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Marília é destaque na coluna de política do jornal Valor Econômico
Autor
Adriano Roberto

Marília é destaque na coluna de política do jornal Valor Econômico

Marília de Lula
Por Raymundo Costa

Lula começou a prestar atenção em Marília Arraes em agosto do ano passado, na sua última visita a Pernambuco, mas nunca imaginou que ela fosse tão longe. Vereadora pelo PT do Recife, neta do lendário Miguel Arraes - três vezes governador do estado, antes e depois do regime militar - Marília é uma ameaça real à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB).

Nas pesquisas de opinião já aparece empatada tecnicamente com o ex-ministro Armando Monteiro (PTB), que esperava liderar a oposição na eleição de 7 de outubro. Marília, no entanto, pode não ser candidata, se vingar uma articulação nacional para juntar PT e PSB na eleição para a Presidência.

Marília duvida que o governador Paulo Câmara tenha cacife para levar o PSB a apoiar o PT na campanha ao Palácio do Planalto, embora Pernambuco seja a seção mais influente do partido, pois não disporia do mesmo carisma e influência de seu padrinho político, o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na campanha presidencial de 2014.

Marília e Campos são primos, os dois netos de Arraes, mas já estavam afastados desde antes dela declarar que votaria em Dilma e não em Eduardo na eleição de 2014. Segundo Marília, o governador tenta atrair o PT por puro oportunismo, pois quer o tempo de TV do partido e o ex-presidente Lula a seu lado - mesmo preso em Curitiba, ele mantém prestígio em sua terra natal.

"Eles [o PSB] começaram a ficar desesperados para se aliar ao PT e, de quebra, retirar uma candidatura que vai para o segundo turno e ameaça o projeto de poder que eles têm no Estado". A questão regional e a candidatura do PT para presidente Marília conta que as palavras de Lula em relação a sua candidatura sempre foram "de incentivo e de animação com a mobilização da militância do PT de Pernambuco".

No último fim de semana ela reuniu cerca de 4 mil pessoas num ato de apoio a sua candidatura. No interior, Marília apresenta-se como a "candidata do Lula" - e Pernambuco e Bahia são os Estados que deram mais votos ao PT nas últimas eleições. Uma avaliação feita pelo PSDB baiano estima que Lula pode transferir até 80% dos votos que teve no Estado.

A candidata é realista: "Eu creio que tem sim uma vontade de fazer uma aliança nacional com o PSB, que o PSB apoie o candidato do PT à Presidência", diz. Mas entende que o PSB está vendendo terreno na lua. E que ao fim e ao cabo o PT apoiará sua candidatura. "O que a direção nacional nos diz é que temos que agrupar na construção da candidatura própria aqui".

Até porque o "objetivo da candidatura da gente é fazer a denúncia do que está acontecendo no Brasil, todas as candidaturas do PT têm como orientação fazer essa denúncia e defender o presidente Lula. Essa será uma campanha mais política do que eleitoral. O eleitoral vai ser consequência do trabalho político que for feito". Só algo "transcendente" poderia mudar esse quadro, acredita Marília.

O PT é gato escaldado quando o assunto é retirada de uma candidatura estadual própria. Na eleição de 1998, empenhando em entrar no eleitorado carioca, Lula vetou a candidatura do deputado Vladimir Palmeira e apoiou o candidato do PDT Anthony Garotinho, a fim de contar com a presença do ex-governador Leonel Brizola em seu palanque. O PT do Rio nunca se recuperou do trauma.

Em 2004 a cúpula do PT tentou retirar a candidatura de Luiziane Lins em Fortaleza em troca do apoio do PCdoB, mas recuou quando o episódio ganhou dimensão nacional. Luiziane foi eleita prefeita. A bola da vez é Marília. Ela tem oposição interna - o senador Humberto Costa acha mais conveniente o PT se aliar a Paulo Câmara. Mas é da trama nacional que vem o maior perigo. Na cúpula do PT considera-se difícil o apoio do PSB. Mas considera-se possível que o partido decida não apoiar ninguém no primeiro turno.

A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, tem dito que Pernambuco é assunto para ser resolvido pelos petistas de Pernambuco. A definição será no encontro estadual marcado para 10 de junho, quando o PT decidirá sobre política de alianças e a candidatura própria ao governo. Na prática, a candidatura de Marília pode levar a um impasse do ponto de vista nacional devido à diferença de estratégias eleitorais. Por enquanto ela se mantém de pé, apesar da força gravitacional das articulações em curso que podem abater suas pretensões.

