Blog do Adriano Roberto


Haddad e Bolsonaro definem estratégias para semana final de campanha
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Adriano Roberto

Haddad e Bolsonaro definem estratégias para semana final de campanha

De O Globo - Na última semana de campanha, os candiatos à presidência alinham suas estratégias em busca da vitória. Líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), cuja campanha está sendo acusada de abuso de poder econômico por compra ilegal de disparo de mensagens falsas por whatsapp , não quer ir a debates ou agendas públicas para evitar desgaste. Já Haddad, vai manter a tentativa de desconstruir seu adversário, aproveitando as denúncias recentes.

No time bolsonarista, ordem é não se expor a ataques

Líder das pesquisas de intenção de voto na corrida pelo Palácio do Planalto, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) admitiu na última semana, sem medo de se frustrar, que está com “a mão na faixa” presidencial. Na reta final da campanha, o entendimento da cúpula do partido é aplicar a lei do menor esforço para garantir a vitória nas urnas no próximo domingo: sem ir a debates na televisão, sem fazer agendas públicas e, portanto, sem se expor a possíveis escorregões às vésperas da votação final.

Mesmo liberado pelos médicos, Bolsonaro pretende seguir em ambientes que lhe são confortáveis. Ou seja, recebendo visitas em sua casa na Barra da Tijuca e falando aos eleitores na internet, ambiente onde o deputado federal do baixo clero se catapultou como uma nova força política.

Será nas redes sociais, aliás, que ele concentrará esforços para contra-atacar a ofensiva preparada pelo seu adversário, Fernando Haddad (PT), nos últimos dias.



E agora? TRE-RJ apreende jornais fake de Haddad contra Bolsonaro em Macaé
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Adriano Roberto

E agora? TRE-RJ apreende jornais fake de Haddad contra Bolsonaro em Macaé

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cumpriu, neste sábado (20), um  mandado de busca e apreensão na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), no Centro de Macaé.

No local foram apreendidos milhares de jornais com conteúdos tendenciosos e propaganda irregular do candidato a presidente Fernando Haddad (PT). A ação foi deflagrada após denúncias. O mandado foi expedido pelo juiz eleitoral do município, Sandro de Araújo Lontra. No documento, Lontra destacou que o impresso continha matérias pejorativas em relação ao adversário de Haddad, o candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a decisão do magistrado, o material, que faz propaganda para  PT não teve a origem do dinheiro declarada nas prestações de conta do candidato petista. E, portanto, por ser pago com dinheiro de fonte desconhecida a prática pode ser caracterizada Caixa 2.

Como o Sindipetro é uma instituição bancada com dinheiro público via imposto sindical obrigatório, há também configurado o crime de abuso de poder econômico e improbidade administrativa. O material apreendido seria distribuído na cidade de Macaé, bem como aos visitantes do sindicato. O órgão foi autuado e irá pagar uma multa que poderá  e variar entre R$ 2 a R$ 8 mil.



Lula é detento, e não comentarista politico, afirma Raquel Dodge
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Adriano Roberto

Lula é detento, e não comentarista politico, afirma Raquel Dodge

A Procuradora-Geral da República Raquel Dodge enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 19, contra os pedidos de entrevista da imprensa ao ex-presidente Lula, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde abril. Segundo a procuradora, ele é “detento, não comentarista político”.

Tudo começou quando o ministro Ricardo Lewandowski autorizou o jornal Folha de S. Paulo e o jornalista Florestan Fernandes Júnior a entrevistarem Lula de dentro da cadeia. No mesmo dia, o ministro Luiz Fux atendeu a um pedido do Partido Novo e cassou a decisão. Porém, dias depois, voltou a liberar as entrevistas e, dessa vez, foi barrado pelo então ministro Dias Toffoli. O presidente do STF reiterou que a proibição vale até o plenário analisar definitivamente a questão, o que só deve ocorrer após as eleições.

A procuradora, em sua manifestação, ressalta a liberdade de expressão, mas reitera que em algumas situações é possível proibir que presos concedam entrevistas. “A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são garantidas na Constituição de 1988, e seus limites na situação em exame clamam por decisão do Plenário do STF”. Ela ainda cita as “cinco diferentes” decisões proferidas pelos ministros “no intervalo de cinco dias”.

