e dá a volta por cima. No fim de 2017, o PMDB já havia removido o "P" da sigla, voltando a ser chamado de Movimento Democrático Brasileiro (MDB), como foi criado, em 1966, quando fazia oposição à ditadura militar.

Antes antagônicas e em disputa, as bancadas do partido na Câmara e no Senado procuram agora alinhavar táticas conjuntas para avançar algumas casas no jogo legislativo e acumular força. Um dos temas em discussão, por exemplo, é a reforma da Previdência e o outro, as mudanças tributárias.

"Temos um Everest para escalar", disse o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM). "Os governos, estrategicamente, sempre tentaram nos dividir, mas agora começamos a ter uma relação mais próxima. Estamos construindo várias pautas de políticas públicas e queremos debatê-las com o povo e com o governo."

A meta é explorar temas que têm impacto na vida da população e jogar os holofotes sobre a marca MDB. As bancadas do partido querem, por exemplo, mexer na proposta do governo Bolsonaro sobre abono salarial e propor uma nova política de salário mínimo para vigorar a partir de 2020. Uma das ideias do partido é preparar uma proposta de transição para a implantação da mudança no abono, incluídas pelo governo na reforma da Previdência, e que prevê a redução de dois para um salário mínimo a renda de acesso ao benefício.

Na avaliação do deputado Baleia Rossi (SP), líder do MDB na Câmara, o novo momento do País exige uma aliança entre todas as correntes do partido. "Não vejo sentido em ter dois MDBs diferentes", afirmou. "Precisamos superar as dificuldades e essa união ajuda a projetar nosso crescimento porque o próximo desafio é a eleição municipal de 2019." O plano do MDB é lançar candidatos próprios nas capitais e em cidades com mais de 200 mil eleitores.

Presidente do MDB paulista, Baleia Rossi disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, apresentada por ele, é um dos temas que podem juntar as duas bancadas no Legislativo, além das mudanças sugeridas para a aposentadoria rural e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo.

TSE

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o MDB ainda é o maior partido do País, com 2,3 milhões de filiados, embora tenha enfrentado um terremoto nas eleições do ano passado. Hoje, a sigla tem três governadores (Alagoas, Distrito Federal e Pará), 1.030 prefeitos, comanda um ministério no governo Bolsonaro - o da Cidadania, com Osmar Terra, e 34 deputados federais - um pouco mais da metade do que tinha antes -, mas ainda é dona da maior bancada do Senado, com 13 parlamentares.

Presidente do MDB, o ex-senador Romero Jucá (RR) não se reelegeu, assim como outros quadros históricos do partido no Senado, como Eunício Oliveira (CE), Edison Lobão (MA) e Garibaldi Alves (RN). Denunciado pela Lava Jato, Jucá atribuiu a derrota, na ocasião, ao que classificou como "linchamento" contra a classe política e à crise humanitária que atingiu Roraima, seu Estado, com intenso fluxo migratório de venezuelanos na região. Recentemente, Jucá conversou com Bolsonaro. "Mas não vamos entrar na base aliada", avisou. "O MDB quer ser independente." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Serra Talhada comemora 168 anos
Autor
Adriano Roberto

Serra Talhada comemora 168 anos

Do blog Nill Junior - Em Serra Talhada, acontece esta manhã desfile cívico para comemorar os 168 anos de emancipação política da Capital do Xaxado. O evento acontece na Rua Enock Ignácio de Oliveira. Haverá também o tradicional corte do bolo na Praça de Alimentação. A noite, show Gospel com Kemilly Santos.

O Prefeito Luciano Duque destaca que a cidade comemora a geração de empregos fruto de novos empreendimentos e haverá agenda de inaugurações. “A partir do dia 7 acontece também nossa Feira Literária”, destaca.

Cidade imponente: Serra Talhada é a segunda cidade mais importante do Sertão de Pernambuco e o principal município da Mesorregião do Sertão Pernambucano. Cidade polo em saúde, educação e comércio, possui uma população estimada em mais de 80 mil habitantes. É a segunda cidade que mais cresce no sertão pernambucano atrás apenas de Petrolina. É a terra natal do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva (Lampião).

