Blog do Adriano Roberto


Confiança da construção cresce 6,6 pontos em julho
Autor
Adriano Roberto

Confiança da construção cresce 6,6 pontos em julho

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou em julho 6,6 pontos e alcançou 83,7 pontos, em uma escala de zero a 200. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, depois da forte queda registrada em abril devido à pandemia de covid-19.

De acordo com a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo, a confiança do empresário brasileiro da construção cresceu impulsionada pela retomada das obras e por expectativas mais otimistas em relação à demanda.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, subiu 8,5 pontos, para 91,7. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do empresário sobre o momento presente, aumentou 4,5 pontos, para 76.

Apesar do crescimento da confiança, o indicador ainda está abaixo do nível de março (90,8 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade subiu 1,9 ponto percentual e chegou a 69,9%.



DEM e MDB se afastam do centrão de olho em sucessão na Câmara
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Adriano Roberto

DEM e MDB se afastam do centrão de olho em sucessão na Câmara

Num movimento para se afastar do grupo de deputados mais próximo ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido), e de olho na disputa pela sucessão da presidência da Câmara em fevereiro, uma série de partidos vai oficializar um movimento que pode enfraquecer o chamado centrão.
 
Duas das maiores siglas, o DEM e o MDB, juntos com 63 cadeiras, já anunciaram que vão desembarcar do grupo conhecido como blocão, que hoje reúne formalmente nove legendas e mais 200 parlamentares, dentre eles muitos do centrão, ligados a partidos como PP, PTB, Solidariedade e PL. Além deles, PROS e PTB devem deixar o grupo. O próprio Solidariedade também pode desembarcar.

Um dos focos do movimento em curso é enfraquecer a articulação do líder do PP, Arthur Lira (AL), um dos principais nomes do centrão e que se aproximou de Bolsonaro nos últimos meses. Lira é visto como potencial candidato à sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara.

O blocão hoje é composto por PL, PP, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, PROS e Avante.O grupo foi formado para dar força aos partidos na briga por postos importantes em comissões, ter mais representatividade e buscar unidade em determinadas votações. DEM e MDB sempre buscaram se desvincular do centrão.

Na prática uma grande parte do blocão, o centrão é resquício do período de Eduardo Cunha (MDB-RJ) na presidência da Casa, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Com a sucessão na presidência da Câmara se aproximando, os partidos começaram a se organizar em um movimento que pode atrapalhar os planos de Bolsonaro em ter uma base governista coesa no segundo semestre, período de votações importantes, como a reforma tributária, e de emplacar o sucessor de Maia.

O PSL, por exemplo, articula junto ao PSC, que também não faz parte do grupo, a formação de um novo bloco com PTB, PROS e Solidariedade na tentativa de ser majoritário na Câmara. Segundo parlamentares, os três primeiros estão praticamente fechados na nova composição. Já o Solidariedade está em negociações avançadas.

Desde que o PP, liderado por Arthur Lira, começou a se aproximar do governo, em meados de abril, líderes do DEM e do MDB já ensaiavam marcar posição e deixar claro que os partidos não são do governo.

As siglas já não tinham uma atuação coesa. A decisão de MDB e DEM de deixar o bloco agora se deu pela avaliação de que era preciso formalizar uma separação que já acontecia na prática.

Um exemplo citado por parlamentares é a votação do Fundeb, na semana passada. Lira apresentou, em nome do bloco, requerimento de adiamento da votação do fundo que financia a educação básica, contrariando o que DEM e MDB defendiam.

O líder do DEM, Efraim Filho (PB), afirma que a ideia é ir atrás de mais "autonomia". "Vamos atrás de poder nos posicionar de forma independente. [A continuidade no bloco] Foi prorrogada um pouco mais por causa da CMO [Comissão Mista de Orçamento]. Era estratégica a permanência pela comissão, agora não precisa mais", diz. Segundo ele, a decisão não vai mudar o relacionamento das siglas com o governo.

"Seguimos com a postura de nos inserir nos temas que temos identidade, como a agenda econômica, e a autonomia para divergir para com o que não concordamos, como a pauta de costumes", diz Filho.

Apesar da justificativa oficial ser a de ter mais autonomia nas votações, por trás da decisão, há a intenção de construir uma candidatura à Câmara.