“Ocorre entre as finalidades da pena está o objetivo de que os presos a cumpram com discrição e sobriedade, ficando a salvo de qualquer tipo de sensacionalismo ou espetacularização”, observa a chefe da PGR, afirmando que presos “não são astros”, mesmo que possam ser figuras públicas fora do cárcere.

“A fim de permitir que as finalidades penais de retribuição, prevenção e de reinserção social possam se concretizar, o contato de presos com meios de comunicação social não pode produzir um excesso de notoriedade ou contribuir para a sua estigmatização como heróis ou vilões, sob pena de desvirtuar a finalidade da pena e a habilidade do sistema de lidar com a disciplina no ambiente carcerário”, completa Raquel. Com informações do Estadão Conteúdo.



Magno Malta prevê vitória de Bolsonaro em PE no 2º turno
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Adriano Roberto

Magno Malta prevê vitória de Bolsonaro em PE no 2º turno

Em ato Pró-Bolsonaro realizado neste sábado (20), o senador Magno Malta (PR/ES) representou e defendeu propostas do presidenciável para uma plateia de mais de 1.000 líderes religiosos. O senador, que inicialmente foi cotado para ser vice na chapa do Bolsonaro, estava empolgado e contou sua forte ligação com Pernambuco. 

Relembrou o tempo que precisou residir no Recife para vencer a dependência química das drogas e destacou a importância do período que cursou Teologia no Seminário Batista da Rua Padre Inglês no Recife. “Eu sou baiano, mas tenho forte ligação com Pernambuco.

Aqui fiz muitos amigos e vou levar sempre comigo o amor e a gratidão por essa terra maravilhosa. Podem ficar tranquilos, o 'Jair' (Bolsonaro) vai cuidar do Nordeste como nenhum outro fez. 

O nordestino vai produzir e vai crescer, vai ter dignidade e o respeito que merece. O Nordeste acordou. Nosso capitão vai ganhar aqui também nesse 2º turno”, defendeu Malta que está percorrendo a região junto com o senador José Medeiros (PODE/MT) para intensificar a campanha na única região do País onde o Bolsonaro não foi majoritário no 1º turno.

A cada troca de fala dos integrantes da mesa, pastores de várias denominações, oficiais militares, representantes de outras religiões, lideranças do interior e a militância jovem gritavam entusiasmados: “eu vim de graça, eu vim de graça" - "nossa bandeira jamais será vermelha" e ainda "Brasil acima de tudo. 

Deus acima de todos". Entre as autoridades políticas presentes no ato, organizado pela deputada estadual eleita Clarissa Tércio (PSC), destaque para os ex-ministros Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), o deputado André Ferreira (PSC), além dos vereadores do Recife, Fred Ferreira (PSC) e Renato Antunes (PSC).



Oposição em Belmonte atropela prefeito e elege presidente da Câmara
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Adriano Roberto

Oposição em Belmonte atropela prefeito e elege presidente da Câmara

O vereador Zeca do Detran (PR), foi eleito presidente da Câmara Municipal de São José do Belmonte-PE, para o biênio 2019/2020. Zeca, que está no seu terceiro mandato e que faz parte do grupo político do deputado estadual Rogério Leão e do ex-prefeito Marcelo Pereira, disputou eleição da câmara municipal com chapa única e teve 8 (oito) dos 13 (treze) votos dos vereadores do poder legislativo belmontense, sendo que 5 (cinco) vereadores votaram em branco.

Zeca se elegeu com o apoio de vereadores da sua base e de outros que foram eleitos pela base do atual prefeito. Nas eleições de 2016, o grupo da oposição elegeu apenas 5 (cinco) vereadores, Paulo Pereira, Júnior de Erles, Zeca do Carmo, Ramon Feitosa e Erik Diniz, desses, provavelmente 2 (dois) votaram em branco e 5 (cinco) dos 8 (oito) que se elegeram em 2016 pelo grupo de Romonilson, votaram em Zeca do Carmo.