Serra Talhada era uma fazenda de criação pertencente ao português Agostinho Nunes de Magalhães. Recebeu este nome, Serra Talhada, devido ao fato de que perto do local há uma montanha cujo formato dá a ideia de que foi cortada a prumo.

Seu crescimento se deu em função de sua posição estratégica, no cruzamento das estradas de acesso à Paraíba, Bahia e Ceará. A Lei Provincial 52, de 19 de abril de 1838, mandou erigir a capela de Nossa Senhora da Penha da Serra Talhada em Pajeú de Flores.

Com a Lei Provincial nº 280, de 6 de maio de 1851, agregando a seu território a então Vila Bela e a Comarca de Flores, foi elevada à categoria de município. Administrativamente, o município é formado pela sede e pelos distritos de Bernardo Vieira, Pajeú, Tauapiranga, Caiçarinha da Penha, Logradouro, Luanda, Santa Rita e Varzinha.

A cidade teve seu início em meados do século XVIII, com a chegada do capitão-mor da esquadra portuguesa, Agostinho Nunes de Magalhães, que arrendou a sesmaria à Casa da Torre, às margens do Rio Pajeú e no sopé da Serra Talhada, instalou a fazenda de criar gado que denominou Fazenda da Serra Talhada, numa alusão direta à serra que lhe emprestava o nome.

Em 1893 é instalada a primeira Câmara Municipal de Serra Talhada e eleito seu primeiro prefeito, Andrelino Pereira da Silva, o Barão do Pajeú. Somente em 1939, por um decreto do então governador Agamenon Magalhães, Villa Bella recebe de volta seu nome de origem e passa a chamar-se Serra Talhada.

 



Enquete mostra polarização entre Jorge Alexandre e Dra. Nadege em Camaragibe
Autor
Adriano Roberto

Enquete mostra polarização entre Jorge Alexandre e Dra. Nadege em Camaragibe

Do Portal de Prefeitura - O ex-prefeito e a atual vice de Camaragibe ocuparam a primeira e segunda colocação na disputa pela prefeitura, segundo enquete. 

Em enquete realizada pelo site Portal de Prefeitura, entre os dias 26 e 30 de abril, o ex-prefeito do município de Camaragibe, Jorge Alexandre (PSC), despontou no levantamento com 32,2% das intenções de voto, seguido da atual vice-prefeita, Drª Nadeje, com um total de 26.2%. Ocupando a terceira colocação, Beto Accyoli (PP) somou 10,8% dos votos.

Também entre os cinco primeiros colocados da enquete estão Ilo Jorge e Toninho (PTB), com 8,7% e 3,8% respectivamente. O demais possíveis candidatos não ultrapassaram os 3,6% das intenções de votos.  

O levantamento mostrou ainda uma avaliação negativa em relação ao atual gestor do município,  Demóstenes Meira (PTB), que atingiu apenas 0,5% das intenções, um resultado que impossibilitaria sua reeleição. O prefeito estava entre os 16 nomes de possíveis candidatos para disputa do cargo de prefeito de Camaragibe nas próximas eleições, e acabou ficando em penúltimo lugar, conseguindo apenas 19 votos.

O primeiro colocado na enquete, Jorge Alexandre (PSC), comentou o levantamento, segundo ele “a pesquisa mostra que as pessoas querem mudança, querem nossa volta”. O ex-prefeito também criticou a gestão Meira, “é uma gestão catastrófica, uma das piores gestões da cidade. Uma gestão que prioriza uma atração carnavalesca, enquanto o município perde credibilidade, os empresários não acreditam mais na cidade e quem sofre é o povo. O nosso povo quer trabalho, eles não querem pedir nada, querem um gestor com credibilidade. Camaragibe está muito longe dos trilhos que está o estado”, argumentou Jorge alexandre, que obteve 1.427 votos na enquete. 

A vice-prefeita, Drª Nadeje, acredita que os últimos prefeitos, Jorge Alexandre e Meira, “não tiveram compromisso com a população, daquela prefeitura se transformou em um balcão de negócios. Por isso a coisa não anda”. Nadeje se coloca como pré-candidata ao executivo e se coloca como “bloco de oposição”, a vice somou 1.062 votos no levantamento. 

