Blog do Adriano Roberto


Brasil é vítima de desinformação sobre meio ambiente, diz Bolsonaro
Autor
Adriano Roberto

Brasil é vítima de desinformação sobre meio ambiente, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (22) que o Brasil é vítima de “uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”. 

Ao abrir a sessão de debates da 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), Bolsonaro justificou que há interesses comerciais por trás das notícias sobre queimadas e desmatamentos e que os incêndios que atingem as florestas brasileiras são comuns à época do ano e ao trabalho de comunidades locais em áreas já desmatadas.

“A  Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”, disse. 

“O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente”, completou.

Durante seu discurso, o presidente destacou o rigor da legislação ambiental brasileira, mas lembrou a dificuldade em combater atividades ilegais na Amazônia, como incêndios, extração de madeira e biopirataria, devido à sua extensão territorial. 

Ele ressaltou que, juntamente com o Congresso Nacional, está buscando a regularização fundiária da região, “visando identificar os autores desses crimes”.

“O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”, disse.

Covid-19

Em meio à pandemia do novo coronavírus, esta edição da Assembleia Geral da ONU é realizada de forma virtual. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a fazer um pronunciamento e o presidente Bolsonaro, assim como os outros líderes mundiais, enviou a declaração gravada.

Ele lamentou as mortes por covid-19 e reafirmou o alerta de que o vírus e as questões econômicas “deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”. 

Bolsonaro listou as medidas econômicas implementadas pelo governo federal e disse que, sob o lema “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”, os veículos de comunicação brasileiros “quase trouxeram o caos social ao país”. 

“Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população”, opinou.

Para o presidente, a pandemia deixou a lição de que a produção de insumos e meios essenciais para a sobrevivência da população não pode depender apenas de poucas nações. 

Nesse sentido, ele colocou o Brasil aberto para o desenvolvimento de tecnologias de ponta e inovação, a exemplo da indústria 4.0, da inteligência artificial, nanotecnologia e da tecnologia 5G, “com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania, prezem pela liberdade e pela proteção de dados”.

Bolsonaro falou ainda sobre a ampliação de acordos comerciais bilaterais e com blocos econômicos e disse que, em seu governo, “o Brasil, finalmente, abandona uma tradição protecionista e passa a ter na abertura comercial a ferramenta indispensável de crescimento e transformação”.

Em seu discurso, o presidente também destacou a atuação brasileira no campo humanitário e dos direitos humanos e as reformas que estão sendo implementadas no país.



Estudantes comemoram aniversário de Petrolina com doação de livros de literatura
Autor
Adriano Roberto

Estudantes comemoram aniversário de Petrolina com doação de livros de literatura

Estudantes da Educação Infantil ao Ensino Fundamental - Anos Finais, da Escola Municipal João Ferreira Gomes, em Satisfeito, zona rural de Petrolina, em Pernambuco, foram presenteados, nesta última segunda-feira (21), com a doação de livros de literatura.  

A iniciativa surgiu através do projeto ‘Fuscateca’, dos clubes de leitura ‘Leia’, ‘Leia Mais’ e ‘Viva a Leitura’, do Plenus Colégio e Curso.

Em comemoração ao aniversário de 125 anos da cidade, a ação que foi denominada “No aniversário de Petrolina, nosso melhor presente é o livro”, este ano doou 432 obras infantis, infanto-juvenis e clássicos da literatura brasileira e mundial, arrecadados em sistema de Drive-thru pelo Plenus. 

As obras foram recebidas pelos alunos da escola João Ferreira Gomes: Alisson Sabino Souza (1º Ano); João Diego Macedo Rodrigues (4º Ano) e Danilo de Araújo Macedo (8º Ano).

A gestora do educandário João Ferreira Gomes, Claudete Macedo do Nascimento, agradeceu as doações e afirmou: "esses livros, ricos em conteúdos, histórias e exemplos, serão por demais importantes para as nossas crianças e adolescentes. Muita gratidão". 

Segundo a diretora Pedagógica do Plenus, Silvia Santos, a iniciativa, desenvolvida em conjunto com outros programas de incentivo à leitura, idealizados pela escola, existe há 8 anos. E que em virtude da pandemia, não foi possível fazer a entrega em uma reunião com todos os alunos da escola. 

“O projeto que já distribuiu 7 mil livros em comunidades da zona urbana e rural, a exemplo do João de Deus, Cosme e Damião e Condomínio Vivendas; tinha as suas obras entregues em um Fusca, mas por causa das restrições à Covid-19, algumas mudanças tiveram de ser feitas”, explica.

