Blog do Adriano Roberto


Lula e Léo Pinheiro conversaram em sítio antes de obra, diz caseiro a Moro
Autor
Adriano Roberto

Lula e Léo Pinheiro conversaram em sítio antes de obra, diz caseiro a Moro

Da Veja - O caseiro Élcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona, afirmou ao juiz federal Sergio Moro nesta quarta-feira, 20, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), antes das reformas na cozinha e no lago da propriedade, custeadas pela empreiteira. O sítio era frequentado por Lula e sua família e foi reformado por empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras ao custo de 1 milhão de reais.

Segundo Maradona, que trabalha na propriedade desde 2005, quando o imóvel ainda não havia sido comprado pelo empresário Fernando Bittar, a conversa entre Lula e Pinheiro aconteceu “mais ou menos” em 2014. Arrolado como testemunha no processo da Operação Lava Jato que trata de reformas no sítio, feitas entre 2010 e 2014, o caseiro relatou que Bittar lhe informou que Pinheiro iria até o local.

“Teve uma vez que o Fernando ligou pra mim que ele [Léo Pinheiro] ia para o sítio, ele foi lá, eu abri o portão eles entraram lá, reuniu lá e foram embora”, declarou. Conforme Maradona, “o presidente estava nesse dia”.

Questionado pelo procurador da República Athayde Ribeiro Costa sobre o conteúdo da conversa, o caseiro disse que não sabe. “Eu não participei, só abri o portão, eles conversaram, não fiquei por perto, não sei o teor da conversa, o que ficou decidido, o que foi falado, se foi uma visita informal, não sei”, afirmou.

Maradona relatou que a conversa não teve a participação de Fernando Bittar e envolveu também o ex-arquiteto da OAS Paulo Gordilho, e que a reforma na cozinha do sítio começou na semana seguinte a uma visita de Gordilho à propriedade. O caseiro contou ainda que o arquiteto da OAS tratou desta obra diretamente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva.

“Acredito que Paulo Gordilho decidiu com a dona Marisa essa parte, porque durante a semana a dona Marisa ia para o sítio e o seu Paulo Gordilho ia nesse mesmo dia que ela estava. Então ali era uma coisa que não foi tratada com o Fernando, foi uma coisa que a dona Marisa que gerenciava essa parte da cozinha”, relatou.

Mensagens encontradas pela Lava Jato no celular de Paulo Gordilho mostram como foi um encontro dele com Lula no sítio, no início de 2014.

“Bebemos eu e ele uma garrafa de cachaça da boa Havana mineira e umas 15 cervejas”, detalhou o arquiteto sobre a reunião a um amigo no WhatsApp. A princípio, o encontro tinha como objetivo “dirimir dúvidas do casal Lula” em relação à reforma que seria feita na cozinha gourmet da chácara. Em seguida, ele afirmou que ficou de se encontrar com Marisa Letícia naquela semana para “tirar umas ideias dela”.

Em outro diálogo, desta vez com Léo Pinheiro, Paulo Gordilho se referiu a Lula como “chefe”, e a Marisa, como “madame”. “O projeto da cozinha do chefe está pronto. Se (puder) marcar com a Madame, pode ser a hora que quiser”, escreveu o arquiteto.

Em depoimento a Moro na semana passada, o encarregado de obras da OAS Misael de Jesus Oliveira afirmou que Lula cobrava a conclusão da obra no lago do sítio por meio de “recados” de Maradona. “A primeira-dama me pediu diretamente algumas coisas. O presidente, só através de recados. Ele nunca chegou para mim para pedir nada (…) Ele [Maradona] falava: o presidente tá perguntando quando vai ficar pronto o lago, quando que vai mexer no lago, o que está acontecendo no lago.”

Ao juiz federal, o caseiro disse que Lula nunca lhe pediu qualquer favor ou que transmitisse recados aos encarregados pela obra.