Para isso, ao deixarem o bloco, os partidos conseguiriam enfraquecer Lira, que hoje também comanda o grupo, e construir junto à oposição um nome viável.Hoje, o líder do MDB, Baleia Rossi (SP), é considerado um nome que pode ser apoiado por Rodrigo Maia.

O outro nome apoiado pelo presidente da Câmara é o de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O fato de o parlamentar ser do mesmo partido de Lira, porém, tem feito ele perder força.P

arlamentares das outras siglas, como PTB e Solidariedade, afirmam que a decisão de deixar o blocão têm mais a ver com a possibilidade de participarem de um outro grupo no qual podem disputar relatorias de projetos importantes e apresentar destaques em plenário com mais força.Eles avaliam que hoje Lira acaba fazendo todas as negociações importantes e os partidos menores acabam preteridos.

O PSL, por sua vez, tem uma intenção adicional por trás da formação do bloco e vai articular o lançamento de Luciano Bivar (PE), que preside o partido, ao comando da Câmara.

Pelas redes sociais, Arthur Lira tentou evitar polêmicas, e afirmou que era natural que o bloco se desfizesse após a votação do orçamento. Segundo ele, o grupo seria desfeito em março, mas foi mantido até agora devido à pandemia. "Não existe o bloco do Arthur Lira", escreveu.

O líder do DEM refuta a tese de que a ideia seria enfraquecer Lira. "Bronca zero com o Arthur [Lira]. Foi uma decisão em busca da autonomia. Claro que o fato de o Arthur ser líder do bloco, todo ele assina. Do ponto de vista pragmático, o MDB e o Democratas já vinham tendo sua independência. É vida que segue, um caminho sem volta", afirma.



Toffoli suspende impeachment de Witzel na Alerj
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Adriano Roberto

Toffoli suspende impeachment de Witzel na Alerj

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu suspender o processo de impeachment do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, na Assembleia Legislativa (Alerj).

Na liminar, o ministro concordou com o pedido de suspensão feito na semana passada pela defesa de Witzel. Os advogados alegaram que a eleição dos membros da comissão do impeachment foi ilegal porque os integrantes foram indicados pelos líderes das legendas e não conforme respectiva proporção partidária da Casa. 

Também fica suspenso prazo para apresentação da defesa do governador, previsto para 29 de julho. Com a decisão, o processo poderá continuar somente após outra comissão ser eleita conforme as regras definidas na liminar. 

“Também assiste razão ao reclamante, quanto à ausência de eleição da comissão. O Art. 19 da Lei 1.179 estabelece que a comissão especial será eleita. Tal exigência se faz necessária ainda que se limite a confirmar ou não as indicações realizadas pelos líderes dos partidos ou do bloco, o que pode se dar inclusive por aclamação ou votação simbólica, tal qual ocorreu nos casos dos presidentes Fernando Collor de Melo e Dilma Vana Rouseff”, decidiu Toffoli. 

O processo de impeachment foi aberto no mês passado pela Alerj motivado pela Operação Placebo, da Polícia Federal (PF), na qual o governador e outras pessoas são investigadas pelo suposto envolvimento em esquema de corrupção no sistema de saúde do estado, que envolveria a compra irregular de respiradores para pacientes com covid-19.

Após a operação, o governador afirmou que não há nenhuma participação ou autoria dele em qualquer tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. 

“Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o estado do Rio de Janeiro.” Com informações da Agência Brasil.



Concurso Público de Belém do São Francisco PE é suspenso
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Adriano Roberto

Concurso Público de Belém do São Francisco PE é suspenso

A Prefeitura de Belém do São Francisco, estado de Pernambuco, divulgou um comunicado de suspensão referente ao Concurso Público destinado à contratação de profissionais de ensino médio completo para os cargos de Agente Comunitário de Saúde (10) e Agente de Combate às Endemias (8).

De acordo com documento (suspensão) a tramitação do certame e todas as fases subsequentes que estavam previstas no calendário, ficam suspensas em razão da pandemia e até que sejam retomadas as atividades que permitam aglomeração de pessoas, sem risco de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19).

O Certame

A prova do Concurso teve seu método de seleção modificado (Retificação III),e passa a contar com prova objetiva, composta por questões de língua portuguesa e conhecimentos específicos e curso de formação inicial, ambas as fases serão de caráter classificatório e eliminatório.