Sílvia Santos acrescentou ainda que a leitura humaniza, educa e conscientiza o leitor. “Descobrimos vários universos quando lemos. Portanto, o colégio não vê presente melhor para a sociedade do que um livro”, concluiu.



Coronel Alberto Feitosa e Fred Ferreira usam bicicleta no Dia Mundial sem Carro e criticam dificuldades que ciclistas encontram na cidade
Autor
Adriano Roberto

Coronel Alberto Feitosa e Fred Ferreira usam bicicleta no Dia Mundial sem Carro e criticam dificuldades que ciclistas encontram na cidade

No dia em que o mundo celebra o Dia Mundial sem Carro, o Coronel Alberto Feitosa (PSC), que concorre à Prefeitura do Recife, e o vereador Fred Ferreira (PSC), que vai tentar renovar o seu mandato e tem entre as suas bandeiras a defesa dos ciclistas, pedalaram pela Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira, para mostrar as dificuldades que as pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte encontram no dia a dia. Uma das principais vias da cidade sem ciclovia e ciclofaixa. 

“É um absurdo que o ciclista não tenha vez na sua cidade, que encontre tantos problemas, principalmente a falta de segurança para se locomover”, afirmou Feitosa. 

Hoje, com o aumento do número de aplicativos de entrega que utilizam ciclistas como colaboradores, a bicicleta se tornou um dos principais meio de trabalho. 

Entre as propostas do Coronel Alberto Feitosa para a mobilidade da cidade, está a ampliação das ciclofaixas para o turismo e de ciclovias para o transporte diário. 

“Além da ampliação, é necessário que estas ciclovias e ciclofaixas tenham começo, meio e fim. Elas serão feitas nos principais corredores do Recife, como Caxangá e Abdias de Carvalho, mas também nos bairros”, disse.  

O vereador Fred Ferreira afirmou que o “canteiro central das Mascarenhas de Morais poderia ser utilizado para criar uma grande ciclovia para os trabalhadores”. 

O Coronel também defende o aumento do número de pontos de bicicletas de aluguel e pontua a importância de uma campanha educativa voltada para motoristas e ciclistas. 

“Faremos uma campanha educativa para motoristas e ciclistas, buscando o respeito, a utilização correta das vias para cada meio de transporte e a redução no número de acidentes com aqueles que utilizam a bicicleta. Ciclistas estamos juntos!”, conclui.



Bolsonaro abre a 75ª Assembleia Geral da ONU; leia a íntegra do discurso
Autor
Adriano Roberto

Bolsonaro abre a 75ª Assembleia Geral da ONU; leia a íntegra do discurso

O presidente Jair Bolsonaro abriu nesta terça-feira (22/09) a 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas com um discurso em que defendeu a gestão ambiental do país e o combate brasileiro à pandemia de coronavírus.

É a segunda vez que Bolsonaro fala na cerimônia sob forte pressão internacional por causa do avanço do desmatamento. Em seu discurso, o mandatário deve dizer que o Brasil garantiu a alimentação de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo graças ao agronegócio nacional, este sim o verdadeiro alvo das críticas ambientais de outros países, segundo a interpretação do governo.

O discurso de Bolsonaro transmitido na Assembleia Geral da ONU foi gravado na semana passada. Por causa da pandemia de covid-19, esta é a primeira vez em seus 75 anos que a ONU não verá os discursos dos chefes de Estado ao vivo e presencialmente em sua sede em Nova York (EUA).

O primeiro a falar no evento foi o secretário-geral da ONU, António Guterres, que criticou o populismo e o nacionalismo em sua fala, além de defender a cooperação internacional para lidar com a pandemia de covid-19, entre outros problemas globais.

Bolsonaro foi o primeiro líder nacional a discursar. Em sua fala, abordou a medidas adotadas durante a pandemia, como o auxílio emergencial, e políticas de seu governo contra o desmatamento, entre outros temas.

Leia abaixo a íntegra da fala de quase 15 minutos.
-
Senhor presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir;

Senhor secretário-geral da ONU, António Guterres, a quem tenho a satisfação de cumprimentar em nossa língua-mãe;

Chefes de Estado, de governo e de delegação;

Senhoras e senhores,

É uma honra abrir esta assembleia com os representantes de nações soberanas, num momento em que o mundo necessita da verdade para superar seus desafios.

A COVID-19 ganhou o centro de todas as atenções ao longo deste ano e, em primeiro lugar, quero lamentar cada morte ocorrida.

Desde o princípio, alertei, em meu País, que tínhamos dois problemas para resolver: o vírus e o desemprego, e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade.