Segundo o novo presidente, que irá assumir em 1º de Janeiro de 2019, ele disse ao Blog do Silva Lima que quer fazer uma gestão de coalizão, ouvindo seus colegas e pares em busca do que for melhor para o parlamento belmontense e irá contar com o apoio de todos os vereadores e principalmente da nova mesa diretora que é composta pelos seguintes vereadores: Zeca do Detran (Presidente), Evandro da Águas Sertões (Vice-presidente), Paulo Pereira (1º Secretário) e Zé Lucas (2º Secretário).

Administrar uma Cidade sem ter o apoio da maioria dos vereadores e ainda ter como presidente da Câmara Municipal um vereador da oposição, não é nada confortável para qualquer gestor.
As coisas devem mudar na atual gestão em são José do Belmonte-PE, nos anos de 2019 e 2020.



Caso Bolsonaro: o que se sabe até agora e os passos dados na apuração
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Adriano Roberto

Caso Bolsonaro: o que se sabe até agora e os passos dados na apuração

Três frentes foram abertas nesta sexta-feira (19) para esclarecer o financiamento por empresas do envio em massa de mensagens de WhatsApp contrárias ao PT, revelado pela Folha de S.Paulo.

O WhatsApp bloqueou contas ligadas a agências de mídia suspeitas da prática, que beneficia o candidato Jair Bolsonaro (PSL); o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu investigação sobre o caso; e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu à Polícia Federal um inquérito sobre a disseminação de fake news.

As três medidas são reações à reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na quinta (18) que mostra o financiamento, por empresas como a varejista Havan, de uma campanha antipetista com pacotes de disparo de mensagens em massa.

A prática é ilegal, pois configura doação de empresas à campanha de Bolsonaro - o que a lei eleitoral proíbe e pode configurar abuso de poder econômico. Além disso, os contratos, que chegam a R$ 12 milhões, não foram declarados. Procurada pela reportagem, a Havan negou ter conhecimento da prática.

O WhatsApp enviou notificação extrajudicial às agências Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market determinando que parem de enviar mensagens em massa e usar números obtidos a partir de bases de dados de terceiros.

A plataforma também suspendeu contas associadas às agências, algumas das quais usam bases de usuários de terceiros segmentadas por região e perfil, o que também é proibido. As mensagens podem ser enviadas apenas à base de usuários dos candidatos, com dados cedidos voluntariamente.

A agência AM4, contratada pela campanha de Bolsonaro, e outras estão sob investigação e serão notificadas se comprovadas irregularidades.

"Estamos tomando medidas legais para impedir que empresas façam envio maciço de mensagens no WhatsApp e já banimos as contas associadas a estas empresas", informou em nota o WhatsApp.

A plataforma, que pertence ao Facebook, afirma usar tecnologia de ponta para detectar contas com comportamento anormal para que elas não possam ser usadas para espalhar mensagens de spam.

Nesta sexta, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável, afirmou que teve sua conta no WhatsApp suspensa e publicou a foto de uma suposta mensagem do aplicativo que alegava que o número foi banido e o orientava a contatar o suporte técnico.

"A perseguição não tem limites! Meu WhatsApp, com milhares de grupos, foi banido DO NADA, sem nenhuma explicação! Exijo uma resposta oficial da plataforma", escreveu em uma rede social.

Depois, o senador eleito afirmou que o telefone suspenso era pessoal e já foi desbloqueado. "O próprio WhatsApp informou que o bloqueio foi há dias, antes da Fake News da Foice de SP", disse.

A reportagem apurou que a conta foi banida há alguns dias porque a plataforma detectou movimento anormal a partir de queixas de usuários que disseram ter recebido spam do número.

Pelo mesmo motivo, foi banida uma conta criada pela campanha de Dilma Rousseff (PT) ao Senado, chamada "DilmaZap" (não se trata da conta provada da ex-presidente).

No início da noite, o corregedor do TSE, ministro Jorge Mussi, atendeu ao pedido do PT e abriu ação para investigar a compra desses pacotes de disparos por empresas, mas negou a solicitação do partido de quebra de sigilo e de busca e apreensão.

Mussi mandou notificar Bolsonaro e deu cinco dias para ele se manifestar –até quarta (24). O segundo turno é dia 28.