Um bom exemplo é a movimentação que envolveu os governadores petistas da Bahia, Rui Costa, do Ceará, Camilo Santana e o de Minas Gerais, Fernando Pimentel. O ajuste, que terminaria por envolver o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), previa que Marcio Lacerda trocaria sua candidatura ao governo mineiro pela vice de Pimentel. E tinha a digital de Ciro Gomes, numa aparente tentativa de juntar o Nordeste em torno de sua própria candidatura ao Planalto. Não foi por outro motivo que Lula desautorizou o PT a discutir um Plano B para as eleições, em carta dirigida à senadora Gleisi Hoffmann. Enquanto isso, Marília Arraes continua rodando o Estado como a "candidata de Lula".

Em Pernambuco - afirma - "a esquerda está unida. Quem está dividida é a direita, entre o palanque que assume que participou desse processo [impeachment] e outro [PSB] que finge que nada aconteceu e não teve nada com isso, quando na verdade foi um dos seus articuladores".

Gleisi e os governadores do PT

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, tem almoço marcado com os cinco governadores do partido amanhã, em Brasília. Ela vai repassar os recados de Lula, que não gostou nada de ver os executivos estaduais petistas saltitando em torno de um Plano B para o partido.

O MDB chora pitangas

No documento "Encontro com o Futuro", a ser divulgado hoje, o MDB chora as pitangas da impopularidade: "Não podemos nunca nos esquecer de que o governo que provocou a crise, com seus erros, foi durante quase todo o tempo aprovado pela maioria da população, e que o Governo que corrigiu aqueles erros, com resultados inequívocos, é reprovado pela maioria".

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília.

Escreve às terças-feiras E-mail: raymundo.costa@valor.com.br



Efeito Lava Jato estimula candidaturas de 41 policiais federais
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Adriano Roberto

Efeito Lava Jato estimula candidaturas de 41 policiais federais

Pelo menos 41 integrantes da Polícia Federal, entre delegados, agentes, escrivães e papiloscopistas, pretendem concorrer a uma vaga de senador, deputado federal e deputado estadual nas eleições deste ano. Como efeito da Operação Lava Jato, o número de agentes candidatos pulou de 16, em 2014, primeiro ano da investigação, para 26 neste ano. Outros 15 delegados tentarão um cargo eletivo em 2018.

A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) vai lançar nesta terça-feira (22) uma "frente de agentes" da PF para as eleições. Seis pré-candidatos são filiados ao PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, incluindo seu filho, Eduardo, candidato à reeleição na Câmara de Deputados, dois são filiados ao PPS, dois ao Solidariedade, dois ao PROS, dois à Rede, dois ao PRP, um ao PSDB e um ao PSB, além de outros partidos nanicos.

Entre os pré-candidatos está Plínio Ricciardi (PSD), que ganhou atenção ao ser filmado em operações da Lava Jato no Rio de Janeiro conduzindo políticos presos, como Jorge Picciani (MDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio. Ricciardi e seu irmão foram apelidados nas redes sociais de "Gêmeos da Federal".

Outro pré-candidato é Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal e vice-presidente da Fenapef. "A sociedade está apostando nos policiais federais para combater a corrupção na política", disse Luis Antônio Boudens, presidente da Fenapef.

Na campanha de 2014, cinco policiais federais foram eleitos em cargos diversos. Neste ano, 15 delegados, segundo a ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal), confirmaram a disposição de competir nas eleições. Nenhum atuou nas investigações das duas maiores praças da operação: Paraná e Rio de Janeiro. Hoje há apenas dois delegados com mandato de deputado federal: Fernando Francischini (PSL-PR) e Marcos Reátegui (PSD-AP).

Para o presidente da ADPF, Edvandir Paiva, a participação de policiais federais na política não atinge a imagem da Polícia Federal. São cerca de 3 mil delegados ativos e inativos, segundo Paiva, e apenas 15 candidatos.

"Não dá para dizer que isso represente qualquer risco para a Polícia Federal. É preciso manter a neutralidade da Polícia Federal, que é o nosso maior patrimônio. Quem entra na política, naturalmente acaba prejudicando sua carreira dentro da polícia, ele não pode conduzir determinadas investigações, para a PF não ser acusada de partidarismo. É uma preocupação nossa e da direção da PF. Por outro lado, o delegado tem o direito de ser candidato, apresentar suas propostas", disse Paiva.

Ao sair candidato, o policial fica afastado três meses das suas funções na PF, e enquanto durar a campanha. Se eleito, ele se licencia da corporação. Com informações da Folhapress.