Imagem que, segundo a PF, mostra Paulo Gordilho, arquiteto da OAS, com Lula no sítio de Atibaia 
Imagem que, segundo a PF, mostra Paulo Gordilho, arquiteto da OAS, com Lula no sítio de Atibaia (Reprodução/Polícia Federal)

O processo sobre o sítio

Na ação penal referente ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), Lula responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no suposto recebimento de 1 milhão de reais em propinas das empreiteiras Odebrecht, OAS e Schahin por meio de reformas e da construção de benfeitorias na propriedade. Formalmente, os donos do sítio são os empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, amigos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito de Lula.

O interrogatório do ex-presidente no processo foi marcado pelo juiz Sergio Moro para o dia 11 de setembro, às 14h.



Em uma década, polos de violência no Brasil migram das capitais para cidades de médio porte
Autor
Adriano Roberto

Em uma década, polos de violência no Brasil migram das capitais para cidades de médio porte

Do UOL - Ação de criminosos para roubar empresa de transporte de valores em Eunápolis, no sul da Bahia, tem ataque a guarita de vigilante, morto a tiros

Em 2006, o município de Queimados (RJ), hoje com 145 mil habitantes, ocupava apenas a 83ª colocação no ranking das cidades com maiores taxas de homicídios do país. Seu índice era de 58,6 por 100 mil habitantes.

Uma década depois, esse número mais que duplicou, chegou a 134,9 por 100 mil moradores e levou a cidade ao posto de mais letal no Brasil.

O que ocorreu com a cidade fluminense reflete bem a mudança na dinâmica nacional dos homicídios nos últimos anos. Os dados mostram a consolidação da migração da violência das capitais e grandes metrópoles para centros urbanos de médio porte.

Segundo o Atlas da Violência 2018, divulgado na sexta-feira (15) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2016 (último com dados disponíveis no DataSUS), as capitais saíram da liderança do ranking de mortes violentas.

O foco dos homicídios no Brasil agora se concentra em cidades com população entre 100 mil e 200 mil habitantes. Das 20 cidades com maior taxa de homicídios do país, 13 estavam nessa faixa populacional --sendo as seis primeiras nessa condição.

Em 2016, nenhuma capital liderou os rankings estaduais de homicídio.

Em 2006, na lista dos dez municípios mais violentos, de acordo com o Mapa da Violência (que usa a mesma fonte do Atlas da Violência), três eram capitais: Recife, Maceió e Vitória.

Já em em 2016, a capital com maior taxa de homicídios --Belém, com índice de 77 mortes por cada 100 mil habitantes-- aparece apenas na 22ª colocação entre as cidades mais violentas do país. Em 2015, Fortaleza aparecia na 13ª posição da lista.

O Atlas da Violência traz as taxas de homicídio apenas das cidades com populações maiores que 100 mil habitantes.

Fenômeno acelerado e em crescimento
Na pesquisa dos dados referentes a 2006, o coordenador do Mapa da Violência, Julio Jacobo Waiselfisz, apontou pela primeira vez a existência do que classificou de "novo fenômeno". "Se até 1999 os polos dinâmicos da violência se localizavam nas grandes capitais e grandes metrópoles, a partir dessa data, nessas áreas, seu crescimento se estagnou, mas começou a se acelerar no interior dos estados", disse.

Apesar de ser um fenômeno notado ainda no início do século, o Atlas da Violência mostrou que ele cresce ano após ano.
Em 2015, 109 municípios concentravam metade das mortes violentas do país. Um ano depois, esse número cresceu e inclui outras 14 cidades, saltando para 123 municípios --sendo que quatro capitais saíram dessa lista: Curitiba, Goiânia, Florianópolis e Espírito Santo.

Para o coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, dois fatores ajudam a explicar essa migração: o crescimento da renda nas cidades de pequeno e médio porte e a falta de investigação e inteligência policiais.

"Primeiro vejo o aumento da renda, que, além de expandir a economia, atrai mercados ilícitos, como o de drogas, por exemplo. E, quando os mercados passam a se tornar viáveis, passam a ter disputa --e eles funcionam na base de violência", explica.

O outro ponto citado tem a ver com a "política de segurança equivocada" do país, na visão do pesquisador. "Essa política deixou de lado a investigação e a inteligência para fazer prisão de baixa qualidade, deixando de lado os que cometem grande crimes e as lideranças", afirma.