Por decisão judicial, todas as medidas de isolamento e restrições de liberdade foram delegadas a cada um dos 27 governadores das unidades da Federação. Ao Presidente, coube o envio de recursos e meios a todo o País.

Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema "fique em casa" e "a economia a gente vê depois", quase trouxeram o caos social ao país.

Nosso governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior:

- Concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente 1000 dólares para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo;

- Destinou mais de 100 bilhões de dólares para ações de saúde, socorro a pequenas e microempresas, assim como compensou a perda de arrecadação dos estados e municípios;

- Assistiu a mais de 200 mil famílias indígenas com produtos alimentícios e prevenção à COVID;

- Estimulou, ouvindo profissionais de saúde, o tratamento precoce da doença;

- Destinou 400 milhões de dólares para pesquisa, desenvolvimento e produção da vacina de Oxford no Brasil;

Não faltaram, nos hospitais, os meios para atender aos pacientes de COVID.

A pandemia deixa a grande lição de que não podemos depender apenas de umas poucas nações para produção de insumos e meios essenciais para nossa sobrevivência. Somente o insumo da produção de hidroxicloroquina sofreu um reajuste de 500% no início da pandemia. Nesta linha, o Brasil está aberto para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e inovação, a exemplo da indústria 4.0, da inteligência artificial, nanotecnologia e da tecnologia 5G, com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania, prezem pela liberdade e pela proteção de dados.

No Brasil, apesar da crise mundial, a produção rural não parou. O homem do campo trabalhou como nunca, produziu, como sempre, alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas.

O Brasil contribuiu para que o mundo continuasse alimentado.

Nossos caminhoneiros, marítimos, portuários e aeroviários mantiveram ativo todo o fluxo logístico para distribuição interna e exportação.

Nosso agronegócio continua pujante e, acima de tudo, possuindo e respeitando a melhor legislação ambiental do planeta.

Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal.

A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil.

Somos líderes em conservação de florestas tropicais. Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo.

Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono.

Garantimos a segurança alimentar a um sexto da população mundial, mesmo preservando 66% de nossa vegetação nativa e usando apenas 27% do nosso território para a pecuária e agricultura. Números que nenhum outro país possui.

O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos.

E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente.

Estamos abertos para o mundo naquilo que melhor temos para oferecer, nossos produtos do campo. Nunca exportamos tanto. O mundo cada vez mais depende do Brasil para se alimentar.

Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas.

Os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação. Mantenho minha política de tolerância zero com o crime ambiental. Juntamente com o Congresso Nacional, buscamos a regularização fundiária, visando identificar os autores desses crimes.

Lembro que a Região Amazônica é maior que toda a Europa Ocidental. Daí a dificuldade em combater, não só os focos de incêndio, mas também a extração ilegal de madeira e a biopirataria. Por isso, estamos ampliando e aperfeiçoando o emprego de tecnologias e aprimorando as operações interagências, contando, inclusive, com a participação das Forças Armadas.

O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição.

A nossa preocupação com o meio ambiente vai além das nossas florestas. Nosso Programa Nacional de Combate ao Lixo no Mar, um dos primeiros a serem lançados no mundo, cria uma estratégia para os nossos 8.500 quilômetros de costa.

Nessa linha, o Brasil se esforçou na COP25 em Madri para regulamentar os artigos do Acordo de Paris que permitiriam o estabelecimento efetivo do mercado de carbono internacional. Infelizmente, fomos vencidos pelo protecionismo.

Em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuízos nas atividades de pesca e turismo.

O Brasil considera importante respeitar a liberdade de navegação estabelecida na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Entretanto, as regras de proteção ambiental devem ser respeitadas e os crimes devem ser apurados com agilidade, para que agressões como a ocorrida contra o Brasil não venham a atingir outros países.

Não é só na preservação ambiental que o país se destaca. No campo humanitário e dos direitos humanos, o Brasil vem sendo referência internacional pelo compromisso e pela dedicação no apoio prestado aos refugiados venezuelanos, que chegam ao Brasil a partir da fronteira no estado de Roraima.

A Operação Acolhida, encabeçada pelo Ministério da Defesa, recebeu quase 400 mil venezuelanos deslocados devido à grave crise político-econômica gerada pela ditadura bolivariana.

Com a participação de mais de 4 mil militares, a Força Tarefa Logística-Humanitária busca acolher, abrigar e interiorizar as famílias que chegam à fronteira.

Como um membro fundador da ONU, o Brasil está comprometido com os princípios basilares da Carta das Nações Unidas: paz e segurança internacional, cooperação entre as nações, respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos. Neste momento em que a organização completa 75 anos, temos a oportunidade de renovar nosso compromisso e fidelidade a esses ideais. A paz não pode estar dissociada da segurança.