Veja a entrevista do pré-canditato a presidente Levy Fidelix no Ponto de Vista
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Adriano Roberto

Veja a entrevista do pré-canditato a presidente Levy Fidelix no Ponto de Vista

Assista baixo a entrevista do pré-canditato a presidente Levy Fidelix no Ponto de Vista desta segunda, 21/05



É hoje o dia de ver o tenor triunfense Igor Alves no Ratinho do SBT
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Adriano Roberto

É hoje o dia de ver o tenor triunfense Igor Alves no Ratinho do SBT

Será hoje a apresentação do tenor Igor Alves no programa do Ratinho. Com 14 anos de carreira musical o tenor, Igor Alves, o ainda jovem triunfense que já cantou em várias cidades e Estados do Nordeste, tem agora oportunidade de mostrar seu talento para o Brasil e para algumas partes do mundo. Influenciado por amigos, Igor já está em São Paulo para se apresentar no programa do Ratinho no SBT.

No Sistema Brasileiro de Televisão, nosso sertanejo, vai participar do quadro “Dez ou Mil” do programa. A apresentação está programada a partir de 22 horas desta segunda ao vivo. Essa é a primeira longa viagem de Igor Alves este tenor, de 20 anos de idade, que vem se destacando no mercado musical com o gênero ópera clássica, erudito e lírico e considerado único cantor lírico na região do Sertão do Pajeú. Igor revela toda emoção e orgulho de representar nosso Nordeste para o Brasil e para o mundo.

"Quero aqui estender o meu agradecimento a Deus pai e a Maria santíssima por conceder essa oportunidade na minha carreira musical, estou indo com o coração cheio de alegria e levar o meu canto e representar minha cidade Triunfo, meu estado de Pernambuco e meu Nordeste a todo Brasil. Quero também agradecer a minha família, amigos, fãs e admiradores". Relatou o tenor.

Igor faz questão de agradecer a os demais apoios que recebeu para atingir este sonho de cantar para todo Brasil. "Sou muito grato também ao grupo Caravana da Saudade e a prefeitura Municipal de Triunfo que sempre me incentivaram e não posso me esquecer dos apoios da Loja Maçônica Triunfense, a família Rodrigues em nome de Rodrigo, Patrícia e Reginalda e a Paulo Rogério a todos os amigos espalhados no Brasil."



CUT Pernambuco convoca ato do setor petroquímico e naval
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Adriano Roberto

CUT Pernambuco convoca ato do setor petroquímico e naval

Os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, município de Ipojuca, em Pernambuco, estão convocados a participarem do ato nesta segunda-feira, 21, às 6h, em defesa dos empregos, contra as privatizações do setor petroquímico e naval e em defesa do Brasil. O ato contará com a participação das entidades integrantes do Fórum dos Trabalhadores das Indústrias, da CUT-PE.

A Rnest, como é conhecida, faz parte do pacote de privatização do Parente que pretende entregar de uma só vez Refinarias do Pernambuco e Bahia, além de dutos e terminais dos dois portos estaduais. Desses ativos, a Petrobras ficará com 40% e os outros 60% serão transferidos para o setor privado, assim como o controle da operação.

A Refinaria Abreu e Lima é responsável pela produção de 30% do Diesel S-10 do Brasil e processa 100 mil barris de petróleo por dia. De acordo com dados do Complexo de Suape, a instalação da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco elevou a outro patamar a movimentação de cargas no Porto de Suape.

"Em 2013, antes do início da operação, o atracadouro registrou um total de 12,7 milhões de toneladas. Entre 2014 e 2017, Suape computou um crescimento de 55%, graças, sobretudo, aos combustíveis e outros derivados de petróleo, que hoje são a principal carga movimentada (74% do total).

Em 2017, o porto alcançou a marca recorde de 23,6 milhões de toneladas operadas, dado que o coloca na liderança nacional na movimentação de graneis líquidos e o posiciona na 5ª colocação entre todos os portos públicos do país."

Apesar do avanço do setor a partir da refinaria, o governo pretende abrir mão de ser dono desta riqueza, que é patrimônio dos Brasileiros.



Cármen: TSE não pode tomar iniciativa de impedir candidatura de Lula
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Adriano Roberto

Cármen: TSE não pode tomar iniciativa de impedir candidatura de Lula

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, refutou a possibilidade de que a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja bloqueada sem que haja contestação prévia - ou "de ofício", como se diz no jargão jurídico. "O Judiciário não age de ofício, age mediante provocação", disse a ministra, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, transmitido na madrugada desta segunda-feira, 21. Na semana passada, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passaram a discutir nos bastidores a possibilidade de tomar a iniciativa de impedir Lula de ser candidato, para supostamente evitar um impasse durante a campanha.