Também na noite de sexta, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, oficializou o pedido da PGR para apurar se empresas têm disseminado, de forma estruturada, mensagens em redes sociais referentes a Bolsonaro e seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT).

Segundo nota da PGR, que cita as reportagens jornalísticas sobre fake news, "o objetivo é verificar a existência de eventual utilização de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas".

O processo no TSE teria que ser concluído em um mês, mas pode se alongar porque as partes podem pedir diligências ou o corregedor pode querer ouvir testemunhas; deslocamentos e a espera por perícia aumentariam a demora (a ação aberta para investigar a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer após a eleição de 2014 durou quase dois anos).

O pedido do PT é um dos seis recebidos pelo TSE para investigar a campanha de Bolsonaro. As ações podem ser apensadas em um só caso e tramitarem juntas, porém.

Nesta sexta, o PDT entrou com pedido no TSE de anulação do primeiro turno da eleição presidencial alegando suspeita de abuso de poder econômico, veiculação de fake news e recebimento de apoio empresarial. O candidato do partido, Ciro Gomes, ficou em terceiro.

A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, daria uma entrevista coletiva nesta sexta sobre fake news, mas a adiou para domingo. Ela se reuniu mais cedo com a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que pediu celeridade. Com informações da Folhapress.



Ato pró-Bolsonaro reune defensores da família em Jaboatão
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Adriano Roberto

Ato pró-Bolsonaro reune defensores da família em Jaboatão

Neste sábado (20/10), um grande ato de apoio a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) será realizado em Jaboatão. O evento reunirá pastores, padres, líderes religiosos, militares e defensores da família no Estado.

No auditório do Hotel Golden Beach, estarão presentes os senadores Magno Malta (PR/ES) e José Medeiros (Podemos/MT). Também acompanha a caravana, que percorre todo o Nordeste, a Dra. Damares Alves (educadora e advogada).

“A ideia do ato é reunir os defensores da família pernambucana. Só temos um lado, um caminho, uma bandeira. No 1º Turno, o Bolsonaro já venceu em Jaboatão, Recife, Olinda e várias outras cidades importantes do Nordeste.

Vamos ampliar essa vantagem agora no 2º Turno”, afirma a deputada eleita Clarissa Tércio (PSC), organizadora do ato e primeira candidata evangélica a declarar apoio ao Bolsonaro em Pernambuco. Também confirmaram participação os deputados federais eleitos Luciano Bivar (PSL), André Ferreira (PSC) e o vereador do Recife Renato Antunes (PSC).

O ato em apoio ao Bolsonaro vai acontecer no auditório do Hotel Golden Beach (Av. Bernardo Vieira de Melo, 1.204 - Piedade - Jaboatão/PE). Início: 14h. Informações e inscrições pelo número whatsapp: (81) 9.9682.8040.

Veja abaixo o vídeo convite com o senador Magno Malta:



Editorial do Estadão honra jornalistas sérios desse país. Leia abaixo
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Adriano Roberto

Editorial do Estadão honra jornalistas sérios desse país. Leia abaixo

Consciente de que será difícil reverter a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL), o PT decidiu fazer campanha para deslegitimar a eventual vitória do oponente, qualificando-a como fraudulenta (O Estado de S. Paulo)

Consciente de que será muito difícil reverter a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República, o PT decidiu partir para seu "plano B": fazer campanha para deslegitimar a eventual vitória do oponente, qualificando-a como fraudulenta. É uma especialidade lulopetista.

A ofensiva da tigrada está assentada na acusação segundo a qual a candidatura de Bolsonaro está sendo impulsionada nas redes sociais por organizações que atuam no "subterrâneo da internet", segundo denúncia feita anteontem na tribuna do Senado pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que lançou o seu J'accuse de fancaria.

"Eu acuso o senhor (Bolsonaro) de patrocinar fraude nas eleições brasileiras. O senhor é responsável por fraudar esse processo eleitoral manipulando e produzindo mentiras veiculadas no submundo da internet através de esquemas de WhatsApp pagos de fora deste país", afirmou Gleisi, que acrescentou: "O senhor está recebendo recursos ilegais, patrocínio estrangeiro ilegal, e terá que responder por isso. (...) Quer ser presidente do Brasil através desse tipo de prática, senhor deputado Jair Bolsonaro?"