A cooperação entre os povos não pode estar dissociada da liberdade. O Brasil tem os princípios da paz, cooperação e prevalência dos direitos humanos inscritos em sua própria Constituição, e tradicionalmente contribui, na prática, para a consecução desses objetivos.

O Brasil já participou de mais de 50 operações de paz e missões similares, tendo contribuído com mais de 55 mil militares, policiais e civis, com participação marcante em Suez, Angola, Timor Leste, Haiti, Líbano e Congo.

O Brasil teve duas militares premiadas pela ONU na Missão da Republica Centro-Africana pelo trabalho contra a violência sexual.

Seguimos comprometidos com a conclusão dos acordos comerciais firmados entre o MERCOSUL e a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio. Esses acordos possuem importantes cláusulas que reforçam nossos compromissos com a proteção ambiental.

Em meu governo, o Brasil, finalmente, abandona uma tradição protecionista e passa a ter na abertura comercial a ferramenta indispensável de crescimento e transformação.

Reafirmo nosso apoio à reforma da Organização Mundial do Comércio que deve prover disciplinas adaptadas às novas realidades internacionais.

Estamos igualmente próximos do início do processo oficial de acessão do Brasil à OCDE. Por isso, já adotamos as práticas mundiais mais elevadas em todas as áreas, desde a regulação financeira até os domínios da segurança digital e da proteção ambiental.

No meu primeiro ano de governo, concluímos a reforma da previdência e, recentemente, apresentamos ao Congresso Nacional duas novas reformas: a do sistema tributário e a administrativa.

Novos marcos regulatórios em setores-chave, como o saneamento e o gás natural, também estão sendo implementados. Eles atrairão novos investimentos, estimularão a economia e gerarão renda e emprego.

O Brasil foi, em 2019, o quarto maior destino de investimentos diretos em todo o mundo. E, no primeiro semestre de 2020, apesar da pandemia, verificamos um aumento do ingresso de investimentos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso comprova a confiança do mundo em nosso governo.

O Brasil tem trabalhado para, em coordenação com seus parceiros sul-atlânticos, revitalizar a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

O Brasil está preocupado e repudia o terrorismo em todo o mundo.

Na América Latina, continuamos trabalhando pela preservação e promoção da ordem democrática como base de sustentação indispensável para o progresso econômico que desejamos.

A LIBERDADE É O BEM MAIOR DA HUMANIDADE.

Faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia.

Também quero reafirmar minha solidariedade e apoio ao povo do Líbano pelas recentes adversidades sofridas.

Cremos que o momento é propício para trabalharmos pela abertura de novos horizontes, muito mais otimistas para o futuro do Oriente Médio.

Os acordos de paz entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, e entre Israel e o Bahrein, três países amigos do Brasil, com os quais ampliamos imensamente nossas relações durante o meu governo, constitui excelente notícia.

O Brasil saúda também o Plano de Paz e Prosperidade lançado pelo Presidente Donald Trump, com uma visão promissora para, após mais de sete décadas de esforços, retomar o caminho da tão desejada solução do conflito israelense-palestino.

A nova política do Brasil de aproximação simultânea a Israel e aos países árabes converge com essas iniciativas, que finalmente acendem uma luz de esperança para aquela região.

O Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base.

Deus abençoe a todos!

E o meu muito obrigado!



Partidos grandes sem candidatos a vereador.  Já Avante, Podemos, PSL e PSC surpreendem
Autor
Adriano Roberto

Partidos grandes sem candidatos a vereador. Já Avante, Podemos, PSL e PSC surpreendem

O TRE anunciou que a disputa pela Câmara Municipal do Recife terá 901 candidatos. Chamou atenção alguns partidos que não possuem candidatos a vereador.

Alguns deles com significativo tempo de televisão e rádio, como PL, PSD e PSDB. O PCO, o PMB e o Patriota também não lançaram candidatos a vereador na capital pernambucana. O PTB também só lançou 10 candidatos a vereador do Recife.

Somente Avante capitaneado pelo deputado federal Sebastião Oliveira (na foto) e seu irmão Waldemar Oliveira surpreendeu junto com Podemos lançaram a chapa completa de candidatos, com 59 nomes, já PSL e PSC lançaram 58 cada. Com informações do blog de Edmar Lyra.