O petista cumpre pena de prisão em Curitiba desde abril, mas será lançado e registrado como candidato ao Planalto. Para Cármen Lúcia, no entanto, candidatos como Lula são inelegíveis por causa da condenação em segunda instância, como previsto na Lei da Ficha Limpa. "Isso foi aplicado desde 2012. Eu não noto nenhuma mudança de jurisprudência no TSE. E o Supremo voltou a este assunto, este ano, e reiterou a jurisprudência e a aplicação da jurisprudência num caso de relatoria do ministro (Luiz) Fux, atual presidente do TSE."

Apesar do imbróglio envolvendo Lula, Cármen Lúcia crê que o caso do petista não chegará ao Supremo. "Nós temos uma Justiça Eleitoral muito presente, e isso é matéria eleitoral que irá pra lá. Acho que não chega ao Supremo."

Segunda instância. A ministra voltou a defender o atual entendimento da Corte sobre a prisão de condenados em segunda instância e reiterou que não vai colocar o tema em pauta durante sua gestão, que termina em setembro. "A menos que sobrevenha alguma coisa, algo completamente diferente, que não é um caso ou outro", ressalvou.

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril, reabriu a discussão sobre o tema e colocou pressão sobre Cármen, que resistiu à ideia de recolocar o tema na pauta do STF. A ministra argumentou que, de 2009 a 2016 (período que marcou a mudança de entendimento do Supremo), houve uma mudança significativa na composição da Corte. "Hoje, não. De 2016 até agora, lamentavelmente morreu o ministro Teori Zavascki (morto em 2017 em acidente de avião). Entretanto, o ministro que entrou no lugar, Alexandre de Moraes, votou no mesmo sentido de Teori", defendeu.

Em setembro, a ministra deixa a cadeira da presidência e será substituída por Dias Toffoli. Questionada sobre a possibilidade de o entendimento de que um condenado em segunda instância deve começar a cumprir pena estar com os dias contados, a ministra desconversou. "Eu não sei dizer como é a orientação de colegas", afirmou.

Carmén voltou a defender que o Supremo não deve reavaliar decisões após mudança de entendimento de algum membro, como uma forma de evitar uma insegurança jurídica.

Divisão. Cármen Lúcia acredita que a divisão verificada na Corte nas últimas votações importantes é um reflexo do atual estado de ânimo da sociedade. "Há uma divisão no mundo, há uma divisão no Brasil, há uma divisão às vezes dentro de famílias sobre a compreensão de mundo", disse a ministra. Cármen Lúcia disse que há diversos exemplos de casos que terminaram com placar de 6 a 5 na história do Supremo, e que a diferença agora é que a Corte está presente "em todas as discussões". "Numa sociedade dessa, imagina se o Brasil todo dividido e o Supremo votasse sempre no mesmo sentido, sem ninguém ter dúvida sobre outra visão de mundo. Acho que aí seria algo um pouco desconectado."

A presidente do STF disse ainda que vê com "muita preocupação" o atual nível de beligerância nas discussões políticas e jurídicas. "Violência é o contrário do direito. Quem tem razão não grita." O prédio onde Cármen Lúcia mora em Belo Horizonte foi alvo de vandalismo às vésperas da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril. "Fico um pouco entristecida de ver e fiquei preocupada com os vizinhos. Moro num prédio com pessoas idosas", disse. A ministra disse que vai pagar pela limpeza da fachada do prédio, que foi manchada com tinta vermelha. "É uma reação de violência que não leva a lugar nenhum."

Cármen Lúcia ainda refutou supostos comentários de que ela teria sido desleal com Lula, responsável por sua nomeação ao Supremo, em 2006, ao abrir caminho para a prisão do petista. "Sei de até jornalistas que disseram, literalmente, a frase que me veio, estou colocando entre aspas: 'O preço foi pequeno perto da deslealdade de ter sido nomeada pelo ex-presidente e de não ter garantido que ele não fosse para a cadeia'. Isto é uma frase dura pelo seguinte: a toga não é minha, a toga é do Brasil, ela tem que se submeter a Constituição." Com informações do Estadão Conteúdo.