Cabe ressaltar ainda que em documento divulgado anteriormente (retificação II) houve alteração no quantitativo de vagas ofertadas, passando de 59 para 10 o número de oportunidades para o cargo de Agente Comunitário de Saúde, enquanto para Agente de Combate às Endemias o quantitativo se manteve o mesmo, sendo oito no total.

Também ocorreram mudanças no valor da remuneração mensal ofertada que agora equivale a R$ 1.400,00 e a carga horária a ser cumprida é de 40 horas semanais.

Interessado em concorrer à uma das oportunidades puderam se inscrever no período de 18 a 30 de março de 2020, exclusivamente via internet, no site do Instituto Dawin, com taxa de R$ 55,00.

O prazo de validade deste certame será de dois anos, a contar da homologação do resultado final, com possibilidade de prorrogação por igual período. Informações do site PCI Concursos.



Operação da PF mira primeira-dama do Piauí e gabinete de Wellington Dias
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Adriano Roberto

Operação da PF mira primeira-dama do Piauí e gabinete de Wellington Dias

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda (27) a terceira etapa da Operação Topique para investigar supostos desvios de recursos da Educação do Piauí por meio de pagamentos superfaturados em contratos de transporte escolar. Entre os alvos da ofensiva está a deputada federal e primeira-dama Rejane Dias (PT), ex-secretária de Educação do Estado.

Agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em Teresina (PI) e em Brasília (DF). Entre os endereços-alvo da ofensiva estão a casa do governador do Estado Wellington Dias, o gabinete da deputada Rejane Dias na Câmara, a casa de um irmão da parlamentar e ainda a Secretaria de Educação do Piauí.

As ordens foram expedidas pela Justiça Federal. A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União.

Segundo a PF, as atividades realizadas nesta manhã dão continuidade às investigações das operações Topique e Satélites, deflagradas em agosto de 2018 e em setembro de 2019. As ofensivas miraram crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crimes de licitação, praticados no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Piauí, indicou a PF.

A corporação diz ainda que a terceira fase da operação ‘visa aprofundar as investigações a respeito do recebimento e solicitação de bens e valores, diretamente ou por intermediários, por agentes públicos com poder de comando na Secretaria de Educação do Estado do Piauí’.

Os investigadores apontam que entre 2015 e 2016, ‘agentes públicos da cúpula administrativa da Seduc se associaram a empresários do setor de locação de veículos para o desvio de, no mínimo, R$ 50 milhões de reais de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb – e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar – PNATE’.

A Polícia Federal aponta ainda que, mesmo após duas fases ostensivas das investigações, o Governo do Piauí mantém contratos ativos com as empresas participantes do esquema criminoso que totalizam o valor de R$ 96,5 milhões, celebrados entre os anos de 2019 e 2020.

“Os recursos públicos desviados, quantificados em relatórios de auditoria da CGU, foram obtidos a partir de pagamentos superfaturados em contratos de transporte escolar. As empresas beneficiadas, destinatárias de pagamentos em volume cada vez maior a partir de 2015, formavam um consórcio criminoso estável e estruturado, simulavam concorrência em licitações e, com participação de servidores públicos, se beneficiavam de contratos fraudulentos”, afirmou a corporação em nota.

De acordo com a PF, há indícios de que as mesmas empresas já atuam em fraudes licitatórias em dezenas de municípios do Piauí desde 2008, ‘lucrando com a subcontratação parcial ou integral dos serviços, que de fato são prestados por terceirizados, em condições de total insegurança para os alunos da rede pública de ensino’.

“As análises apontam que o modelo criminoso foi utilizado para contratos de locação de veículos por outras secretarias e órgãos do Governo do Estado do Piauí e por dezenas de municípios do interior”, apontam ainda os investigadores.



Reforma tributária: saiba mais sobre o projeto que cria a Contribuição sobre Bens e Serviços
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Adriano Roberto

Reforma tributária: saiba mais sobre o projeto que cria a Contribuição sobre Bens e Serviços

O Projeto de Lei 3887/20 é a primeira etapa da reforma tributária apresentada pelo governo.