Como tudo o que vem do PT, nada disso é casual. A narrativa da "fraude eleitoral" se junta ao esforço petista para que o partido se apresente ao eleitorado - e, mais do que isso, à História - como o único que defendeu a democracia e resistiu à escalada autoritária supostamente representada pela possível eleição de Bolsonaro.

Esse "plano B" foi lançado a partir do momento em que ficou claro que a patranha lulopetista da tal "frente democrática" contra Bolsonaro não enganou ninguém. Afinal, como é que uma frente política pode ser democrática tendo à testa o PT, partido que pretendia eternizar-se no poder por meio da corrupção e da demagogia? Como é que os petistas imaginavam ser possível atrair apoio de outros partidos uma vez que o PT jamais aceitou alianças nas quais Lula da Silva não ditasse os termos, submetendo os parceiros às pretensões hegemônicas do demiurgo que hoje cumpre pena em Curitiba por corrupção?

Assim, a própria ideia de formação de uma "frente democrática" é, em si, uma farsa lulopetista, destinada a dar ao partido a imagem de vanguarda da luta pela liberdade contra a "ditadura" - nada mais, nada menos - de Jair Bolsonaro. Tudo isso para tentar fazer os eleitores esquecerem que o PT foi o principal responsável pela brutal crise política, econômica e moral que o País ora atravessa - e da qual, nunca é demais dizer, a candidatura Bolsonaro é um dos frutos. Como os eleitores não esqueceram, conforme atestam as pesquisas de intenção de voto que expressam o profundo antipetismo por trás do apoio a Bolsonaro, o PT deflagrou as denúncias de fraude contra o adversário.

O preposto de Lula da Silva na campanha, o candidato Fernando Haddad, chegou até mesmo a mencionar a hipótese de "impugnação" da chapa de Bolsonaro por, segundo ele, promover "essa campanha de difamação tentando fraudar a eleição".

Mais uma vez, o PT pretende manter o País refém de suas manobras ao lançar dúvidas sobre o processo eleitoral, assim como já havia feito quando testou os limites legais e a paciência do eleitorado ao sustentar a candidatura de Lula da Silva. É bom lembrar que, até bem pouco tempo atrás, o partido denunciava, inclusive no exterior, que "eleição sem Lula é fraude".

Tudo isso reafirma, como se ainda fosse necessário, a natureza profundamente autoritária de um partido que não admite oposição, pois se julga dono da verdade e exclusivo intérprete das demandas populares. O clima eleitoral já não é dos melhores, e o PT ainda quer aprofundar essa atmosfera de rancor e medo ao lançar dúvidas sobre a lisura do pleito e da possível vitória de seu oponente.

Nenhuma surpresa: afinal, o PT sempre se fortaleceu na discórdia, sem jamais reconhecer a legitimidade dos oponentes - prepotência que se manifesta agora na presunção de que milhões de eleitores incautos só votaram no adversário do PT porque, ora vejam, foram manipulados fraudulentamente pelo "subterrâneo da internet".



PF em pernambuco está no Cabo, Sagueiro e Vitória para operação ligada fraudes
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Adriano Roberto

PF em pernambuco está no Cabo, Sagueiro e Vitória para operação ligada fraudes

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã desta sexta-feira, 19/10/2018, a Operação Abismo visando reprimir e desarticular um esquema de fraudes no instituto de previdência dos servidores de um município da região metropolitana de Recife/PE. As investigações tiveram início em março/2018 e segundo os dados coletados na investigação, que ainda se encontra sob sigilo, foram transferidos mais de R$ 90 milhões de reais do instituto - que antes se encontravam investidos em instituições sólidas – para fundos de investimento compostos por ativos “podres”, isto é, sem lastro e com grande probabilidade de inadimplência futura, colocando em risco o pagamento da aposentadoria dos servidores do município. 