Em meio a polêmicas, Maduro é reeleito presidente da Venezuela
Autor
Adriano Roberto

Em meio a polêmicas, Maduro é reeleito presidente da Venezuela

Em votação marcada pelo baixo comparecimento e não reconhecida pelo seu principal adversário, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, 55, foi reeleito neste domingo (20) para um novo mandato de seis anos, segundo o CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

Com 92,6% das urnas apuradas, o chavista obteve mais de 5,8 milhões, ou 67% dos votos válidos, contra pouco mais de 1,8 milhão (21%) para o oposicionista Henri Falcón.  Em terceiro, ficou o pastor evangélico Javier Bertucci, com 925 mil (11%).

A abstenção chegou a 54%. Na eleição presidencial anterior, em 2013, esse percentual foi de 20,3%.

A vitória oficialista ocorre apesar de o seu governo ser rechaçado pela maioria da população, segundo as pesquisas de opinião mais confiáveis, que colocavam o ex-chavista Falcón como favorito.

Pouco antes do anúncio do resultado, Falcón acusou Maduro de usar a máquina estatal para vencer o pleito. "Não reconhecemos este processo eleitoral. Para nós, não houve eleições, é preciso fazer novas eleições na Venezuela."

Com o resultado, o chavismo, no poder desde 1999, aparenta ganhar uma sobrevida, em meio à mais grave crise econômica da história venezuelana.

O triunfo de Maduro diminui as chances de a Venezuela reverter seu agudo processo de deterioro. Em recessão desde 2013 -e com uma hiperinflação de mais de 13.779%, a penúria do país tem levado centenas de milhares de pessoas a emigrar, fugindo da fome e da violência.

Sem a participação dos principais líderes oposicionistas, declarados inelegíveis, a eleição de domingo não é reconhecida pela União Europeia, pelos EUA, pelo Canadá e pela Colômbia, entre outros países.

O Brasil, que teve seu embaixador expulso de Caracas em dezembro, vem criticando a escalada autoritária na Venezuela e não reconhece a legitimidade do pleito, mas avalia que precisa manter um relacionamento mínimo para tratar de temas bilaterais com o país vizinho.

Em 14 de maio, o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, exortou a Venezuela a suspender a eleição por não ter a participação de toda a oposição e pela falta de observadores internacionais independentes, entre outros problemas.

O dia foi marcado pela pouca presença de eleitores nos centros de votação, mesmo nos redutos chavistas.

"O que a gente ganha não dá nem pra comer, quem vai se entusiasmar com essa eleição?", disse o pintor de carros Jesús Pereira, 80, registrado no liceu Manuel Palacio Fajardo, o mesmo do presidente Hugo Chávez, morto em 2013.

Morador do bairro 23 de Enero, maior bastião do chavismo do país, Pereira afirmou que "todos estão saindo do país como os pássaros. Quem pode, vai embora."

A movimentação de eleitores era mínima no local pela manhã. A reportagem da Folha contou apenas 29 pessoas entrando no prédio do liceu entre as 8h03 e as 8h13.

Desses, oito desembarcaram da boleia de um caminhão da Fontur ( Fundo Nacional de Transporte Urbano), do governo federal. A prática é ilegal pela lei eleitoral.

A maioria dos eleitores era de idosos. Após votar, eles se dirigiam ao Ponto Vermelho, instalado do outro lado da rua, sob um pequeno toldo. Ali, funcionários escaneavam o Carnê da Pátria, com o qual o portador tem acesso a cestas básica, atenção médica, entre outros benefícios e serviços públicos.

Numa tentativa para atrair eleitores, Maduro prometeu pagar um bônus a quem apresentasse o Carne da Pátria nos Pontos Vermelhos, montados perto e até mesmo dentro dos centros de votação. Segundo relatos dos próprios eleitores, o valor será de 10 milhões de bolívares (US$ 11).

Vestida com uma calça estampada com a bandeira venezuelana, a chavista Milagros Ramírez, 53, disse que a falta de filas se devia ao processo mais rápido de votação.

Ela atribui a crise econômica venezuelana aos empresários, que estariam promovendo uma guerra econômica contra o chavismo. "Isso não está fácil, mas temos de continuar apoiando do governo", diz a técnica de recursos humanos aposentada por invalidez.

Após votar, o principal candidato da oposição, o dissidente chavista Henri Falcón exortou o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), servil ao governo, a fechar os Pontos Vermelhos, acusando-os de "mecanismo de controle" dos eleitores.

"Exigimos jogo limpo e transparência", acusou o ex-governador de Lara, que lidera as pesquisas de opinião mais confiáveis. "Não podemos permitir essa chantagem."