Texto – Janary Júnior
Arte – Thiago Fagundes

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Instituições em São Paulo estão preparadas para receber alunos
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Adriano Roberto

Instituições em São Paulo estão preparadas para receber alunos

Com a autorização do governo do estado para a volta às atividades do ensino superior e profissionalizante e de cursos extracurriculares livres (idiomas, informática, artes, entre outros), localizados em municípios paulistas que estejam na Fase 3 Amarela do Plano São Paulo há mais de 14 dias, já se prepararam para voltar a atender os alunos. 

As escolas poderão ser abertas, desde que sigam as restrições de capacidade, de horários e de faseamento que foram estabelecidos pelo plano. O anúncio foi feito pelo governador João Doria, no último dia 13.

No caso dos cursos profissionalizantes, a medida vale para aqueles em que as atividades práticas e laboratoriais não podem ser feitas a distância. A autorização também vale para o estágio curricular obrigatório da área da saúde. No entanto, só funcionarão para atividades práticas, o ensino teórico continuará sendo feito a distância.

Para voltar a funcionar, as instituições e organizações que oferecem os cursos livres precisam obedecer a regras e protocolos de segurança, com ocupação limitada a 40% da capacidade e horário de funcionamento reduzido a seis horas diárias.

A educação complementar terá ainda de seguir os protocolos estabelecidos no setor educacional, como organização da entrada e da saída para evitar aglomeração e intervalos com o revezamento de turmas, além do cumprimento do distanciamento de 1,5 metro e das medidas de higiene e sanitização dos espaços.

O proprietário de uma escola independente de idiomas na capital paulista, a Canadian Language School, Sérgio Sanches, explicou que deve manter as aulas online para aqueles alunos que se adaptaram ao sistema e que aceitarem continuar dessa maneira.

Mesmo assim, Sanches acredita que os alunos devem procurar a escola quando as aulas presenciais voltarem no próximo semestre. "Os alunos que continuaram tiveram desconte de 10% a 15% e para os que ficaram desempregados, demos bolsa ou meia bolsa para que pudessem permanecer".

Sanches destacou que uma das grandes lições da pandemia e do isolamento social foi a descoberta de que trabalhar em casa traz uma série de despesas, mas o aluno que estuda em casa deixa de gastar com locomoção e evita o estresse do trânsito para chegar à escola. "Por isso, os alunos que estão online hoje, eu acredito que vão continuar, e nossa perspectiva é de continuar oferecendo esse tipo de aula e melhorar a tecnologia".

Ele contou que com a paralisação das aulas por causa da pandemia, a situação da escola ficou difícil e 80% dos alunos não quiseram continuar estudando a distância por não achar eficiente. A escola não conseguiu apoio financeiro para continuar operando e usou uma reserva própria para se manter nesse período crítico.

"Se tivéssemos conseguido apoio financeiro, teríamos pago contas mais urgentes, como os funcionários que acabamos dispensando, além dos terceirizados e insumos. Nós mantivemos a escola porque conhecemos nosso produto".

O diretor executivo da Via Certa Educação Profissional, que tem 32 unidades no interior de São Paulo, Decio Marchi, explicou que a rede tinha grande expectativa quanto à expansão e precisou pausar a inauguração de novas unidades. Segundo ele, em menos de uma semana todas as unidades já tinham seu método de ensino adequado para as aulas virtuais e acesso remoto.

“Tivemos uma perda de 30% no final, porque há alunos que não tinham espaço, equipamento ou internet adequada em casa para fazer o curso. Temos que entender que há algumas variáveis que influenciam na questão da perda de aluno”.

Ele ressaltou que como franqueadora, a escola apoiou e orientou todas as unidades, com relação aos custos, que foram ajustados. Marchi disse que foram usados vários recursos, como suspensão de funcionários, redução de carga horária, diminuição de valor de aluguel. “Com isso, 90% das unidades não sofreram com problemas financeiros e conseguiram ter lucro no período de pandemia. Nós tínhamos definido que precisaríamos passar bem pelo período e manter a escola em pé”.

De acordo com o diretor executivo, já é perceptível o movimento de alunos que desejam voltar às aulas presenciais, como forma de convívio e experiência em sociedade, assim como há pessoas que não se adaptam totalmente ao ensino online.