As ordens judiciais de prisão e buscas estão assim distribuídas 
Pernambuco: 18 MB, 02 MPT e 04 MPP; (Cabo, Sagueiro e Vitória)
São Paulo: 10 MB, 01 MPT e 05 MPP; (Jundaí e Guariba)
Rio de Janeiro: 10 MB, 06 MPT e 01 MPP; (Capital)
Paraíba: 01 MB; (Monteiro)
Distrito Federal: 01 MB;
Goiás: 01 MB, 01 MPT; (Goiânia e Anápolis)
Santa Catarina: 01 MB, 02 MPT;

MB: Mandado de Busca; MPT: Mandado de Prisão Temporária; MPP: Mandado de Prisão Preventiva;

No curso da investigação coletaram-se indícios de que a alteração na carteira de investimentos do Instituto de Previdência foi efetuada a mando do prefeito do aludido município, por meio de ingerência indevida na administração daquele órgão, em razão do oferecimento de vantagem indevida. 

Ao todo, 220 policiais federais estão cumprindo 64 (sessenta e quatro) ordens judiciais sendo 42(quarenta e dois) mandados de busca e apreensão, 10 (dez) mandados de prisão preventiva e 12 (doze) mandados de prisão temporária, nos estados de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Goiás, Santa Catarina e no Distrito Federal. Estão sendo presos, empresários, lobistas, advogados, políticos, religiosos e outras pessoas que de uma forma tem participação com o esquema criminoso. As medidas foram determinadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores depositados em contas em nome dos investigados. 

Os crimes que estão sendo imputados aos suspeitos são Lavagem de Dinheiro, Associação Criminosa, Crimes Financeiros, Corrupção Ativa e Passiva, cujas penas ultrapassam os 30 anos de reclusão. Os presos serão levados até a sede da Polícia Federal onde serão interrogados e logo em seguida irão ser encaminhados para os respectivos sistemas prisionais. Os presos de outros estados ficarão reclusos em sistemas prisionais de seus estados onde ficarão à disposição do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.



Datafolha: eleitores da esquerda engrossam vantagem de Bolsonaro
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Adriano Roberto

Datafolha: eleitores da esquerda engrossam vantagem de Bolsonaro

Eleitores de partido de esquerda ajudam a engrossar a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT), revela pesquisa Datafolha concluída nesta quinta (18).
 
Nesse campo, o militar é o preferido de 52% dos que declararam preferência pelo PSB (contra 31% em Haddad). Do partido de Ciro Gomes, o PDT, 31% pretendem votar em Bolsonaro - 52% escolhem o petista.

O militar ainda é o escolhido de 15% dos eleitores do PSOL, contra 85% em Haddad.

Até entre os petistas 5% pretendem votar em Bolsonaro, e 90% escolhem o candidato presidencial do próprio partido.

Bolsonaro leva ampla vantagem entre eleitores do PSDB (76%) e MDB (62%).

Ainda no campo mais à esquerda, 19% dos que votaram em Ciro Gomes escolherão Bolsonaro - outros 56% preferem Haddad. E 7% dos que votaram em Guilherme Boulos (PSOL) no primeiro turno também declararam voto no militar, contra 68% em Haddad.

Entre os eleitores do próprio Haddad, 4% pretendem mudar de candidato no segundo turno e escolher Bolsonaro.

Segundo o Datafolha, o capitão reformado tem 59% das intenções de votos válidos, sem contar eleitores dispostos a votar em branco ou nulo, ou que estão indecisos. O ex-prefeito petista está com 41%.

No levantamento anterior do Datafolha, realizado na semana passada, três dias após o primeiro turno da eleição, Bolsonaro apareceu com 58% das intenções de voto e Haddad, com 42%.

O Datafolha entrevistou 9.137 eleitores em 341 municípios na quarta (17) e nesta quinta. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07528/2018. Com informações da Folhapress.



Bolsonaro pode ser punido por suposto caixa 2? Especialistas avaliam
Autor
Adriano Roberto

Bolsonaro pode ser punido por suposto caixa 2? Especialistas avaliam

Após matéria da Folha de S. Paulo, publicada nesta quinta-feira (18), sobre empresas apoiadoras de Jair Bolsonaro (PSL) terem comprado pacotes de mensagens contra o PT, para serem disparados a milhares de usuários do WhatsApp às vésperas do segundo turno, especialistas falaram sobre as chances de o candidato à Presidência da República ser punido.