O CNE, no entanto, não tomou nenhuma medida sobre os Pontos Vermelhos, que vêm sendo usados pelo chavismo em eleições recentes.

Na zona leste de Caracas, zona antichavista que concentra bairros de classe média e alta da capita venezuelana, os centros de votação pareciam ainda mais vazios.

A falta de eleitores se deve em parte à campanha da coalização oposicionista MUD (Mesa da Unidade Democrática) pela abstenção. Seus principais líderes, Henrique Capriles e Leopoldo López, foram impedidos de concorrer.

No Colégio San Ignacio, no bairro nobre La Castellana, apenas dez eleitores apareceram para votar entre as 9h29 e as 9h39 _um por minuto. Ali, não havia um Ponto Vermelho.

"Não que eu goste de Falcón, mas a outra opção é uma fantasia de que os EUA vão invadir a Venezuela. Isso não vai acontecer", diz o advogado Henrique Castillo, 41.

Em tom de brincadeira, disse que sua mulher deixou de falar com ela porque decidiu votar. "Mas não creio que a abstenção seja uma demonstração de força." Com informações da Folhapress.



Frente da Lava Jato promete renovação na política e combate à corrupção
Autor
Adriano Roberto

Frente da Lava Jato promete renovação na política e combate à corrupção

Cerca de trinta policiais federais disputarão neste ano uma cadeira no Congresso ou nas Assembleias dos estados. Para oficializar as pré-candidaturas, será lançada oficialmente, nessa terça-feira (22), em Brasília (DF), a Frente dos Agentes da Polícia Federal – ou Frente da Lava Jato, em alusão à operação iniciada em 2014, que já prendeu políticos e empresários em todo o Brasil.

A frente parlamentar defenderá temas como segurança pública e combate à corrupção. O projeto conta com incentivo da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e, segundo o presidente da entidade, Luís Antônio Boudens, é importante aproveitar o momento de grande credibilidade do órgão junto à população para fazer diferença. “Existe um desejo real de mudança da população. Ela quer ver caras novas no Congresso, nas Câmaras e nas Assembleias e a Frente quer trazer exatamente isso”, comenta.

Nomes

A Frente da Lava Jato será suprapartidária, ou seja, os candidatos estarão ligados a diferentes partidos políticos, em que serão feitas as campanhas. O registro das candidaturas será feito oficialmente em agosto. Até lá e depois desse período, cada candidato será responsável pelo financiamento da campanha. “A Fenapef vem incentivando as pré-candidaturas e estamos otimistas com o retorno da população”, comenta o vice-presidente da entidade, Flávio Werneck, candidato a deputado federal pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS-DF).

Única mulher entre os pré-candidatos, Bibiana Orsi (PPL-PR) é uma das apostas dos policiais federais no Paraná. Entre os planos para o Congresso como deputada federal, Bibiana quer a modernização da segurança pública e a valorização da carreira. "Com a participação na política, vejo uma possibilidade de tirar nosso País desse círculo vicioso de corrupção e impunidade".

Na lista de pré-candidatos, estão: pelo Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson e Marco Monteiro; por Santa Catarina, Edgard Lopes; pelo Paraná, Bibiana Orsi e Márcio Pacheco; por São Paulo, Eduardo Bolsonaro e Danilo Balas; pelo Rio, Sandro Araújo e Plínio Ricciardi; por Minas Gerais, Cláudio Prates; pelo Espírito Santo, Edmar Camata; pela Bahia, Anderson Muniz; por Alagoas, Flávio Moreno; por Pernambuco, Jorge Federal; pelo Ceará, Odécio Carneiro; pelo Maranhão, Aluísio Mendes; pelo Pará,  Marinho Cunha; por Roraima, Barroso; pelo Acre, JamylAsfury; pelo Amazonas, Aldenir Araújo; pelo Amapá, Jorielson; por Rondônia, Bosco da Federal; pelo Mato Grosso, Rafael Ranalli; pelo Mato Grosso do Sul, Ren&eacut e;e Venâncio e  André Salineiro; por Goiás, Suender; por Tocantins, Farley; pelo Distrito Federal, Flávio Werneck e Santiago da Federal.

O único estado que não possui pré-candidato até o momento é o Rio Grande do Norte, mas até agosto, data de registro das candidaturas, podem surgir novos nomes para compor a frente parlamentar.

Serviço

Lançamento da Frente dos Agentes da Polícia Federal

Data: 22 de maio

Hora: às 18h30

Local: clube da Amagis/DF – Setor de Clubes Sul, Trecho 2 – Brasília (DF).