Por causa disso, a escola já conseguiu vender boa quantidade de novos cursos, chegando perto da normalidade registrada antes da pandemia. “Muitos compram 100% online e alguns EAD - ensino a distância -, mas mostrando interesse em voltar ao presencial quando tudo isso acabar”.

Marchi reforçou que todas as escolas da franquia estão preparadas para receber os alunos assim que isso for possível. “Estamos seguindo as mudanças de faixa das cidades e os protocolos de distanciamento social e da vigilância sanitária”, acrescentou.



Caixa credita saque emergencial do FGTS para nascidos em maio
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Adriano Roberto

Caixa credita saque emergencial do FGTS para nascidos em maio

Os trabalhadores nascidos em maio começam a receber hoje (27) o crédito do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045. O pagamento será feito por meio da conta poupança digital da Caixa Econômica Federal.

Instituído pela Medida Provisória 946, o saque emergencial do FGTS pretende ajudar os trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores.

O valor do saque é de até R$ 1.045, considerando a soma dos valores de todas contas ativas ou inativas com saldo no FGTS. Cada trabalhador tem direito a receber até um salário mínimo (R$ 1.045) de todas as contas ativas e inativas do fundo.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras, com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

Liberação para saque

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 19 de setembro, para os trabalhadores nascidos em maio. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.

Até agora, a Caixa creditou o saque emergencial do FGTS para os trabalhadores nascidos de janeiro a abril. Os beneficiários nascidos em janeiro tiveram o dinheiro liberado para saque no último sábado (25).

O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir:

Mês de nascimento Dia do crédito na conta poupança social digital data para saque em espécie
janeiro 29 de junho 25 de julho
fevereiro 06 de julho 08 de agosto
março 13 de julho 22 de agosto
abril 20 de julho 05 de setembro
maio 27 de julho 19 de setembro
junho 03 de agosto 03 de outubro
julho 10 de agosto 17 de outubro
agosto 24 de agosto 17 de outubro
setembro 31 de agosto 31 de outubro
outubro 08 de setembro 31 de outubro
novembro 14 de setembro 14 de novembro
dezembro 21 de setembro 14 de novembro


Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, site fgts.caixa.gov.br e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou whatsApp.

Cancelamento do crédito automático

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até 10 dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS. Fonte Agência Brasil.



Ministro contraria Bolsonaro e tenta aumentar restrições para armas
Autor
Adriano Roberto

Ministro contraria Bolsonaro e tenta aumentar restrições para armas

O ministro da Justiça, André Mendonça, publicou uma portaria no último dia 13 de julho que exigia que o armamento da Força de Segurança Nacional tivesse chips de radiofrequência

Não está fácil encontrar dentro do governo Bolsonaro a coesão entre as plataformas do Presidente da República e as ações e interesses de seus subordinados, inclusive seus ministros. 

O caso mais claro e recente foi o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que resistia em adotar as medidas solicitadas por Jair Bolsonaro e em entrevistas constrangia abertamente as posições do governo. 

O mesmo aconteceu com Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, que era abertamente desarmamentista e gerou desconfortos para Bolsonaro. Agora a situação se repete com o sucessor de Moro na pasta da Justiça: André Mendonça. 

Mendonça publicou em 13 de julho, sob o silêncio geral, a portaria nº389/20 que define o tipo da arma de porte semiautomática e o seu calibre para aquisição e emprego no âmbito da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública. 

Na prática, o decreto estipula as normas técnicas e os critérios de uso de armamento por agentes da Força Nacional de Segurança Pública. 

Com quatro artigos e uma extensa normatização, a portaria determina entre outras coisas que o armamento da Força Nacional seja dotado de um chip de radiofrequência, supostamente para permitir a identificação do armamento em caso de supressão de identificadores como numeração e outros itens. 

A medida vai de encontro com a defesa que Bolsonaro faz para a flexibilização da posse e porte de arma de fogo.



Michele Collins pede cancelamento do Carnaval em 2021 no Recife
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Adriano Roberto

Michele Collins pede cancelamento do Carnaval em 2021 no Recife

A vereadora Missionária Michele Collins(PP), entrou com um pedido a prefeitura do Recife, por meio de requerimento, para que não haja Carnaval do Recife em 2021, por conta da pandemia do novo coronavírus. A pauta deve ir ao plenário nos próximos dias.

A parlamentar acredita que terá apoio dos seus pares.