De acordo com o mesmo jornal, ele pode ser enquadrado por três motivos: são proibidas doações de pessoas jurídicas, todo dinheiro gasto na campanha precisa ser declarado, e não é permitido usar listas de contatos compradas para espalhar conteúdos.

Após o assunto vir à tona, Bolsonaro disse desconhecer a prática e afirmou não ter como controlar a situação. “Não tenho como saber e tomar providência”, disse.

No entanto, na opinião do doutor em Direito e professor Renato Ribeiro de Almeida, é muito difícil que os empresários façam doações tão significativas sem comunicar ao candidato.

“Não consigo imaginar uma empresa doando recursos vultuosos para uma campanha sem avisar o candidato”, disse. “Uma vez beneficiado, ele também é responsável, no meu ponto de vista. Deveria ser, no mínimo, investigado", completou.

Ainda conforme a Folha, cada contrato firmado com as empresas para o "disparo em massa" custaria cerca de R$ 12 milhões.

Uma ação do tipo “afeta diretamente o processo eleitoral e beneficia um dos lados”, acrescenta o advogado Luciano Santos, diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), para quem o candidato pode ser punido. “Isso vai ser apurado no processo, mas existe a figura do beneficiário consentido, que é alguém que está sendo favorecido e não toma providência para que a conduta ilícita seja interrompida”, afirma.

Em caso de comprovação da prática, pode haver a cassação do registro, caso haja decisão judicial durante a campanha; impedimento da diplomação, caso se eleja e seja responsabilizado após o pleito; ou a cassação do mandato, se já estiver exercendo o cargo. Já empresários e apoiadores que tenham bancado a divulgação de mensagens podem ser punidos com multa ou com outras medidas que a Justiça decidir aplicar.

A situação se agrava se o conteúdo espalhado for falso. “Nas redes sociais, a grande dificuldade é o WhatsApp”, diz Almeida. “Há uma dificuldade de saber de onde a mensagem vem, para quem foi entregue e o próprio aplicativo diz que não tem como saber, porque a comunicação é criptografada. Há aí um problema”, pontua.

Aqui vale o mesmo entendimento, na opinião dos especialistas, em relação à responsabilidade do candidato.

Fake news

Desde ontem, começou a circular nas redes sociais um vídeo em que o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, afirma que a Justiça poderá eventualmente anular o resultado de uma eleição se ele for decorrência da difusão massiva de fake news.

O Código Eleitoral prevê também a anulação de uma votação se houver algum tipo de fraude ou interferência indevida do poder econômico.

“A princípio, o que não é proibido você pode fazer”, pondera a professora Marilda Silveira, especialista em Direito Eleitoral. “A lei é clara, por exemplo, em dizer que não pode comprar banco de dados. Mas é preciso saber o que foi pago, de onde o dinheiro veio, quem é a pessoa que gastou, se foi feito para divulgação de informação, que tipo de banco de dados foi usado para isso”, prossegue.

Para ela, o uso de informações falasas pode ser um agravante. “A desinformação é uma questão muito séria, que também gera perda de mandato. Se o eleitor conhece o fato errado, a manifestação dele na urna não é livre. Isso também é grave e pode ser punido.”



Locais de provas do Enem serão divulgados na próxima segunda, 22
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Adriano Roberto

Locais de provas do Enem serão divulgados na próxima segunda, 22

Os estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 poderão checar o local de provas na próxima segunda-feira (22), acessando o cartão de confirmação. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame conta com 5,5 milhões de inscrições confirmadas.

As provas serão realizadas nos dias 4 e 11 de novembro, dois domingos consecutivos. Para acessar o cartão de confirmação, o estudante deve ir ao site do Enem, a partir de segunda, digitar dados pessoais e senha.

No documento, será disponibilizado o endereço completo do local de realização da prova, além do número da sala em que cada estudante fará a prova.

Segundo o 'G1', com informações do Inep, não é obrigatório apresentar cartão de confirmação no dia do exame. No entanto, o instituto recomenda que todos os candidatos imprimam e levem o documento, para evitar engano no local da prova.