Antonio Souza e Pastor Jairinho se reúnem para traçar próximos passos da pré-campanha
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Adriano Roberto

Antonio Souza e Pastor Jairinho se reúnem para traçar próximos passos da pré-campanha

Os pré-candidatos ao Senado pela Rede Sustentabilidade, Antônio Souza e Pastor Jairinho, reuniram-se, neste domingo (20), no Recife, para traçar os próximos passos da pré-campanha de ambos.

“Estamos alinhados no rumo do desenvolvimento de Pernambuco. As adesões à pré-campanha da Rede mostram que estamos no caminho certo. Vamos seguir juntos neste caminho”, destacou Antonio Souza.



Marília dá um tremendo start na militância do PT para sua candidatura
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Adriano Roberto

Marília dá um tremendo start na militância do PT para sua candidatura


Segundo dados da assessoria da candidata, cerca de 4 mil pessoas, vindas de mais de 70 municípios de Pernambuco, participaram, no final da manhã de hoje do ato em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do direito de ele ser candidato à Presidência da República, e em apoio à pré-candidatura da vereadora Marília Arraes para as eleições ao Governo do Estado.

O evento aconteceu no Clube Internacional do Recife, na região central da cidade, e reuniu sindicalistas, parlamentares, lideranças populares e políticas, artistas, militantes das mais variadas áreas e simpatizantes. 

Durante cerca de três horas, dezenas de oradores - que se revezaram no palco - fizeram questão de externar o desejo pela oficialização do nome de Marília para a disputa nas eleições majoritárias do próximo mês de outubro.

As declarações em defesa da candidatura própria e do nome da vereadora para encabeçar o desafio foram recebidas com muita animação e aplausos pelos presentes. 

O secretário nacional de Cultura do PT, o gaúcho Márcio Tavares, foi um dos que enfatizou o “desejo” de setores com inserção nacional do partido de que o PT pernambucano formalize a pré-candidatura de Marília.

“Faço parte da Avante e nossa tendência está fechada, nacionalmente, com o nome de Marília aqui em Pernambuco, assim como o da senadora Fátima Bezerra na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. Essa eleição é a nossa chance de resgatar a democracia no País e a aliança que temos que defender é a aliança com o povo brasileiro. 

O coordenador nacional do MST, Jaime Amorim, lembrou a necessidade de reverter os prejuízos sociais provocados pelo golpe que culminou com o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff e a perseguição e prisão do ex-presidente Lula, em Pernambuco e no Brasil.

“A classe trabalhadora tem a consciência do que representou o golpe e toda essa desastrosa política de retirada de direitos e conquistas. Por isso temos o compromisso de manter viva uma luta implacável em favor da democracia.

Aqui em Pernambuco, estamos construindo um projeto que vem sendo consolidado em torno do nome de Marília Arraes de forma democrática. E isso nasceu não foi de reuniões fechadas ou acordos. Isso nasceu do povo. Marília é a alternativa que Pernambuco tem de combater as forças retrógradas que hoje comandam o Estado”, destacou. 

O ex-deputado Fernando Ferro (PT) destacou o debate que vem sendo promovido por Marília e pelos grupos internos que apoiam seu nome, com todas as demais alas da legenda. “Esse que está aqui, hoje, reunido, é o PT que dialoga, que debate com todos os que fazem parte deste partido.

A conjuntura nacional é muito difícil, mas é exatamente com mobilização, compromisso, debate e respeito que vamos seguir com esse projeto, que tem Marília como protagonista”, afirmou. 

O presidente da CUT-PE, Carlos Veras, lembrou a importância de reflexão em torno da candidatura própria. “No próximo dia 10 de junho, os delegados do PT irão votar para definir se o partido terá, ou não, candidatura própria ao Governo do Estado. Também será o momento e escolha do nome que irá encabeçar esse projeto.

Cada um desses delegados tem a obrigação de fazer uma reflexão sobre o que é melhor para Pernambuco. Não pode ser um debate focado em questões pequenas, egoístas. Não é o que é melhor para uma tendência, um grupo. Tem que ser o que é melhor para o Estado, para o partido, para nosso povo”, comentou. 

O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), foi taxativo ao afirmar o apoio em defesa do nome de Marília, como candidata ao Governo do Estado. “Hoje, o PT tem a oportunidade de resgatar o protagonismo em Pernambuco. E é do nome de Marília Arraes que estamos falando.