“É uma matéria muito importante. Não podemos aglomerar em um momento em que a saúde está em risco. Não podemos pagar para ver. Pernambuco já passa dos 80 mil casos confirmados”, pontuou.

Michele ressaltou ainda que reconhece que o Carnaval é uma fonte de renda para muitas famílias.

“Estamos entrando também com um pedido de auxílio às pessoas que trabalham no carnaval como artistas, empreendedores, do ramo da alimentação e turismo para ajudá-los nesta situação”, esclareceu.



Bolsonaro é acusado em Haia de crimes contra a humanidade
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Adriano Roberto

Bolsonaro é acusado em Haia de crimes contra a humanidade

Um grupo de entidades sindicais brasileiras ingressou neste domingo (26) com uma ação no TPI (Tribunal Penal Internacional), em Haia, na Holanda, contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por crime contra a humanidade.

A Rede Sindical Brasileira Unisaúde, formada por entidades de saúde e que representa mais de um milhão de trabalhadores do setor, acusa o presidente de "falhas graves e mortais" no combate à pandemia do coronavírus.

Segundo ela, desde o início da crise sanitária o governo brasileiro tem adotado postura negligente e irresponsável que contribuiu para que o país atingisse a marca de mais de 80 mil mortes pela nova doença.

A Unisaúde é coordenada pela UNI Americas, um braço regional da UNI Global Union, federação sindical que representa mais de 20 milhões de trabalhadores do setor de serviços em cerca de 150 países.

"O governo federal deveria ser considerado culpado por sua insensível atuação frente à pandemia e por se recusar a proteger os trabalhadores da saúde", afirmou o secretário regional da UNI Americas, Marcio Monzane. "Buscar a Corte Penal Internacional é uma medida drástica, mas os brasileiros enfrentam uma situação extremamente difícil", acrescentou.

Além da Unisaúde, responsável pela iniciativa, assinaram o pedido representantes da UGT (União Geral dos Trabalhadores), da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da Nova Central Sindical, além de movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

A iniciativa se baseia no Estatuto de Roma, que define os crimes considerados internacionais, como o genocídio e a tortura. No documento, as entidades sindicais alegam que o presidente cometeu crimes contra a humanidade quando se recusou a tomar medidas que, segundo elas, visavam a proteção da população brasileira em meio à pandemia.

Para os representantes dos trabalhadores, o presidente colocou em risco a saúde da população ao promover aglomerações sem o uso de máscara e ao fazer propaganda de medicamentos como a hidroxicloroquina. Segundo o maior estudo feito no país sobre a substância, ela não tem eficácia no tratamento da doença.

"O Brasil está há mais de dois meses sem um titular na pasta da saúde, no meio da maior crise sanitária do último século, que já ceifou mais 80 mil vidas e deixou mais de 2 milhões de pessoas doentes", afirmou o grupo de entidades de saúde em um comunicado. Informações da FolhaPress.



Feitosa cobra esclarecimentos sobre visita da Polícia Federal na PCR
Autor
Adriano Roberto

Feitosa cobra esclarecimentos sobre visita da Polícia Federal na PCR

O coronel Alberto Feitosa, deputado estadual e pré-candidato à prefeito do Recife, cobrou esclarecimentos sobre mais uma visita da Polícia Federal à sede da Prefeiturada Cidade do Recife. 

Ele divulgou um vídeo em suas redes sociais onde demonstra seu inconformismo com os escândalos que envolvem a gestão do PSB e o mau uso dos recursos enviados pelo Governo Federal para o enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus.

“Recursos que foram destinados pelo Governo Federal e retirado dos nossos impostos estão sendo interpelados não só pela Polícia Federal, que já veio cinco vezes na Prefeitura do Recife, mas também pelo Tribunal de Contas do Estado. 

É preciso que isso seja esclarecido. Já não bastou o escândalo dos porcos? Eu apelo que estas investigações tenham esclarecimentos e sejam concluídas o mais rápido possível”, disse.

Segundo o deputado, não adianta vereadores aliados ao prefeito barrarem a CPI na Câmara Municipal, como aconteceu esta semana, pois a Polícia Federal está investigando as irregularidades da gestão de Geraldo Júlio, que terá que “explicar tudo isso ao povo recifense em cadeia nacional”.