Pelo segundo ano, Amazônia será tema de Bolsonaro em discurso na ONU
Autor
Adriano Roberto

Pelo segundo ano, Amazônia será tema de Bolsonaro em discurso na ONU

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a 75ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) será realizada este ano de forma virtual. Nesta terça-feira (22), em Nova York, começa o debate com a participação de líderes mundiais. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a fazer um pronunciamento. O presidente Jair Bolsonaro enviou uma declaração gravada. 

Assim como em 2019, quando discursou pela primeira vez na ONU, Bolsonaro deve falar sobre a Amazônia e as políticas ambientais do seu governo.   

“O presidente vai tocar na Amazônia. A princípio vai mostrar aquilo que estamos fazendo. Temos ainda a criação do Conselho [da Amazônia], a criação da operação Verde Brasil 2, um esforço do governo em combater as ilegalidades, o que não é simples, não é fácil e elas continuam a ocorrer, infelizmente”, afirmou a jornalistas, nesta segunda-feira (21), em Brasília, o vice-presidente Hamilton Mourão. Ele coordena as ações do governo brasileiro no combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia.  

Transmissão pela TV Brasil 

A abertura oficial da Assembleia Geral será transmitida pela ONU, e pode ser acompanhada no link clicando aqui, a partir das 10h. O discurso do presidente Bolsonaro será transmitido pela TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Pela ordem dos pronunciamentos informados pelo Palácio do Planalto, a primeira declaração será do novo secretário-geral da ONU, Volkan Bozkir. 

Em seguida, o atual secretário-geral, Antonio Guterres, apresentará o relatório anual sobre as atividades da organização. O tema do encontro este ano é "O futuro que queremos, as Nações Unidas que precisamos: reafirmar nosso compromisso coletivo com o multilateralismo - enfrentando a covid-19 por meio de uma ação multilateral efetiva".

Outro ponto a ser abordado no discurso de Bolsonaro será a pandemia do novo coronavírus. O presidente deve reiterar sua posição de que as consequências econômicas da crise devem ser tratadas com a mesma prioridade das questões de saúde. 



Polícia cumpre mandados de prisão contra suspeitos de tráfico no RJ
Autor
Adriano Roberto

Polícia cumpre mandados de prisão contra suspeitos de tráfico no RJ

Policiais civis e militares fazem hoje (22) uma operação para cumprir 29 mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento com a venda de drogas ilícitas em Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro. Também estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão.

A polícia descobriu um grupo de criminosos que controlava a região do Complexo do Jatobá. As drogas, vendidas nos bairros de Grama, Grotão, Jatobá, Morro da Alegria e Bela Vista, tinham etiquetas identificando o grupo criminoso.

O objetivo da ação é manter o baixo índice de letalidade no município. De acordo com a Polícia Civil, nos últimos três anos, as polícias civil e militar fizeram 45 operações integradas no município, que resultaram em 213 prisões.

Com informações da Agência Brasil.



Huck fala em desejo de liderar uma geração na política:
Autor
Adriano Roberto

Huck fala em desejo de liderar uma geração na política: "estou aqui"

O apresentador de TV Luciano Huck (sem partido), cotado para disputar a Presidência em 2022, chamou para si nesta segunda, 21, o protagonismo em debater e propor medidas para transformações sociais, econômicas e ambientais no País. Em reunião do Conselho Político e Social (Cops) da Associação Comercial de São Paulo da qual o Estadão participou, ele disse querer "mobilizar, liderar e fomentar uma geração".

Huck foi questionado por um integrante do Cops se "tem coragem" de ser candidato a presidente. "Estou aqui", respondeu, antes de ponderar que, por enquanto, se vê como "cidadão ativo" e dizer que atua sem intenções de poder.

"Eu quero mobilizar, liderar, fomentar uma geração para que a gente participe ativamente das transformações que o Brasil precisa. Ninguém vai entregar isso de graça para a gente", disse Huck em relação a desigualdades sociais no País. "Sobre a questão da coragem (de se candidatar a presidente), estou aqui, não é?, estou aqui conversando sobre temas que não são óbvios para mim, como energia, reformas. Tenho estômago para ouvir opiniões diversas, para estar em cena num momento tão delicado do País. Neste momento, estou sentado aqui como cidadão ativo, que está no debate público."

O apresentador evitou falar diretamente da próxima eleição presidencial e pediu foco aos temas das cidades em função do pleito deste ano. "(Não quero) personificar ou 'fulanizar', em mim ou outra pessoa, um debate eleitoral majoritário que não está em voga neste momento. Isso mais atrapalha que ajuda, e Brasil afora tem gente mais preocupado com a eleição (de 2022) do que em atender as necessidades das pessoas. Temos neste ano um ciclo eleitoral nas cidades e a política começa nas cidades."