"Como a gente faliu as nossas polícias civis, as prisões são de policiamento ostensivo, que prende em flagrante, aquele pé de chinelo, ladrão de galinha. A gente pega esse monte de gente e vai aumentando enormemente a população dos presídios, onde o Estado não tem nenhum controle. Isso faz com que esses jovens e passem a ser mão de obra das facções criminosas."

O sociólogo e coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da UFC (Universidade Federal do Ceará), César Barreira, diz que essa migração do crime decorre também do maior controle exercido pelas polícias nas capitais.

"Em vários momentos, desde a migração do crime de São Paulo e do Rio para outras capitais, especialmente do Nordeste, os criminosos vão seguindo a rota, fugindo de onde a polícia começa a agir de forma mais presente", explica.

Para Barreira, o interior começou também a ser atraente. Prova disso são os inúmeros ataques a caixas eletrônicos. "O crime está muito ligado ao desenvolvimento local. As grandes obras, por exemplo, trazem a perversão que o próprio capitalismo cria", avalia.

Para o sociólogo, o poder público não sabe responder o porquê da migração. "A gente tem uma resposta como pesquisador, mas a polícia tem de ter dar uma resposta de por que esses crimes migram. Seria ausência de um contingente policial? Pode ser, mas sempre defendo que é impossível que essas cidades menores tenham contingentes em um número razoável, a não ser que trabalhemos com conglomerados --o que não acontece hoje", pontua.

O que diz o Ministério da Segurança Pública?
Em reposta ao UOL , o Ministério Extraordinário da Segurança Pública disse que o ministro Raul Jungmann "tem falado publicamente sobre focar os esforços nos 2% dos municípios que concentram os 50% dos homicídios".

"Ele tem tratado disso, inclusive, na recém-criada Câmara Setorial de Prevenção Social e de Segurança, coordenada por ele e que tem a participação de outros ministros dessas duas áreas. Desse foco decorrem diversas medidas de que ele tem tratado, inclusive de envolver os municípios nas políticas de segurança pública", informou a pasta, se referindo à pasta do Desenvolvimento Social e à Secretaria de Juventude.



Dilma e conselho da Petrobras são processados por Pasadena
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Adriano Roberto

Dilma e conselho da Petrobras são processados por Pasadena

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu um processo contra 12 conselheiros de administração da Petrobras à época da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006. A autarquia acusa os conselheiros, o que inclui a ex-presidente Dilma Rousseff, à época ministra da Casa Civil, de não terem atuado no melhor interesse da companhia ao aprovar a operação.

Além de Dilma, os acusados no processo são Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda; José Sergio Gabrielli, que era o presidente da petroleira; e os ex-diretores Guilherme Estrella, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Almir Barbassa e Ildo Sauer.

Completam a lista Claudio Haddad, presidente do conselho do Insper, Fabio Barbosa, ex-presidente do Santander e Gleuber Vieira, general da reserva.

O processo foi instalado pela CVM a partir de um inquérito aberto em 2014.

A compra da refinaria de Pasadena foi feita pela Petrobras a preço acima do valor de mercado.

O TCU (Tribunal de Conta da União) também investigou a operação e em outubro de 2017 avaliou que o conselho da estatal foi o responsável pela aquisição.

A defesa de Dilma afirmou ao TCU que a ex-presidente foi vítima de um "conluio fraudulento" entre a diretoria internacional da Petrobras e executivos da Astra Oil, que foi quem vendeu a refinaria. A argumentação é que o conselho teria sido induzido a erro. Em dezembro de 2017, a força-tarefa da Lava Jato denunciou o ex-senador Delcídio do Amaral e mais dez pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro em razão da compra.

Os acusados pela CVM podem tentar fechar um acordo com a autarquia, para encerrar o processo sem um julgamento. Se não fizerem essa solicitação ou o acordo não for aceito, eles serão, após a apresentação de defesas, julgados pelo colegiado da CVM.

A autarquia tem em aberto outros três inquéritos que investigam a conduta de administradores da Petrobras. Um deles examina construção da Refinaria Abreu e Lima; outro trata da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o terceiro investiga a contratação da consultoria holandesa SBM Offshore. Com informações da Folhapress.