Rápidas
Bosco Silva (PSC), que foi vice-prefeito de Jorge Alexandre, não obteve um bom desempenho, conquistando apenas apenas 53 votos , que representa 1,3% das intenções.     João Lemos (PCdoB) e Paulo Santana (PCdoB), dois ex-prefeitos do município, ficaram na mesma situação, com 0,9% e 0,8% respectivamente.  

Metodologia da enquete:

Os participantes tiveram que responder a pergunta, “em quem você votaria na disputa pela Prefeitura de Camaragibe”. A enquete teve início no dia 26 de abril e foi encerrado no último dia 30. Idealizada pelo site Portal de Prefeitura, o levantamento utilizou a plataforma Ferendum, um sistema de votação on-line,  seguindo os seguintes parâmetros: utilizar endereços de IP para impedir votos fraudulento, votação anônima, enquete pública, permite votar em apenas uma opção, permite participar sem usar conta e não permite aos participantes acrescentarem novas opções. 

*Dados:* 

A enquete contou com a participação de 4.050 pessoas, sendo 92% do município de Camaragibe e 8% de outros municípios. O link do levantamento obteve cerca de 32 mil acessos.



Sucessão: Clã Ferreira se aproxima cada vez mais da família Tércio
Autor
Adriano Roberto

Sucessão: Clã Ferreira se aproxima cada vez mais da família Tércio

Nesta última quinta-feira, 02, uma cerimônia foi realizada na Igreja Assembleia de Deus Novas de Paz - Ministério Novas de Paz. O templo da denominação na Cruz Cabugá ficou pequeno para receber tantos fiéis no aniversário do pastor Júnior Moura (esposo da deputada estadual, Clarissa Tércio - PSC). Estiveram presentes o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), o deputado federal, André Ferreira (PSC) e o vereador do Recife, Fred Ferreira (PSC).

A expectativa do Clã Ferreira é que a família Tércio marche junto no projeto de reeleição em Jaboatão. No 2° município do Estado, o Ministério Novas de Paz possui 78 igrejas e mais de 10 mil membros. Esse exército é comandado pelo Francisco Tércio (pastor presidente e pai da Clarissa). Os Ferreiras sabem dessa força e uma possível composição já está sendo costurada. 

Por falar em Clarissa, a deputada estreante tem demonstrado um perfil bastante combativo. Com críticas ácidas e contundentes contra a gestão do governador Paulo Câmara, ela tem se destacado na Bancada da Oposição. A disposição da líder do PSC para enfrentar o Governo vem chamando bastante atenção e já incomoda o Palácio.

*À vontade* - Na oportunidade, o prefeito Anderson, que desde o final de 2018 faz parte da Igreja, ministrou uma palavra e ainda cantou um louvor.



Fake da Veja: ministra Damares diz que não pretende sair do governo
Autor
Adriano Roberto

Fake da Veja: ministra Damares diz que não pretende sair do governo

Por meio de nota, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, informou que não pretende sair do Governo Bolsonaro.  A "possível" saída foi noticiada pela revista Veja. Segundo a publicação, Damares se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) há alguns dias e teria comunicado o desejo de se afastar da pasta, após fazer um balanço dos seus quatros meses de gestão à frente do Ministério.

Ao presidente, Damares também teria afirmado que "está cansada e precisa cuidar da saúde, que anda debilitada".

Ameaças de morte

Desde que assumiu o Ministério, Damares tem protagonizado episódios polêmicos, como a declaração em que afirma que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”. A ministra também tem vivido uma rotina estressante. Ela teve que deixar sua casa em Brasília e passar a morar em um hotel na capital federal após receber ameaças de morte.

Ainda de acordo com a Veja, por recomendação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Damares também não costuma antecipar a agenda, circula pela cidade escoltada e, durante todo o expediente, um segurança fica de guarda na entrada de seu gabinete no Ministério.



Câmara Municipal de Triunfo repudia estradas esburacadas na região
Autor
Adriano Roberto

Câmara Municipal de Triunfo repudia estradas esburacadas na região

Estamos participando da reunião ordinária na Câmara Municipal de Triunfo. Acompanhe o áudio através do nosso blog clicando no player acima, no topo da página. O assunto principal é uma ação de repúdio contra o péssimo estado das estradas na região, que no último domingo causaram a morte de uma pessoa.