Entusiasta de movimentos de renovação e formação política como o RenovaBR e o Agora!, Huck disse que o caminho para melhorar a situação do País está na política. "Só o Estado, que é gerido pela política, tem o poder exponencial de transformação. E a política é gerida pelos políticos. Acho importante esta convocação geracional, atrair o que tem de melhor na sociedade civil para chegar perto da política."

Huck afirmou que vê o Brasil sem lideranças que promovam o debate. "A demonização da política e a não harmonia entre Poderes estão ligadas à questão da liderança. (É preciso) uma liderança que concilie e dialogue, e não que assopre brasa com discursos sectários. Precisamos retomar o diálogo."

A participação de Huck na reunião do Cops estava marcada para acontecer em março deste ano, mas foi adiada por causa da pandemia de coronavírus e por isso aconteceu nesta segunda.

'O lugar do Brasil é como a maior potência verde do planeta'

Huck também falou sobre sustentabilidade e defendeu que o Brasil se torne uma nação agroindustrial sustentável, aliando o potencial da agronegócio à preservação ambiental. Para ele, esta é uma forma de atrair investimentos e transformar o País em uma "potência verde".

"O mundo quer investir em economias limpas", disse. "É uma oportunidade de ouro com o nosso potencial. Precisamos de lideranças que enxerguem com clareza essa oportunidade. O que tem prevalecido nos últimos anos é a visão que endossa o extrativismo predador. A aceleração do desmatamento, a não importância (dada) às queimadas como não as estivéssemos vendo. Essa é a década da bioeconomia, com floresta em pé."

Huck diz ver convergências entre bandeiras do agronegócio e do ativismo ambiental. "Converso com os dois lados e encontro pontos em comum", afirmou, sem dar exemplos. "Dá para romper com o litígio. Precisamos romper radicalmente com o debate raso, o litígio entre agricultura e meio ambiente, produção e sustentabilidade."



Bolsonaro anuncia cota extra de açúcar prevista desde abril pelos EUA
Autor
Adriano Roberto

Bolsonaro anuncia cota extra de açúcar prevista desde abril pelos EUA

Anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta segunda-feira (21) como resultado das negociações de parceria estratégica com o governo Donald Trump, a ampliação da cota de açúcar que o Brasil poderá exportar a mais para os Estados Unidos já era esperada desde abril.

Bolsonaro divulgou em mensagem nas redes sociais que o Brasil poderá exportar 80 mil toneladas a mais de açúcar ao mercado dos EUA.

"A quota para o açúcar brasileiro nos EUA passa de 230 para 310 mil toneladas e, por lei, beneficiará exclusivamente os produtores do Nordeste", escreveu o presidente.

"Trata-se já do primeiro resultado das recém-abertas negociações Brasil-EUA para o setor de açúcar e álcool, conduzidas no Brasil pelo MRE e nos EUA pelo USTR [autoridade comercial americana]", continuou.

Apesar de Bolsonaro ter propagado a ampliação como uma vitória, ainda em abril, a USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou publicamente que haveria aumento das quotas tarifárias até 30 de setembro.

Consequentemente, coube ao representante comercial dos Estados Unidos alocar a cota extra para diversos países.

Em junho, o Brasil recebeu uma quota adicional de 13 mil toneladas. Nesta terça, houve anúncio da possibilidade de exportação de mais 80 mil toneladas de açúcar, como divulgado por Bolsonaro.

A razão alegada para a ampliação foi a quebra da safra de açúcar nos EUA aliada a incertezas no nível de fornecimento de certos países, como México e os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

O anúncio da medida como resultado da negociação com os EUA nesta segunda irritou representantes do setor. O motivo do incômodo é que esse tipo de notícia divulgada com teor político e como se fosse uma novidade afeta os mercados.

A UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e o FNS (Fórum Nacional Sucroenergético) divulgaram nota na qual esclarecem que a concessão de cota adicional de 80 mil toneladas "se trata de um procedimento normal adotado pelos EUA nos últimos anos".

O anúncio, dizem, ocorre "sem representar qualquer avanço estrutural para um maior acesso do açúcar brasileiro àquele país."

"Além da cota tradicional que o Brasil possui, de 152 mil ton/ano, tem sido praxe a abertura de novas cotas para suprir os volumes dos países que não conseguem vender a quantidade prevista ou para complementar a demanda anual dos Estados Unidos" diz a nota das entidades. "Nesses casos, o Brasil acaba sendo beneficiado não por concessão americana, mas por ser o país com o maior volume de açúcar para exportação no mundo."