Secretário recebe representantes de forças sindicais e empresários do setor portuário
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Adriano Roberto

Secretário recebe representantes de forças sindicais e empresários do setor portuário

Em seu primeiro dia à frente da pasta, o novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Antônio Mario Pinto, reuniu-se com representantes de forças sindicais e empresários ligados ao setor portuário para escutar as demandas e sugestões para esta área. O objetivo do encontro foi discutir estratégias para fortelecer o setor. 

O secretário Antônio Mario Pinto é advogado e também tem graduação em Economia pela Universidade Católica de Pernambuco (1985), sendo membro do Conselho Regional de Economia desde 1985. 

Já desempenhou a função de Vice-Presidente da OAB/PE (1995/1997) e Conselheiro Federal da OAB (1997/2000).



Concursos públicos acontecem normalmente em ano eleitoral
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Adriano Roberto

Concursos públicos acontecem normalmente em ano eleitoral

Quem tem o sonho de conquistar uma carreira pública por meio de concurso não precisa se preocupar com as eleições. Mesmo em ano eleitoral, como o que estamos, as seleções podem acontecer normalmente. A única alteração fica por conta de nomeações, explica o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santos, Rogério Mehana.

“Não tem nenhuma restrição para aplicação de provas no período eleitoral. A proibição é para nomeação de aprovados, nos três meses que antecedem o pleito até a posse do eleito, caso o concurso não tem sido homologado (resultado final) antes disso. Se já houve a homologação, pode ser nomeado em qualquer tempo”, ressalta Mehana.

Segundo ele, o objetivo da proibir a contratação em processo que não finalizado até 3 meses antes da eleição é evitar que o administrador público use a situação para se favorecer eleitoralmente. Ou seja, nomear alguém em troca de apoio. “Se fizer isso, há a nulidade do ato e ele responde por abuso de poder. Lembrando que a legislação fala em circunscrição do pleito, que este ano pé estadual e federal. Quer dizer que nos municípios nada muda e qualquer nomeação pode ser feita”. 

TRE

Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informa que a Lei nº 9.504/97, que determina proibição de nomeações em concurso público nos três meses que antecedem o pleito e até a posse dos eleitos, tem exceções.

Mesmo sem homologação no período determinado, podem ser nomeados cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais ou conselhos de contas e dos órgãos da Presidência da República. Também estão liberadas nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do chefe do Poder Executivo.

Concursos

Só esta semana estão abertas 4.135 vagas em concursos em todo o País. O último edital saiu na sexta-feira (15). São os 500 postos para a Polícia Federal.

As inscrições começaram nesta terça-feira (19), ao custo de R$ 180. Os salários são de R$ 11.983,26 para agente, escrivão e papiloscopista, e de R$ 22.672,48 para perito e delegado. As provas estão previstas para 19 de agosto (www.cespe.unb.br).



Evandro Alencar recebe mais um importante apoio rumo à Câmara Federal
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Adriano Roberto

Evandro Alencar recebe mais um importante apoio rumo à Câmara Federal

O araripinense Evandro Alencar, pré candidato a deputado federal pelo PRTB, recebeu, nesta terça-feira (19), o apoio de Joel Krüger, Presidente Nacional do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), para sua candidatura de deputado Federal.

O anuncio aconteceu quando Krüger, aproveitou a “Reunião das Câmaras especializadas em Agronomia e Engenharia”, no Recife, e visitou o CREA-PE. Para Joel, a pre-candidatura do prtbista é de suma importância para o fortalecimento do sistema, uma vez que a articulação política vai colaborar para o crescimento da infraestrutura pernambucana.



CUT apoia greve dos professores e repudia atitude do prefeito de Olinda
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Adriano Roberto

CUT apoia greve dos professores e repudia atitude do prefeito de Olinda

A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT PE) vem a público manifestar total apoio e solidariedade à luta dos Professores Municipais de Olinda, ao mesmo tempo repudiar a atitude desrespeitosa do Professor Lupércio, atual gestor do município, que vem tratando a entidade de classe e a categoria dos profissionais em educação com truculência e descaso.