Não há como não atrelar esse projeto a defesa da democracia e do projeto de levar de volta Lula à Presidência da República”, afirmou. A deputada estadual Teresa Leitão (PT) emocionou os presentes em sua fala. “Eu queria repetir aqui o recado que Lula nos deu no último dia 9 de maio, quando estivemos com ele pouco antes de sua prisão arbitrária.

Lula mandou a gente continuar defendo sua inocência e seu direito de disputar à Presidência e deixou bem claro que o maior patrimônio do partido dos trabalhadores é a sua militância e é essa militância que está fazendo o partido sair de sua bolha e que já deixou claro que quer a candidatura própria e que quer Marília disputando as eleições para o Governo do Estado.

Aqui, nesta plenária, tem petistas de carteirinha, tem simpatizante, tem gente que estava afastada, que não ia mais para nenhuma atividade política, mas que agora se reaproximou porque sente que vivemos um novo momento e que é preciso força e união para resgatar a democracia”, falou.  

Em sua fala, a vereadora do Recife e pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes reafirmou a importância da candidatura própria do PT nas eleições majoritárias. “Em Pernambuco temos dois palanques que apoiam Temer e que articularam o golpe junto a ele, mas que por oportunismo, agora, fingem que nada aconteceu.

E existe um palanque que vai fazer a defesa do presidente Lula e o resgate dos direitos e conquistas que nos foram usurpados. Esse é o nosso palanque. E por isso é tão importante garantir esse espaço. O PT voltou às bases, olhando para cada um e cada uma que ajudou a construir esta história.

E como podemos defender uma aliança que não seja com o povo? Como não respeitar a vontade dessas mesmas bases de ter de volta o PT como protagonista do lado certo da história? Nós não estamos de brincadeira não! O futuro de Pernambuco não se constrói dentro de um gabinete e nós sabemos disso. Vamos à luta!”, concluiu. Foto Arthur Marrocos.

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Júlio participa da largada na pré-campanha de Andréa Lossio
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Adriano Roberto

Júlio participa da largada na pré-campanha de Andréa Lossio

Durante a manhã deste domingo (20) Julio Lossio, pré-candidato ao Governo do Estado de Pernambuco reuniu amigos e a imprensa local em sua residência para lançar oficialmente a pré-candidatura de Andréa Lossio a deputada estadual.

Na ocasião, marcaram presença o diretório da REDE, representado por Roberto Leandro, e pelos porta-voz estadual e municipal Clécio Araújo e Albérico Lacerda.

Andréa, que já vem reunindo o apoio de municípios como Afrânio, Cabrobó recebeu durante esta manhã o apoio de diversas lideranças comunitárias dos bairros e comunidades da área rural de Petrolina.

“É com muita honra que aceitei este convite porque assim como o povo clama por políticos que honrem a sua escolha, este também é meu desejo.

E estou pronta para assumir essa responsabilidade que é defender e continuar lutando por nossa gente”, afirmou a Pré-cCandidata Andréa Lossio.

Encabeçando a chapa majoritária, Julio Lossio defende ainda a participação feminina na política. “As mulheres têm muita força e essa força tem que ser usada também na política.

Andréa tem muita sensibilidade e sempre esteve com o olhar voltado para Petrolina e como melhorar a vida das pessoas, agora seu olhar será ainda maior por toda essa região”, concluiu o Pré-candidato ao Governo do Estado Julio Losssio.



PRP: mais partido na coleção de Antonio Souza para o Senado
Autor
Adriano Roberto

PRP: mais partido na coleção de Antonio Souza para o Senado

Pré-candidato a senador pela Rede Sustentabilidade, Antonio Souza participou, neste sábado (19), de ato do PRR em Aldeia. Na ocisão, o partido formalizou seu apoio à pré-campanha do empreendedor social.

“Agradeço ao PRP por acreditar no nosso projeto de fazer de Pernambuco um lugar melhor para se viver. Graças a Deus, estamos recebendo adesões em todo o estado de pessoas e partidos que acreditam na nossa caminhada.

E esse grande time vai me ajudar muito no Senado a colocar Pernambuco de volta na rota do desenvolvimento”, afirmou Antonio Souza, que fez questão de agradecer ao presidente regional do PRP, Ernesto de Paula.

Além da Rede e do PRP, o empreendedor social ainda contará em seu futuro palanque com o PTC, PROS, PPL e o PMN, que, nessa sexta, também fez um ato oficial de apoio a Antonio Souza. Outras siglas também conversam com o pré-candidato.