O texto ainda reforça que a cota extra de açúcar representa 0,3% das média das exportações brasileiras de açúcar e é "consideravelmente inferior à cota mensal de etanol que o Brasil ofereceu novamente aos EUA em setembro".

"É fundamental, portanto, que as discussões entre os dois países avancem em direção à ampliação significativa das nossas exportações de açúcar, a partir de resultados permanentes e concretos, condizentes com a concessão feita pelo Brasil nos últimos anos para o etanol americano", conclui a nota.Neste mês, o governo Bolsonaro estendeu uma medida que zera o imposto de importação sobre o etanol americano.

Em decisão tomada no último dia 11, foi cortada a taxa de 20% sobre 187,5 milhões de litros originados dos Estados Unidos por 90 dias.

Antes disso, o governo já havia liberado a importação de uma cota de 750 milhões de litros de etanol americano sem o imposto de importação regular de 20% para o produto. Nesse caso, a medida venceu no último dia 31.

A decisão foi tomada pelo comitê executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior), órgão responsável por definir alíquotas de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, analisar regras de acordos comerciais e outras atribuições. O comitê é integrado pela Presidência da República e pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura.

Conforme mostrou o jornal Folha de S.Paulo, a nova medida teve participação do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Ele convenceu o presidente Jair Bolsonaro a adotar mais um gesto para agradar o governo do presidente Donald Trump, que disputa as eleições naquele país em menos de dois meses.

Os americanos não queriam apenas a prorrogação da cota: eles trabalhavam para que o Brasil aceitasse o livre comércio do produto, o que beneficiaria produtores de milho daquele país –o etanol americano é feito a partir do cereal, e não da cana-de-açúcar, como ocorre no caso brasileiro.



Câmara aprova MP que recria o Ministério das Comunicações
Autor
Adriano Roberto

Câmara aprova MP que recria o Ministério das Comunicações

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (21) a Medida Provisória 980/20, que cria o Ministério das Comunicações a partir de desmembramento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A MP será enviada ao Senado.

O Ministério das Comunicações terá três secretarias subordinadas, entre elas a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), que passa da Presidência da República para o novo ministério. As outras duas secretarias são de Radiodifusão e de Telecomunicações.

A Secom é responsável por comandar a propaganda oficial do governo Bolsonaro e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla a TV Brasil e outros veículos.

Segundo o texto aprovado para a MP, do deputado Cacá Leão (PP-BA), em vez da transformação do cargo de natureza especial do secretário de Comunicação Social no cargo de secretário-executivo do novo ministério, ele será obtido com a extinção de 145 funções gratificadas (FG) do Ministério da Economia.

Com essa extinção de cargos, serão criados ainda um cargo DAS-6 e dois cargos DAS-4.

Competências

Além da publicidade oficial do governo, o novo ministério cuidará da política nacional de telecomunicações e de radiodifusão; dos serviços postais; do relacionamento do governo federal com a imprensa; e do sistema brasileiro de televisão pública. Será ainda responsável pela convocação de rede obrigatória de rádio e televisão para pronunciamentos de autoridades.

A medida provisória também transfere para o novo ministério cinco cargos do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) que pertenciam à Secretaria de Governo da Presidência da República.

Quanto às gratificações de representação recebidas por servidores, militares e empregados designados para atuar na Secom, o parecer permite a continuidade de seu pagamento enquanto essas pessoas permanecerem em exercício nessa secretaria, contanto que tenham sido nomeados até 10 de junho de 2020 (data de edição da MP).

Parcerias de investimento

No texto aprovado, Cacá Leão retomou dispositivo da MP 922/20, que perdeu vigência sem ser votada, para tornar irrecusável a requisição de servidores para a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia.

De igual forma, será considerada irrecusável a requisição de servidores para o Ministério das Comunicações. No entanto, em vez de a data limite ser 31 de dezembro de 2021, como originalmente previsto, passa a ser 30 de junho de 2023.

Ministério da Educação

Para viabilizar a votação, o relator desistiu de incluir no texto autorização para o Ministério da Educação mudar, por portaria, a distribuição e os quantitativos dos cargos em comissão e das funções de confiança das universidades federais.

Ele excluiu ainda artigo que autorizava o Poder Executivo a mudar a distribuição e a quantidade de três tipos de funções para convertê-las em funções comissionadas do Poder Executivo (FCPE).

Destaques rejeitados

Os deputados rejeitaram três tentativas de mudanças no texto da MP:

- destaque do PT que pretendia manter a Secom na estrutura da Presidência da República, revertendo sua transferência para o Ministério das Comunicações;

- destaque do PDT que tinha a mesma intenção, de manter a Secom na Presidência da República; e

- emenda do deputado Enio Verri (PT-PR) que pretendia criar o Conselho Multissetorial de Acompanhamento de Políticas Públicas em Comunicações, vinculado ao Ministério das Comunicações e com representantes da sociedade civil e do governo.