A construção de uma sociedade justa, igualitária, onde haja respeito às diferenças e que garanta oportunidade para todos só será possível quando a educação, de fato, for pautada como base de sustentação dessa sociedade. É necessário tornar os discursos eleitorais em políticas públicas efetivas, voltadas para o fortalecimento da educação e dessa forma salvar o futuro das nossas gerações.

Infelizmente a situação da educação no país está muito longe do que deveria ser. No município de Olinda a situação não é diferente, o caos se reproduz.

O prefeito da cidade, que por sinal vem da base da educação, nega completamente sua origem, ao tratar os professores com descaso e total desrespeito. Dos 6,81% que deveriam ser corridos como reposição salarial, a partir de janeiro, o prefeito quer repassar apenas 4% só a partir de setembro, sem retroativos. Como não bastasse esse absurdo a gestão não tem a menor transparecia com a sociedade e com a categoria, ao não explicar onde estão os recursos do FUNDEB, verba do governo federal destinados à educação básica.

A CUT parabeniza o SINPMOL e a decisão dos professores em não aceitar essa proposta e continuar resistente no movimento grevista que entrar no 11º dia. Diante dessa batalha travada pelos professores, aproveitamos para pedir que os alunos, país de alunos e toda sociedade Olindense apõem de forma efetiva esse movimento grevista. Essa luta é para conquistar a valorização dos professores, denunciar as péssimas condições de ensino e garantir uma educação de qualidade para todos os alunos da rede municipal da cidade de Olinda. Porque a educação é o maior patrimônio que podemos deixar para as próximas gerações.

Recife, 20 de junho de 2018

CUT PERNAMBUCO



Decisão sobre fim de benefício a juízes fracassa na AGU e vai ao STF
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Adriano Roberto

Decisão sobre fim de benefício a juízes fracassa na AGU e vai ao STF

Do Estadão - A Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral da União (AGU) devolveu ao Supremo Tribunal Federal relatório sobre o pagamento de auxílio-moradia de R$ 4,3 mil a juízes e promotores sem um acordo fechado, após três meses de negociação. O documento traz duas propostas feitas nas reuniões – aumentar o teto salarial de R$ 33.763 dos ministros do STF para incorporar o valor do auxílio ou aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), fixando uma parcela de valorização por tempo na magistratura e no Ministério Público –, mas deixa para a Corte a decisão do que fazer.

A primeira depende de aprovação no Congresso e pode provocar efeito cascata no salário de outras categorias enquanto a segunda não pode ser votada pelos parlamentares enquanto vigorar a intervenção federal na segurança pública do Rio.

Após o fracasso das negociações na Câmara de Conciliação, o caso volta às mãos do ministro Luiz Fux, relator no Supremo. A AGU concluiu que a segurança jurídica da concessão da ajuda de custo para moradia de juízes e promotores “demandaria o advento de uma nova legislação, respeitando-se os espaços de iniciativa privada, previstos constitucionalmente para as esferas federal ou estadual”. Todas as alternativas analisadas na tentativa de conciliação teriam de passar, necessariamente, pelo Poder Legislativo.

Estudo feito pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados aponta que o fim do auxílio-moradia para o Judiciário e o Legislativo resultaria em uma economia anual de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos. Somente com o Judiciário federal e os estaduais, o levantamento mostra uma economia média de R$ 945,6 milhões por ano – esse valor seria, por exemplo, próximo ao que o governo prevê arrecadar em 2018 com a reoneração da folha de pagamento das empresas (R$ 830 milhões).



MP do Ministério da Segurança é aprovada no Senado e vai à sanção
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Adriano Roberto

MP do Ministério da Segurança é aprovada no Senado e vai à sanção

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (19) o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 821/2018, que cria o Ministério da Segurança Pública. A nova pasta absorve algumas atribuições antes vinculadas ao Ministério da Justiça. O texto vai à sanção presidencial.

Entre as competências do novo ministério figuram coordenar e promover a integração da segurança pública em todo o território nacional em cooperação com os demais entes federativos; exercer, planejar, coordenar e administrar a política penitenciária nacional; e fazer o patrulhamento ostensivo das rodovias federais, por meio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Também caberá à pasta exercer a política de organização e manutenção da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal; e a defesa dos bens e dos próprios da União e das entidades integrantes da administração pública federal indireta.

A estrutura do ministério será composta pelo Departamento de Polícia Federal; pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional, o Conselho Nacional de Segurança Pública, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão responsável pela Força Nacional de Segurança Pública.

A medida foi editada pelo presidente Michel Temer em fevereiro deste ano, dias depois de o governo anunciar a intervenção federal na área de segurança no Rio de Janeiro.

Na semana passada, a MP foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

Com informações da Agência Brasil.



Lula não deve ter pedido de liberdade acatado pelo STF, diz colunista
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Adriano Roberto

Lula não deve ter pedido de liberdade acatado pelo STF, diz colunista

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) não deve reverter a prisão do ex-presidente Lula no julgamento marcado para a próxima terça-feira (26). O pedido de liberdade do petista, bem como a suspensão da inelegibilidade gerada com a condenação em segunda instância, dificilmente serão reavaliados.

A opinião geral de magistrados ouvidos pela colunista Mônica Bergamo é de que o assunto já se esgotou no plenário da corte, que negou o habeas corpus a Lula.

Os advogados do ex-presidente pediram ainda que o STF divulgue o "inteiro teor do acórdão [decisão]" que negou o habeas corpus para "estudar os recursos que eventualmente apresentará contra a decisão".

Condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e preso desde 7 de abril, Lula prestará depoimento, via videoconferência, nesta quinta-feira (21), na operação Zelotes. O petista cumpre pena de 12 anos e 1 mês, em regime fechado, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).



Pernambucano em vídeo de assédio a russa já deveu pensão alimentícia
Autor
Adriano Roberto

Pernambucano em vídeo de assédio a russa já deveu pensão alimentícia

O pernambucano Diego Valença Jatobá, um dos homens que aparecem no vídeo assediando uma jovem russa, já foi condenado por mau uso do dinheiro público, enquanto foi secretário de Turismo de Ipojuca (PE) em 2012, e também por dever, segundo a Justiça, R$ 37.561,83 de pensão alimentícia à ex-mulher, cujo processo foi iniciado em 2014.

De acordo com reportagem do jornal "O Globo", a juíza Ana Emília de Oliveira Melo, da 3.ª Vara de Família e Registro Civil de Pernambuco, pediu o bloqueio da conta bancária de Jatobá. O processo está na primeira instância.

Jatobá chegou a ser condenado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) por irregularidades na prestação de contas do município de 2012. O processo ainda não foi totalmente finalizado e cabe recurso.

De acordo com o tribunal ao "Globo", foram gastos R$ 2.212.866 em 12 processos de inexigibilidade para a compra de carteiras escolares, livros paradidáticos, kits de alfabetização e contratação de artistas, todos sem licitação.

Revoltados com o assédio, brasileiros escreveram para a Embaixada do Brasil pedindo desculpas pelo comportamento dos homens. A deportação do grupo também foi uma das reivindicações. De acordo com o jornal, já foram recebidas mais de dez cartas solicitando a saída dos brasileiros da Rússia.

Caso a jovem russa preste queixa, os homens poderão ser presos e deportados para o Brasil.



Julgamento de Gleisi Hoffmann na Lava Jato começa nesta terça
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Adriano Roberto

Julgamento de Gleisi Hoffmann na Lava Jato começa nesta terça

Começa nesta terça-feira (19), o julgamento da senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann (PR), e do marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, no âmbito da Operação Lava Jato. Os dois são acusados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no esquema da Petrobras.

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernado serão julgados pelos cinco ministros que compõem a Segunda Turma, responsável pelos casos da Lava Jato na corte: Edson Fachin (relator), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Os réus são acusados de ter usado R$ 1 milhão oriundo de desvios na estatal, que teriam sido usados na campanha de Gleisi ao Senado, em 2010.

O valor, segundo a acusação, saiu de empresas que tinham contratos com a Petrobras e era arrecadado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, que virou delator.