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Senadores voltam a Brasília após seis meses e fazem votação drive-thru
Autor
Adriano Roberto

Senadores voltam a Brasília após seis meses e fazem votação drive-thru

Após seis meses de sessões remotas por causa da Covid-19, senadores voltaram nesta segunda-feira (21) a Brasília para atividades presenciais. Como medida de segurança estrearam um sistema drive-thru de votação. De dentro de carros, os congressistas evitaram aglomerações em plenário de uma comissão. Eles digitaram seus votos em dois totens instalados no estacionamento do Senado.

Parte dos senadores, porém, pôde votar em plenário. Duas cabines foram instaladas para registrar as decisões dos parlamentares. As atividades foram retomadas em razão da necessidade de votação presencial e secreta para escolha de embaixadores.

Apesar dos cuidados de higienização tomados pela Casa, o medo de contágio pelo novo coronavírus foi presença constante entre os senadores. As votações secretas, como a de escolha de embaixadores e votações de PECs (propostas de emenda à Constituição), serão criptografadas, e feitas por meio de biometria.

Somente nesses casos os senadores irão votar de forma presencial enquanto durarem as sessões remotas. Ainda não há previsão para a retomada presencial total dos trabalhos.

Durante a sessão, nenhum dos parlamentares descuidou do uso do álcool. O produto estava nas mesas e nos bolsos dos ternos. Os cumprimentos foram apenas com os cotovelos ou um aceno distante.

"Eu sei que não posso estar absolutamente seguro, mas, se eu tomar os cuidados, fico com a consciência tranquila", disse o senador Esperidião Amin (PP-SC). Desde o início das votações remotas, ele não comparecia em Brasília.

Amin foi um dos congressistas que optou por votar no plenário onde ocorria a reunião. Por lá, foram colocados tubos de álcool em gel em todas as mesas.

As cadeiras foram identificadas com adesivos na cor verde e laranja para que fosse mantida a distância. Os senadores só podiam sentar nas cadeiras que estavam com adesivo verde.

A presença de servidores também foi limitada, o que transformou os corredores do Senado em um ambiente esvaziado, bem diferente do que tradicionalmente acontecia nas sessões antes da pandemia.

O uso da máscara foi obrigatório em todos os locais do Senado. Alguns congressistas aproveitaram o item para manifestar posições políticas. Um deles foi o líder do PSL, senador Major Olímpio (SP), que usou uma máscara em defesa da Operação Lava Jato.

"Dá uma tristeza ver esses corredores vazios. E sei que após esta semana de votação presencial não teremos data para voltar as sessões presenciais", disse o senador.

Para ele, o medo que cerca a volta presencial à Casa deve dificultar o retorno dos trabalhos. "Ouso dizer que não voltaremos mais neste ano", afirmou.

De acordo com o Senado, os totens de votação foram instalados sem custo extra para a Casa, uma vez que já eram usados em comissões. A adaptação dos móveis foi feita pela equipe de marcenaria.

"Este novo sistema, sem dúvida, vai gerar economia para o Senado e também para o Itamaraty, já que permite que os indicados não precisem estar presentes aqui no Senado para a sabatina", disse o senador Nelson Trad (PSD-MS), presidente do colegiado.

Dos 20 senadores que integram a CRE, apenas 2 titulares não compareceram: Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Ciro Nogueira (PP-PI). Os suplentes dos parlamentares, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), também não compareceram.

Ao todo, os congressistas votaram 32 nomes, que ainda precisam ser aprovados pelo plenário, o que deve ocorrer até quinta-feira (24).

A reunião da CRE começou por volta das 8h. Para evitar aglomerações, a apresentação dos relatórios e votação dos nomes pelos senadores foi dividida em três etapas –uma de manhã, outra à tarde e a última à noite.

As ausências não prejudicaram as votações. Para que os indicados fossem aprovados, eram necessários dez votos.

Na primeira etapa, 11 nomes foram aprovados. Todos os indicados na primeira etapa participaram de forma remota. Apenas 6 dos 32 diplomatas foram ao Senado. Nesta terça-feira (22), é a vez dos integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado se reunirem.

Os congressistas votam a indicação de Maria Thereza de Assis Moura para o cargo de corregedora-geral do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Também será votada a indicação do almirante de esquadra Leonardo Puntel para o STM (Superior Tribunal Militar).